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quarta-feira, abril 27, 2016

SENTIMENTOS QUE CURAM

(Infinitely Polar Bear)
EUA/2014
De Maya Forbes
Com Mark Ruffalo, Zoe Saldana, Imogene Wolodarsky, Ashley Aufderheide
Perfil no IMDB: http://www.imdb.com/title/tt1969062/?ref_=fn_al_tt_1
Comédia

                Cam Stuart é um sujeito bipolar, pai de duas filhas, que tenta reconquistar o amor e a confiança de sua esposa, assumindo a responsabilidade de cuidar das filhas na ausência da mãe.

Confira abaixo o trailer do filme:


             O filme apresenta uma história comovente entre um pai e suas filhas, apostando na comédia dramática. A condição bipolar do protagonista é caracterizada por todo o filme e acaba virando um trampolim para o ator Mark Ruffalo novamente roubar a cena, tanto que lhe valeu uma indicação ao Globo de Ouro.











Vamos visitar o Homem de Ferro!

                No entanto, a história não se sustenta por falta de dilemas maiores ou algumas reviravoltas. O que se vê durante todo o tempo é a tentativa do protagonista adquirir a confiança de sua família apesar de seu estado psicológico. Porém, em nenhum momento, o filme se aprofunda nesse conflito e apenas mostra situações superficiais, recheadas de bom humor, causadas pelas condições do personagem.
                Com a trama inteira mostrando apenas a família do protagonista, as cenas acabam ficando repetitivas e monótonas para o espectador. Não há algo a se pensar, ou simplesmente alguns caminhos para o espectador tentar adivinhar por onde a história pode passar.
                “Sentimentos que Curam” pelo menos acerta na duração do filme, pouco menos de uma hora e meia. E acaba valendo apenas por mais uma brilhante interpretação de Mark Ruffalo, um dos grandes atores da atualidade.

NOTA 6,0

terça-feira, abril 19, 2016

QUALQUER GATO VIRA-LATA 2

(Qualquer Gato Vira-Lata 2)
Brasil/2015
De Marcelo Antunez e Roberto Santucci (Até que a Sorte nos Separe, De Pernas pro Ar, O Candidato Honesto, Loucas pra Casar)
Com  Cleo Pires, Malvino Salvador, Dudu Azevedo, Rita Guedes, Álamo Facó
Perfil no IMDB: http://www.imdb.com/title/tt4657092/?ref_=fn_al_tt_1
Comédia

                Tati conseguiu conquistar Conrado e agora embarcam em uma viagem para Cancún. Lá, ela decide pedir ele em casamento e após ouvir um “posso pensar?”, acaba se decepcionando, abrindo espaço novamente para seu ex-namorado Marcelo.

Confira abaixo o trailer do filme:


               
             Roberto Santucci, rei da comédia nacional atual, assume a direção desta sequência, porém a utilização da mesma fórmula do filme anterior, apenas mudando o pano de fundo, acaba muito repetitiva. Se no primeiro filme, era interessante acompanhar um triângulo amoroso onde a protagonista ficava em dúvida entre o surfista folgado playboy e o arrumadinho estudioso antissocial, no segundo isso é repetido até a exaustão.













Poderia ser uma música do Fábio Jr...

                O filme se passa em Cancún, onde o trio de protagonistas se encontra, além dos coadjuvantes como a ex-mulher de Conrado, que rivaliza com ele no lançamento de um livro. As piadas continuam as mesmas, explorando a inexperiência de Marcelo e a falta de habilidades sociais de Conrado, além do vai e volta de Tati nos relacionamentos.
                O problema é a trama não trazer nada de novo, tornando-se apenas mais um caça níquel, considerando que o primeiro levou mais de um milhão de espectadores ao cinema. Talvez a cena mais interessante seja ironicamente a de Tati com o pai, interpretado por Fábio Jr., seu pai na vida real. E curiosamente não é uma cena de comédia, e sim um diálogo que remete até a história real dos atores.
                “Qualquer Gato Vira-Lata 2” acaba não acrescentando muito à franquia, nem a comédia nacional, uma vez que temos histórias mais interessantes como “De Pernas pro Ar”, do próprio Santucci. E pelo visto, uma terceira parte está fora de cogitação.

NOTA 4,0

quarta-feira, abril 13, 2016

BATMAN VS SUPERMAN: A ORIGEM DA JUSTIÇA

(Batman v Superman: Dawn of Justice)
EUA/2016
De Zack Snyder (Madrugada dos Mortos, 300, Watchmen: o Filme, Sucker Punch: Mundo Surreal, O Homem de Aço)
Com Ben Affleck, Henry Cavill, Amy Adams, Jesse Eisenberg, Diane Lane, Laurence Fishburne, Jeremy Irons, Holly Hunter, Gal Gadot, Michael Shannon, Kevin Costner
Perfil no IMDB: http://www.imdb.com/title/tt2975590/
Aventura

                Logo após os acontecimentos de “O Homem de Aço”, Batman se posiciona contra o Superman, alegando que ele mais destrói do que salva a população.

Confira abaixo o trailer do filme:


                 
                  O filme, que ao mesmo tempo bateu recorde de bilheteria na estreia e uma queda vertiginosa a partir da segunda semana de exibição, tem um objetivo bastante ambicioso. Em meio ao enorme sucesso do universo Marvel nos cinemas, a Warner planeja construir também um universo cinematográfico com os personagens da DC Comics. Para isso, recruta novamente Zack Snider (diretor de “O Homem de Aço”) e introduz um novo Batman, desta vez com Ben Affleck no lugar de Christian Bale.











Vocês não são mais acionários do Facebook...

                Existem muitos trunfos no filme de Snyder. A continuação de um mundo sombrio contrasta com os filmes da Marvel, bem mais leves, e não se tornando caricato pode funcionar como uma atmosfera diferenciada para filmes de super-herói e não mera cópia do que já está sendo utilizado. Os dilemas dos personagens também são mais maduros e cria um clima menos fantasioso por incrível que pareça.
                O problema é que defeitos também existem e não são poucos. O personagem de Jesse Eisenberg é muito interessante, bem interpretado, porém não se poderia dar o nome de Lex Luthor, descaracterizando um dos maiores vilões da DC. Outro personagem irreconhecível é Alfred. O mordomo de Batman, brilhantemente interpretado por Michael Caine na trilogia Nolan, agora com Jeremy Irons mais parece um rebelde que instiga Bruce Wayne.
                Os dois protagonistas não comprometem, mas acabam não sendo muito carismáticos. O roteiro demasiadamente longo e com muitas sub-tramas e personagens acaba distraindo o espectador e tornando tudo muito monótono. A impressão é que não há um foco, seja na apresentação do Batman, como no dilema vivido pelo Superman, no desentendimento entre os dois, nas intenções de Lex Luthor e de outros conflitos que aparecem e não são bem explorados justamente pela grande quantidade de histórias paralelas.
                Batman vs Superman acaba ficando no mesmo nível de “O Homem de Aço”. Um filme sombrio, com temas amadurecidos, mas personagens que pouco acrescentam e que não causam empatia com o espectador. O resultado fica muito aquém da expectativa para uma franquia que planeja filmes solo de “Mulher Maravilha”, “Aquaman” e “Flash” e a própria “Liga da Justiça” nos próximos anos.

NOTA 7,5

terça-feira, abril 12, 2016

O PESO DO SILÊNCIO

(The Look of Silence)
EUA-Dinamarca-Indonésia-Finlândia-Noruega-Reino Unido-Israel-França-Alemanha-Holanda/2014
De Joshua Oppeinheimer (O Ato de Matar)
Com Adi Rukun, M.Y.Basrun, Amir Hasan, Joshua Oppenheimer
Perfil no IMDB:  http://www.imdb.com/title/tt3521134/?ref_=fn_al_tt_1
Documentário

                Adi Rukun é membro de uma família que sobreviveu ao genocídio ocorrido na Indonésia e confronta o homem que matou um de seus irmãos.

Confira abaixo o trailer do filme:


           
             Indicado ao Oscar de Melhor Documentário, o filme já mostra em sua primeira cena a justificativa pelo título (tanto na tradução, quanto no original, “O Olhar do Silêncio”).  O indonésio Adi Rukun assiste, sempre em silêncio, com um olhar focado, um vídeo que mostra o responsável por várias mortes que ocorreram num passado sangrento na Indonésia, incluindo a morte de seu irmão.










Não dá pra mudar de canal?

                O filme passa então a mostrar a trajetória de Rukun entrevistando várias pessoas ligadas ao genocídio para tentar descobrir detalhes sobre a morte do irmão. Em cada entrevista, vemos os dois lados da moeda, vítimas e assassinos, e a desconcertante ingenuidade destes últimos, que mesmo depois de tantos anos, ainda acreditam ter feito a coisa certa em suas mentes.
                Joshua Oppenheimer, que já tinha sido indicado ao Oscar, por “Ato de Matar”, foca sua câmera no olhar e com isso vai mostrando que o episódio sangrento ainda deixa marcas na população e consequências preocupantes, inclusive sobre o ponto de vista ensiando pelos professores nos colégios sobre esse momento histórico.
                “O Peso do Silêncio” consegue ser um filme absurdamente revelador e chocante, que mostra dois lados de um mesmo momento histórico, em uma investigação que tem direito até a surpresas como se fosse um filme de ficção. Porém, a realidade parece ser ainda mais assustadora.

NOTA 8,5

sexta-feira, abril 08, 2016

PEGANDO FOGO

(Burnt)
EUA/2015
De John Wells (A Grande Virada, Álbum de Família)
Com Bradley Cooper, Sienna Miller, Daniel Brühl, Omar Sy, Emma Thompson, Uma Thurman, Alicia Vikander
Perfil no IMDB: http://www.imdb.com/title/tt2503944/?ref_=fn_al_tt_1
Comédia

                Adam Jones é um chef que destruiu sua carreira com drogas e comportamento explosivo. Ele se restabelece e retorna a Londres, onde passa a comandar um restaurante que pode ganhar três estrelas Michelin.

Confira abaixo o trailer do filme:


           
               O filme é uma comédia dramática que embarca na moda dos reality shows de culinária para contar a vida de um chef que tenta se redimir em sua profissão. Comandado por Bradley Cooper, que desta vez não se destaca, o filme mostra o dia a dia de chefs, cozinheiros, maitres, já bastante conhecido pelos fãs de Masterchefs e Hell’s Kitchens pelo mundo.










Venha para o lado bom da vida!

                 A trama segue o protagonista na sua tentativa de redenção, buscando uma equipe que o ajude a se reerguer. Nessa etapa, ele conhece Helene, uma cozinheira com comportamento tão difícil quanto ele. Não demora para que ele queira de qualquer jeito os serviços dela na sua cozinha.
                A história é interessante pelo pano de fundo de restaurante em um filme desse gênero e sobretudo pela atuação irrepreensível de Daniel Brühl como o maitre do restaurante. A química entre o elenco funciona e o filme segue com uma despretensão leve tão grande que contrasta com o filme anterior de John Wells, o melancólico Álbum de Família.
                 “Pegando Fogo” é divertido, conta com bons atores no elenco coadjuvante, inclusive a mais recente ganhadora do Oscar Alicia Vikander, e certamente agrada aos espectadores, no entanto sem ser muito memorável.

NOTA 7,5

terça-feira, abril 05, 2016

O ANO MAIS VIOLENTO

(A Most Violent Year)
EUA-Emirados Árabes/2014
De J.C.Chandor (Margin Call - O Dia Antes do Fim, Até o Fim)
Com Oscar Isaac, Jessica Chastain, Albert Brooks, David Oyelowo
Perfil no IMDB: http://www.imdb.com/title/tt2937898/?ref_=fn_al_tt_1
Drama

                Em 1981, na cidade de Nova York, um imigrante tenta defender seu negócio e sua família no ano mais violento da história da cidade.

Confira abaixo o trailer do filme:


               
                O filme traz Oscar Isaac, bastante requisitado nos últimos tempos, em uma melancólica e segura atuação em um filme de máfia que trata mais do medo da violência, do que propriamente de atos violentos. Abel Morales é um imigrante que adquire do sogro mafioso uma empresa de transporte de combustíveis. Cabe a ele fazer o negócio crescer mediante a vários fatores de risco na época, seja a violência ou mesmo a concorrência.











E foi assim que eu desci naquele planeta desértico!

                A trama segue os passos de Abel, porém o tema fala mais forte e o que se vê são os obstáculos que aparecem a cada momento. O protagonista acaba sendo levado por esses acontecimentos. A atuação contida de Oscar Isaac cai bem para o personagem porém quem brilha é Jessica Chastain, indicada ao Globo de Ouro de atriz coadjuvante pelo papel.
                A história, apesar de interessante, acaba sendo conduzida de forma exageradamente lenta e o tema proposto acaba tornando-se repetitivo e monótono. Ainda assim, ficam evidentes os conceitos discutidos sobre individualismo e ambição delineando uma sociedade cada vez mais capitalista.
                "O Ano Mais Violento" é um trabalho que não entrega respostas facilmente, mas que faz o espectador com mais paciência refletir sobre um determinado recorte da época que moldou o mundo até hoje. Porém, as mesmas mensagens poderiam ter sido passadas em uma trama mais amigável e ainda assim igualmente elaborada.

NOTA 6,0

terça-feira, março 29, 2016

EXPRESSO DO AMANHÃ

(Snowpiercer)
EUA-Coréia do Sul-República Tcheca-França/2013
De Joon Ho Bong (Memórias de um Assassino, O Hospedeiro, Mother: A Busca pela Verdade)
Com Chris Evans, Ed Harris, John Hurt, Tilda Swinton, Jamie Bell, Octavia Spencer
Perfil no IMDB: http://www.imdb.com/title/tt1706620/?ref_=fn_al_tt_1
Ficção Científica

                Quando um experimento para impedir o aquecimento global falha, o mundo entra em uma nova era do gelo. Agora, os sobreviventes estão em um trem intitulado Expresso do Amanhã, que circula sem paradas e divide a população sobrevivente em classes sociais.

Confira abaixo o trailer do filme:


              O filme tem uma das melhores premissas dos últimos tempos, e fala sobre temas como desigualdades sociais, intransigência, ambição e segredos do poder. Tudo em uma metáfora que insere o espectador em um meio de transporte claustrofóbico e sem esperança de chegar a algum lugar.













Precisamos falar com Capitão América!

                Ao longo do filme, o espectador descobre o que tem a cada novo vagão, chegando cada vez mais próximo à locomotiva. De início, no final do trem, vemos as classes menos abastadas, e o protagonista é um deles. Junto com um grupo, ele consegue acesso aos vagões mais ricos.
                A ideia do filme é bastante interessante porém se perde em cenas cada vez mais filosóficas, perdendo o foco em sua crítica inicial. De uma ótima aventura com grande poder reflexivo, o longa cai em uma espiral de cenas absurdas, beirando o ridículo.
                "Expresso do Amanhã" depois de sua meia hora inicial sólida, acaba afastando cada vez mais os espectadores com diálogos sem sentido e cenas que aprecem saídas de um filme de Godard. Poderia ter sido menos subjetivo, e ainda assim sem perder sua capacidade metafórica e reflexiva.

NOTA 5,0