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sexta-feira, fevereiro 05, 2016

O QUARTO DE JACK

(Room)
Canadá-Irlanda/2015
De Lenny Abrahamson (Adam & Paul, Garage, Frank)
Com Brie Larson, Jacob Tremblay, Sean Bridgers, Joan Allen, William H. Macy
Perfil no IMDB: http://www.imdb.com/title/tt3170832/?ref_=fn_al_tt_1
Drama

                O pequeno Jack e sua mãe vivem enclausurados em um quarto, mantidos prisioneiros. Nesta situação, ela tenta criar o filho da melhor forma possível dadas as condições em que eles estão.

Confira abaixo o trailer do filme:


               
                O filme, indicado a 4 Oscar, de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Atriz para Brie Larson e Melhor Roteiro Adaptado, é uma das grandes surpresas do ano, com um enredo emocionante, criativo e muito bem produzido, em se tratando de um filme independente.
                A trama segue a vida de mãe e filho prisioneiros de um criminoso e durante cinco anos ela tem que criar o filho de uma forma com que ele não sofra mais do que o inevitável. O espectador sente na pele tanto o ambiente ameaçador e torturante para a mãe quanto o lúdico e sonhador visto pelo filho.













Estou vindo das brumas de Avalon...

                Com brilhantes interpretações dos dois protagonistas, não só acompanhamos o período em que o “Velho Nick” mantém os dois prisioneiros , mas o desenrolar dos fatos depois, o que traz questões ainda mais profundas, psicológicas e sociais.
                As comparações com “A Vida é bela” são pertinentes apenas para o fator de criação de um mundo fantasioso para aliviar o sofrimento de uma criança. Porém, o filme mostra muito mais do que isso ao aprofundar todos os traumas e situações que mexem com o comportamento e personalidade de qualquer ser humano.
                “O Quarto de Jack” mostra algo em que a sociedade não está acostumada a ver no cinema, abrindo espaço para uma situação que não só faz refletir sobre o que pode acontecer no mundo em que vivemos mas também fazer uma auto reflexão. Filmes tão profundos assim são cada vez mais raros e ao mesmo tempo tornam-se cada vez mais necessários.

NOTA 9,5

quarta-feira, junho 03, 2015

MAPAS PARA AS ESTRELAS

(Maps to the Stars)
Canadá-Alemanha-França-EUA/2014
De David Cronenberg (A Mosca, Scanners – Sua Mente pode Destruir, Marcas da Violência, Senhores do Crime, Um Método Perigoso, Cosmópolis)
Com Julianne Moore, Mia Wasikowska, John Cusack, Evan Bird, Olivia Williams, Robert Pattinson, Carrie Fisher
Perfil no IMDB: http://www.imdb.com/title/tt2172584/?ref_=fn_al_tt_2
Comédia Dramática

                Uma viagem pelo coração de Hollywood, tendo como ponto de partida a chegada de Agatha, que passa a trabalhar com a perturbada Havana e se interessa pelo motorista Jerome. Além disso, seus laços em Hollywood são extremamente familiares.

Confira abaixo o trailer do filme:


               
                O novo filme do excêntrico diretor canadense busca apresentar um painel da cidade mais cinematográfica do mundo, onde as mansões se misturam com pessoas desequilibradas e com uma noção de mundo diferente das outras.
                A trama mostra principalmente o cotidiano de dois personagens: a atriz interpretada por Julianne Moore, que tem traumas de infância relacionados à mãe e está em busca de um papel que foi justamente da mãe em uma refilmagem; e um ator mirim, que apesar da pouca idade, só parece querer saber de sexo e drogas, além de não tolerar outros atores que roubem a cena dele.












Você parece estar no país das maravilhas!

                O filme acaba por não decolar, pois se resume a mostrar um cenário decadente, porém sem um roteiro muito coeso ou elucidativo para o espectador. O que se vê em cena são apenas boas interpretações, com destaque especial para Julianne Moore (indicada ao Globo de Ouro de melhor atriz pelo personagem), porém em uma história monótona e sem chegar a lugar algum.
                “Mapas para as Estrelas” parece destacar mais o tema do que o roteiro, ao contrário de algumas obras sensacionais de Cronenberg, como “Marcas da Violência”. Suas características principais, como a trilha sonora claustrofóbica e o estudo dos instintos humanos, continuam pontuando a trama. Porém, pelo visto, faltou desenvolver um pouco melhor o tema para que o roteiro ficasse mais convidativo para o espectador.

NOTA 5,5

quarta-feira, junho 11, 2014

POMPEIA

(Pompeii)
Canadá-Alemanha/2014
De Paul W.S.Anderson (Mortal Kombat, Resident Evil, Alien vs. Predador, Os Três Mosqueteiros)
Com Kit Harington, Carrie-Anne Moss, Emily Browning, Adewale Akinnuoye-Agbaje, Jared Harris, Kiefer Sutherland
Perfil no IMDB: http://www.imdb.com/title/tt1921064/?ref_=nv_sr_1
Aventura

                Um gladiador e uma nobre se apaixonam em Pompeia. Só que ambos precisam enfrentar um corrupto senador de Roma, ao mesmo tempo que o Monte Vesúvio começa a entrar em erupção.

Confira abaixo o trailer do filme:


               O filme aborda três grandes temas: o romance entre uma jovem rica e um jovem escravo, a política muitas vezes escusa existente no Império Romano e finalmente a catástrofe causada pelo vulcão. O que por vezes torna o filme bastante interessante, porém também faz com que os temas abordados fiquem superficiais e soem exagerados.










Você não sabe de nada, Milo!

                A trama estabelece uma boa química entre Kit Harington (o Jon Snow de “Game of Thrones”) e Adewale Akinnuoye-Agbaje (o Mr.Eko de “Lost), gladiadores que precisam se enfrentar na arena, porém acabam simpatizando um com o outro. Porém, o romance entre o personagem de Harington e o de Emily Browning ganha ares melodramáticos, quase novelescos, ainda mais quando surge entre eles o vilão altamente caricato interpretado por Kiefer Sutherland (“24 Horas”).
                O que ainda interessa para o espectador fica sendo a expectativa de destruição da cidade, o que os habitantes pensavam, como eles reagiram e se houve sobreviventes, elementos de um bom filme-catástrofe. E nesse gênero, o diretor da franquia “Resident Evil” sabe muito bem como abordar. Quando descamba para os conflitos amorosos, no entanto, soa ultrapassado e um tanto deslocado da trama principal de Pompeia.
                O filme, portanto, tem elementos bastante interessantes que fazem com que ele não seja inteiramente descartável, como vários filmes do gênero. E ver astros da TV dividindo a atenção no cinema, ainda mais tratando-se de uma história assustadoramente real, já é chamariz para o grande público.

NOTA 7,0