(Mission Impossible: Ghost Protocol)
EUA-Emirados Árabes-República Tcheca/2011
De Brad Bird (Os Incríveis, Ratatouille)
Com Tom Cruise, Paula Patton, Simon Pegg, Jeremy Renner, Léa Seydoux
Perfil no IMDB: http://www.imdb.com.br/title/tt1229238/?ref_=fn_al_tt_1
Ação
O IMF é envolvido com a detonação de uma bomba no Kremlin, o que obriga Ethan Hunt e sua equipe a agir sob o protocolo fantasma, ou seja, nos bastidores e sem recursos.
Confira abaixo o trailer do filme:
Neste quarto filme da franquia, temos os mesmos elementos que fizeram sucesso, ou seja, as cenas de ação espetaculares e mentirosas ao mesmo tempo, o elenco capitaneado pelo também produtor Tom Cruise e uma história mirabolante onde todos parecem esconder algum segredo.
Dessa vez, parte da trama é ambientada na Rússia e outra parte nos Emirados Árabes. Não há muito o que saber das três primeiras partes para acompanhar a história, a não ser por alguns diálogos. No elenco, destaque para Jeremy Renner, sempre com excelentes interpretações, em uma época pré-Vingadores.
Fala logo que você é um vingador que eu falo que eu sou um top gun!
O excesso de cenas de ação e a consequente limitação do roteiro compromete um pouco o resultado do filme, mas como todo bom blockbuster, compensa nas cenas de alta velocidade, lutas e explosões. Porém, a pouca história que tem ainda não é tão criativa, o que deixa “Protocolo Fantasma” como o pior filme da franquia.
Ainda assim, Tom Cruise e cia conseguiram uma boa bilheteria e o quinto filme estreou esse ano. Parece que a fórmula de filmes que misturam ação e espionagem continua infalível, pelo menos para essa franquia milionária.
NOTA 6,5
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quarta-feira, setembro 23, 2015
quarta-feira, agosto 19, 2015
O HOMEM QUE MUDOU O JOGO
(Moneyball)
EUA/2011
De Bennet Miller (Capote, Foxcatcher: Uma História que Chocou o Mundo)
Com Brad Pitt, Jonah Hill, Philip Seymour Hoffman, Robin Wright, Chris Pratt
Perfil no IMDB: http://www.imdb.com/title/tt1210166/?ref_=fn_al_tt_1
Drama
O gerente do time de baseball Oakland A’s Billy Beane resolve adquirir novos jogadores através de uma análise computacional, com a ajuda de um economista.
Confira abaixo o trailer do filme:
O filme, indicado a 6 Oscar, incluindo melhor filme, ator para Brad Pitt e ator coadjuvante para Jonah Hill, é um exemplo de como um filme sobre um esporte tão arraigado na sociedade americana mas tão distante de outros países como o Brasil, pode ainda assim ser interessante para um público não acostumado a essa atividade.
Vocês estão em um clube da luta!
A trama fala sobre como um plano inusitado, que foge aos padrões esportivos, pode ajudar a um time sem dinheiro para contratar jogadores famosos e com salários astronômicos, a ser competitivo. E Billy Beane quer mais ainda do que simplesmente participar com dignidade: quer reverter um quadro de várias derrotas seguidas para simplesmente se tornar o campeão da temporada.
Baseado em fatos reais, a história fisga o espectador pela curiosidade se Beane realmente vai conseguir fazer isso. Enfrentando a desaprovação de praticamente todos da comissão técnica, ele contrata jogadores que não estão mais no auge ou enfrentam problemas particulares e por isso mesmo estão enquadrados em um salário que a equipe pode pagar.
O elenco está muito bom e a dupla principal bastante entrosada, com Pitt fazendo um sujeito bastante peculiar, junto a um Jonah Hill que convence em um tipo dramático, tímido e nervoso. O time de coadjuvantes ainda traz o sempre ótimo Philip Seymour Hoffman, como o técnico que se coloca contra os planos de Beane, e um Chris Pratt (Guardiões da Galáxia) antes da fama, como o jogador que se torna a esperança da equipe.
“O Homem que Mudou o Jogo” foge aos clichês básicos de um filme esportivo e por isso mesmo se torna surpreendente para o espectador a cada nova cena. O fato de ser uma história real ainda dá um tempero especial em uma premissa que poderia ter sido muito bem inventada.
NOTA 8,5
EUA/2011
De Bennet Miller (Capote, Foxcatcher: Uma História que Chocou o Mundo)
Com Brad Pitt, Jonah Hill, Philip Seymour Hoffman, Robin Wright, Chris Pratt
Perfil no IMDB: http://www.imdb.com/title/tt1210166/?ref_=fn_al_tt_1
Drama
O gerente do time de baseball Oakland A’s Billy Beane resolve adquirir novos jogadores através de uma análise computacional, com a ajuda de um economista.
Confira abaixo o trailer do filme:
O filme, indicado a 6 Oscar, incluindo melhor filme, ator para Brad Pitt e ator coadjuvante para Jonah Hill, é um exemplo de como um filme sobre um esporte tão arraigado na sociedade americana mas tão distante de outros países como o Brasil, pode ainda assim ser interessante para um público não acostumado a essa atividade.
Vocês estão em um clube da luta!
A trama fala sobre como um plano inusitado, que foge aos padrões esportivos, pode ajudar a um time sem dinheiro para contratar jogadores famosos e com salários astronômicos, a ser competitivo. E Billy Beane quer mais ainda do que simplesmente participar com dignidade: quer reverter um quadro de várias derrotas seguidas para simplesmente se tornar o campeão da temporada.
Baseado em fatos reais, a história fisga o espectador pela curiosidade se Beane realmente vai conseguir fazer isso. Enfrentando a desaprovação de praticamente todos da comissão técnica, ele contrata jogadores que não estão mais no auge ou enfrentam problemas particulares e por isso mesmo estão enquadrados em um salário que a equipe pode pagar.
O elenco está muito bom e a dupla principal bastante entrosada, com Pitt fazendo um sujeito bastante peculiar, junto a um Jonah Hill que convence em um tipo dramático, tímido e nervoso. O time de coadjuvantes ainda traz o sempre ótimo Philip Seymour Hoffman, como o técnico que se coloca contra os planos de Beane, e um Chris Pratt (Guardiões da Galáxia) antes da fama, como o jogador que se torna a esperança da equipe.
“O Homem que Mudou o Jogo” foge aos clichês básicos de um filme esportivo e por isso mesmo se torna surpreendente para o espectador a cada nova cena. O fato de ser uma história real ainda dá um tempero especial em uma premissa que poderia ter sido muito bem inventada.
NOTA 8,5
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-DRAMA,
2011,
CINEMA AMERICANO,
RESENHAS DE FILMES
terça-feira, julho 28, 2015
QUALQUER GATO VIRA-LATA
(Qualquer Gato Vira-Lata)
Brasil/2011
De Tomas Portella (Isolados, Desculpe o Transtorno)
Com Cleo Pires, Malvino Salvador, Dudu Azevedo, Rita Guedes, Álamo Facó
Perfil no IMDB: http://www.imdb.com/title/tt1730133/?ref_=fn_al_tt_1
Comédia
No Rio de Janeiro, Marcelo termina com Tati no dia do aniversário dele, falando que ela não é romântica. Logo depois, Tati começa a ter aulas com um professor de biologia que tem uma tese bastante peculiar para o relacionamento entre homens e mulheres.
Confira abaixo o trailer do filme:
Baseado na peça de Juca de Oliveira, o filme fez relativo sucesso, tanto que conseguiu uma sequência neste ano. Com uma premissa interessante, a trama parece não engrenar, pois esbarra em personagens caricatos, como o trio de protagonistas: a maluca Tati, o surfista Marcelo e o professor Conrado.
Quem vai se ver com o Fábio Jr.?
Tendo estes três arquétipos, a história passa por atitudes totalmente inverossímeis de Tati, em comportamentos idiotas e estereotipados de Marcelo e um jeito totalmente clichê de ser professor de Conrado. E como se não bastasse, o personagem que faz o amigo de Marcelo é totalmente dispensável. Nem as pontas escapam, como Gregorio Duvivier, que faz um tipo que qualquer um poderia fazer.
A discussão de relacionamento entre homens e mulheres, que soa interessante na famosa peça, perde espaço para um enredo recheado de cenas de comédia pastelão, piadas sem graça e situações ridículas (sem ser hilárias), como a da boate no dia em que Tati e Marcelo se conheceram.
“Qualquer Gato Vira-Lata” poderia ter passado despercebido nos cinemas se este gênero não fosse totalmente apelativo no país e não existisse a peça. Tomas Portella, que foi assistente de direção em produções do porte de “O Incrível Hulk” e “Ensaio Sobre a Cegueira”, poderia ter caprichado mais na condução do filme.
NOTA 4,0
Brasil/2011
De Tomas Portella (Isolados, Desculpe o Transtorno)
Com Cleo Pires, Malvino Salvador, Dudu Azevedo, Rita Guedes, Álamo Facó
Perfil no IMDB: http://www.imdb.com/title/tt1730133/?ref_=fn_al_tt_1
Comédia
No Rio de Janeiro, Marcelo termina com Tati no dia do aniversário dele, falando que ela não é romântica. Logo depois, Tati começa a ter aulas com um professor de biologia que tem uma tese bastante peculiar para o relacionamento entre homens e mulheres.
Confira abaixo o trailer do filme:
Baseado na peça de Juca de Oliveira, o filme fez relativo sucesso, tanto que conseguiu uma sequência neste ano. Com uma premissa interessante, a trama parece não engrenar, pois esbarra em personagens caricatos, como o trio de protagonistas: a maluca Tati, o surfista Marcelo e o professor Conrado.
Quem vai se ver com o Fábio Jr.?
Tendo estes três arquétipos, a história passa por atitudes totalmente inverossímeis de Tati, em comportamentos idiotas e estereotipados de Marcelo e um jeito totalmente clichê de ser professor de Conrado. E como se não bastasse, o personagem que faz o amigo de Marcelo é totalmente dispensável. Nem as pontas escapam, como Gregorio Duvivier, que faz um tipo que qualquer um poderia fazer.
A discussão de relacionamento entre homens e mulheres, que soa interessante na famosa peça, perde espaço para um enredo recheado de cenas de comédia pastelão, piadas sem graça e situações ridículas (sem ser hilárias), como a da boate no dia em que Tati e Marcelo se conheceram.
“Qualquer Gato Vira-Lata” poderia ter passado despercebido nos cinemas se este gênero não fosse totalmente apelativo no país e não existisse a peça. Tomas Portella, que foi assistente de direção em produções do porte de “O Incrível Hulk” e “Ensaio Sobre a Cegueira”, poderia ter caprichado mais na condução do filme.
NOTA 4,0
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-COMÉDIA,
2011,
CINEMA BRASILEIRO,
RESENHAS DE FILMES
sexta-feira, fevereiro 14, 2014
MEDIANERAS: BUENOS AIRES NA ERA DO AMOR VIRTUAL
(Medianeras)Argentina/2011
De Gustavo Taretto (Hoy no estoy, Uma vez más)
Com Javier Drolas, Pilar López de Ayala, Inés Efron, Adrián Navarro
Perfil no IMDB: http://www.imdb.com/title/tt1235841/?ref_=nv_sr_1
Comédia Romântica
As histórias de Martin e Mariana, vizinhos que não se conhecem, morando em construções opostas, cada um com seus traumas específicos, fobias sociais e desejos incompreendidos.
Confira abaixo o trailer do filme:
A trama inovadora apresenta uma metáfora utilizando a arquitetura e fazendo uma analogia com a vida dos protagonistas. O espectador acaba tendo um painel de Buenos Aires e da vida da população levando em consideração as habitações que permeiam a cidade.
Sou o seu Ricardo Darin!
Desde o início, nos é apresentado a história de cada um dos personagens: Martin credita toda a sua depressão aos arquitetos e Mariana é uma arquiteta. Ao longo do filme, percebemos que a cada mania, fobia e busca de cada um deles, o abismo que parecem separá-los fica bem menor.
A história utiliza uma linguagem pop para contar a vida neurótica dos dois, seus hábitos, filmes, medos, etc. A grande diferença para as comédias românticas de tons modernos é que desta vez os personagens não convivem um com o outro. Pelo contrário, no decorrer do longa, não sabemos nem se eles um dia vão se encontrar.
“Medianeras” é mais um filme argentino da nova geração que prova que não é preciso ter um orçamento gigantesco para fazer um ótimo filme, cheio de analogias e reflexões sobre o mundo moderno.
NOTA 8,0
Marcadores:
-COMÉDIA,
2011,
CINEMA ARGENTINO,
RESENHAS DE FILMES
quarta-feira, fevereiro 05, 2014
O EXÓTICO HOTEL MARIGOLD
(The Best Exotic Marigold Hotel)Reino Unido-EUA-Arábia Saudita/2011
De John Madden (Shakespeare Apaixonado, Sua Majestade Mr.Brown, A Prova)
Com Judi Dench, Bill Nighy, Maggie Smith, Tom Wilkinson, Dev Patel
Perfil no IMDB: http://www.imdb.com/title/tt1412386/?ref_=fn_al_tt_1
Comédia
Um grupo de britânicos da terceira idade desembarca na Índia, rumo a um hotel que promete ser um nobre refúgio. Chegando lá, notam que não era nada daquilo que estavam pensando e o único jeito é tentar se adaptar aos costumes do país e à companhia dos novos amigos.
Confira abaixo o trailer do filme:
A trama junta um grande escalão de atores ingleses numa viagem de conquistas e descobertas. Com bastante humor e leve carga dramática, retrata a vida de cada um dos personagens, assim como suas buscas individuais que até certo ponto colidem com a dos outros. Temos o sujeito em busca de seu grande amor perdido, outro que ainda anseia por uma vida sexual, o casal que não se diverte mais, a senhora que tenta recomeçar depois da morte do marido, a avó que percebe que sua vida está passando e anseia por novidades e ainda a que tenta se adaptar a uma nova situação por causa de uma operação.
Onde está o James Bond nessa hora?
Com um elenco bastante experiente e com ótima química entre todos, John Madden faz seu melhor filme, mostrando que todo mundo pode recomeçar independentemente da idade. O espectador ainda acompanha várias tomadas da Índia, praticamente embarcando na viagem junto com os personagens. “O Exótico Hotel Marigold” é um filme leve, despretensioso e que ao mesmo tempo faz o espectador refletir. E como o filme foi um dos mais rentáveis de 2011 (custou 10 milhões e arrecadou 130 milhões), terá uma sequência que já está sendo filmada, com Richard Gere no elenco.
NOTA 9,0
Marcadores:
-COMÉDIA,
2011,
CINEMA INGLÊS,
RESENHAS DE FILMES
sexta-feira, dezembro 06, 2013
HABEMUS PAPAM
(Habemus Papam)Itália/2011
De Nanni Moretti (O Quarto do Filho, Caro Diário, Bianca)
Com Michel Piccoli, Nanni Moretti, Jerzy Stuhr, Renato Scarpa
Perfil no IMDB: http://www.imdb.com/title/tt1456472/?ref_=nv_sr_1
Comédia
Os cardeais se reúnem no Vaticano para a escolha do novo papa, enquanto uma multidão aguarda ansiosamente. Quando termina a votação, o novo papa entra em crise, afirmando não poder exercer a nova função. Diante do dilema, é contratado um terapeuta para tentar resolver todos os problemas.
Confira abaixo o trailer do filme:
A trama traz um assunto na época inovador e que se revelou quase premonitório. A premissa é tão interessante que resulta em cenas e diálogos impagáveis. Nanni Moretti, além da direção, ainda atua como o psicanalista que propõe mudanças e transforma a vida não só do novo papa como de todos os cardeais que precisam se distrair enquanto esperam uma definição da situação.
Esta bola...não é o Wilson!
Enquanto isso, o papa decide refletir sobre seu novo cargo e então notamos os grandes dilemas de se alcançar um posto que nem sempre estamos preparados para assumir. E isso pode acontecer em qualquer área, inclusive a religiosa, como mostra o filme. Os conflitos entre religião e psicologia ainda vêm à tona, com o psicanalista tendo bastante limitações no exercício de sua profissão dentro do Vaticano.
Alternando cenas dramáticas com outras bastante leves e bem humoradas, Moretti consegue entregar uma história divertida, atual e com vários momentos de reflexão. O elenco, tanto o principal quanto os coadjuvantes, são muito bons e traduzem a extrema variedade entre os cardeais, dependendo de sua nacionalidade. A questão principal da trama, ou seja, se o papa vai conseguir exercer a função na qual foi escolhido, segue como um mistério até a conclusão da história, para muitos, surpreendente.
NOTA 8,5
Marcadores:
-COMÉDIA,
2011,
CINEMA ITALIANO,
RESENHAS DE FILMES
quarta-feira, novembro 13, 2013
TÃO FORTE E TÃO PERTO
(Extremely Loud & Incredibly Close)EUA/2011
De Stephen Daldry (Billy Elliot, As Horas, O Leitor)
Com Thomas Horn, Tom Hanks, Sandra Bullock, Max Von Sydow, John Goodman, Viola Davis
Perfil no IMDB: http://www.imdb.com/title/tt0477302/?ref_=fn_al_tt_1
Drama
Oskar é um garoto de nove anos que perde o pai na tragédia do World Trade Center. Depois de achar uma chave dentro de um jarro que pertencia ao pai, ele tenta procurar a fechadura por toda Nova York, sabendo que pertence a uma pessoa de sobrenome Black.
Confira abaixo o trailer do filme:
A trama, indicada ao Oscar de melhor filme, é quase uma fábula moderna em que parte de uma tragédia conhecida mundialmente para demonstrar a procura de um garoto pela sua identidade perdida após a morte do pai. A história segue rumos inverossímeis (um garoto sai pelas ruas sozinho, batendo nas porta de várias casas de estranhos), mas o que é levado em consideração é o conflito interno em que o protagonista se encontra.

"Pelo menos aqui na Terra não tem falta de gravidade!"
O elenco é destaque absoluto, a começar por Thomas Horn como um pré-adolescente cheio de manias, Sandra Bullock como a mãe aparentemente ausente e Max Von Sidow (indicado ao Oscar de ator coadjuvante) como um inquilino misterioso e mudo, que vai ajudar Oskar em sua busca. O ator sueco (que fez o cavaleiro medieval de "O Sétimo Selo") não fala uma única palavra no filme e mesmo assim tem uma magistral interpretação.
O drama cativa pela construção do roteiro, mesmo soando artificial em alguns momentos. A artificialidade de alguns aspectos do filme contrasta com a emoção que a trama passa, mas ainda assim o elenco compensa. E ainda tem coadjuvantes de luxo como John Goodman como um porteiro e Viola Davis, a primeira "Black" que Oskar visita.
NOTA 8,5
Marcadores:
-DRAMA,
2011,
CINEMA AMERICANO,
RESENHAS DE FILMES
quinta-feira, abril 18, 2013
KILLER JOE: MATADOR DE ALUGUEL
(Killer Joe)
EUA/2011
De William Friedkin (O Exorcista, Operação França, Regras do Jogo, Possuídos)
Com Matthew McConaughey, Emile Hirsch, Juno Temple, Thomas Haden Church
Perfil no IMDB: http://www.imdb.com/title/tt1726669/?ref_=sr_1
Policial
Chris está devendo dinheiro a um mafioso e resolve armar um plano em conjunto com o pai: matar a mãe para ganhar o seguro de vida que ela fez em nome da filha. Para isso, contratam Joe, um policial que exige a filha como garantia do pagamento.
Confira abaixo o trailer do filme:
O novo filme do diretor de "O Exorcista" traz uma história recheada de humor negro, aos moldes das tramas dos irmãos Coen, mas sem o teor comercial desses. Pelo contrário, o filme traz personagens tão loucos e cruéis que não sobra espaço para demonstração de carisma por parte de algum deles.
"Não saia para esta natureza selvagem!"
As esquisitices da história acabam por manter a atração do espectador durante todo o tempo. O elenco surpreende, a começar por Matthew McConaughey que entrega de longe sua melhor atuação até o momento. Na pele do policial contratado para matar a matriarca da família, ele parece ser o mais louco de todos.
"Killer Joe" não é um filme de fácil assimilação e nem é um mero entretenimento. É para quem gosta de fugir dos padrões, das cenas clichês, e embarcar numa história suja, asquerosa e impopular. E nesse quesito, Friedkin consegue manter o suspense de seu longa até o impactante final.
NOTA 7,5
EUA/2011
De William Friedkin (O Exorcista, Operação França, Regras do Jogo, Possuídos)
Com Matthew McConaughey, Emile Hirsch, Juno Temple, Thomas Haden Church
Perfil no IMDB: http://www.imdb.com/title/tt1726669/?ref_=sr_1
Policial
Chris está devendo dinheiro a um mafioso e resolve armar um plano em conjunto com o pai: matar a mãe para ganhar o seguro de vida que ela fez em nome da filha. Para isso, contratam Joe, um policial que exige a filha como garantia do pagamento.
Confira abaixo o trailer do filme:
O novo filme do diretor de "O Exorcista" traz uma história recheada de humor negro, aos moldes das tramas dos irmãos Coen, mas sem o teor comercial desses. Pelo contrário, o filme traz personagens tão loucos e cruéis que não sobra espaço para demonstração de carisma por parte de algum deles.
"Não saia para esta natureza selvagem!"
As esquisitices da história acabam por manter a atração do espectador durante todo o tempo. O elenco surpreende, a começar por Matthew McConaughey que entrega de longe sua melhor atuação até o momento. Na pele do policial contratado para matar a matriarca da família, ele parece ser o mais louco de todos.
"Killer Joe" não é um filme de fácil assimilação e nem é um mero entretenimento. É para quem gosta de fugir dos padrões, das cenas clichês, e embarcar numa história suja, asquerosa e impopular. E nesse quesito, Friedkin consegue manter o suspense de seu longa até o impactante final.
NOTA 7,5
Marcadores:
-POLICIAL,
2011,
CINEMA AMERICANO,
RESENHAS DE FILMES
quarta-feira, abril 17, 2013
SETE DIAS COM MARILYN
(My Week with Marilyn)
Inglaterra-EUA/2011
De Simon Curtis
Com Michelle Williams, Eddie Redmayne, Julia Ormond, Kenneth Branagh, Toby Jones, Dominic Cooper, Judi Dench, Emma Watson
Perfil no IMDB: http://www.imdb.com/title/tt1655420/?ref_=fn_al_tt_1
Drama
Colin Clark é o terceiro assistente do conceituado diretor Sir Laurence Olivier, que enfrenta problemas ao ter que dirigir uma confusa Marilyn Monroe. Colin, aos poucos, parece ser a chave para o problema do diretor, ao parecer iniciar um breve romance com a estrela.
Confira abaixo o trailer do filme:
A trama não conta a biografia de Marilin Monroe, mas sim os bastidores da gravação de um filme da estrela, onde aparentemente ela seduz um jovem fã que trabalha como assistente do diretor. O grande elenco, que traz coadjuvantes de luxo como Toby Jones e Judi Dench, tem em seu maior trunfo, a Marilyn interpretada por Michelle Williams.
"Não precisa cantar, você não está em 'Os Miseráveis'!"
Michelle mostra não só a extrema sensualidade da estrela, mas também a insegurança de Marilyn ao tentar entrar no personagem por completo, a necessidade de ser acompanhada por uma diretora própria, que faz não só um trabalho artístico mas também um acompanhamento psicológico em meio aos vícios dela.
A história é leve, divertida e centraliza no romance e em alguns dramas pessoais enfrentados pela estrela. Reforçado pelo elenco de peso, Simon Curtis consegue passar para o espectador exatamente o quadro de uma artista em uma única semana que vale como se fosse uma biografia completa.
NOTA 8,5
Inglaterra-EUA/2011
De Simon Curtis
Com Michelle Williams, Eddie Redmayne, Julia Ormond, Kenneth Branagh, Toby Jones, Dominic Cooper, Judi Dench, Emma Watson
Perfil no IMDB: http://www.imdb.com/title/tt1655420/?ref_=fn_al_tt_1
Drama
Colin Clark é o terceiro assistente do conceituado diretor Sir Laurence Olivier, que enfrenta problemas ao ter que dirigir uma confusa Marilyn Monroe. Colin, aos poucos, parece ser a chave para o problema do diretor, ao parecer iniciar um breve romance com a estrela.
Confira abaixo o trailer do filme:
A trama não conta a biografia de Marilin Monroe, mas sim os bastidores da gravação de um filme da estrela, onde aparentemente ela seduz um jovem fã que trabalha como assistente do diretor. O grande elenco, que traz coadjuvantes de luxo como Toby Jones e Judi Dench, tem em seu maior trunfo, a Marilyn interpretada por Michelle Williams.
"Não precisa cantar, você não está em 'Os Miseráveis'!"
Michelle mostra não só a extrema sensualidade da estrela, mas também a insegurança de Marilyn ao tentar entrar no personagem por completo, a necessidade de ser acompanhada por uma diretora própria, que faz não só um trabalho artístico mas também um acompanhamento psicológico em meio aos vícios dela.
A história é leve, divertida e centraliza no romance e em alguns dramas pessoais enfrentados pela estrela. Reforçado pelo elenco de peso, Simon Curtis consegue passar para o espectador exatamente o quadro de uma artista em uma única semana que vale como se fosse uma biografia completa.
NOTA 8,5
Marcadores:
-DRAMA,
2011,
CINEMA INGLÊS,
RESENHAS DE FILMES
quarta-feira, abril 10, 2013
PRECISAMOS FALAR SOBRE KEVIN

(We Need to Talk About Kevin)
Reino Unido-EUA/2011
De Lynne Ramsay (Morvern Callar, Ratcatcher)
Com Tilda Swinton, John C. Reilly, Ezra Miller
Perfil no IMDB: http://www.imdb.com/title/tt1242460/?ref_=fn_al_tt_1
Drama
Eva Khatchadourian é uma escritora de sucesso que tanta se reerguer após um incidente misterioso envolvendo seu filho, atualmente preso. Paralelamente, vemos o nascimento de Kevin, primeiro filho do casal e toda a criação da problemática criança.
Confira abaixo o trailer do filme:
A trama mistura drama e suspense em um roteiro não linear que envolve dois momentos: na atualidade, vemos a busca de Eva por um novo e humilde emprego, a perseguição das pessoas do bairro onde ela mora, a casa humilde onde ela vive. No passado, que se inicia no nascimento de seu primeiro filho, ela é uma escritora de sucesso, com uma família aparentemente feliz, onde só os estranhos comportamentos de Kevin preocupam Eva.
"O Ted tem seu próprio filme, não precisa ficar invadindo o filme dos outros!"
Pode-se perceber que a trama não só tenta reconstruir os altos e baixos da vida de Eva, como também construir a criação de uma personalidade com sérios problemas psicológicos. O filme consegue acertar em ambos os casos. O processo de declínio da protagonista, as insistentes visitas ao filho na prisão, o fato dela não amis ser aceita por parte da sociedade, tudo isso intriga o espectador.
O filme, com excelentes atuações de Tilda Swinton (indicada ao Oscar por esse papel) e de Ezra Miller (de “As Vantagens de ser Invisível”), só não acerta muito no ritmo da trama, que por vezes fica monótona, insistindo em imagens surrealistas e até mesmo poéticas. A história, dura e cruel, merecia um tratamento mais dinâmico, o que melhoraria ainda mais o impacto de seu clímax (que já impressiona). Porém, nada que tire o mérito desse intrigante filme.
NOTA 8,0
Marcadores:
-DRAMA,
2011,
CINEMA INGLÊS,
RESENHAS DE FILMES
terça-feira, março 12, 2013
TWIXT
TWIXT
(Twixt)
EUA/2011
De Francis Ford Coppola (O Poderoso Chefão, Peggy Sue - Seu Passado a Espera, Drácula de Bram Stoker, O Homem que Fazia Chover, Apocalipse Now)
Com Val Kilmer, Bruce Dern, Elle Fanning, Ben Chaplin
Perfil no IMDB: http://www.imdb.com/title/tt1756851/?ref_=fn_al_tt_1
Terror
Um escritor em declínio de carreira chega em uma cidade pequena para divulgação de seu livro e se se vê em uma misteriosa trama envolvendo uma jovem garota.
Confira abaixo o trailer do filme:
Nessa tentativa do renomado diretor de clássicos como "O Poderoso Chefão" e "Apocalipse Now" de rodar um filme de terror, parece que a ideia não deu certo. Pelo contrário, um filme desse porte mancha a carreira de um dos maiores cineastas da história do cinema.
"Por que não fui convidado para Os Mercenários?"
A trama parece querer homenagear as clássicas histórias de terror, ao apresentar um sujeito fracassado às voltas com um fantasma em uma cidade do interior. Porém, parece não haver desenvolvimento com a história, o que acaba por não contagiar o espectador, com um roteiro totalmente confuso.
Para piorar, o filme é em um péssimo preto-e-branco e se vende como 3D, quando na verdade tem apenas uma única cena de menos de cinco minutos em 3D. Um filme para se esquecer e lembrar que até os grandes mestres às vezes cometem erros incríveis.
NOTA 2,0
(Twixt)
EUA/2011
De Francis Ford Coppola (O Poderoso Chefão, Peggy Sue - Seu Passado a Espera, Drácula de Bram Stoker, O Homem que Fazia Chover, Apocalipse Now)
Com Val Kilmer, Bruce Dern, Elle Fanning, Ben Chaplin
Perfil no IMDB: http://www.imdb.com/title/tt1756851/?ref_=fn_al_tt_1
Terror
Um escritor em declínio de carreira chega em uma cidade pequena para divulgação de seu livro e se se vê em uma misteriosa trama envolvendo uma jovem garota.
Confira abaixo o trailer do filme:
Nessa tentativa do renomado diretor de clássicos como "O Poderoso Chefão" e "Apocalipse Now" de rodar um filme de terror, parece que a ideia não deu certo. Pelo contrário, um filme desse porte mancha a carreira de um dos maiores cineastas da história do cinema.
"Por que não fui convidado para Os Mercenários?"
A trama parece querer homenagear as clássicas histórias de terror, ao apresentar um sujeito fracassado às voltas com um fantasma em uma cidade do interior. Porém, parece não haver desenvolvimento com a história, o que acaba por não contagiar o espectador, com um roteiro totalmente confuso.
Para piorar, o filme é em um péssimo preto-e-branco e se vende como 3D, quando na verdade tem apenas uma única cena de menos de cinco minutos em 3D. Um filme para se esquecer e lembrar que até os grandes mestres às vezes cometem erros incríveis.
NOTA 2,0
Marcadores:
-TERROR,
2011,
CINEMA AMERICANO,
RESENHAS DE FILMES
segunda-feira, dezembro 24, 2012
HISTERIA
HISTERIA
(Hysteria)
Inglaterra-Alemanha-França-Luxemburgo/2011
De Tanya Wexler (Finding North, Ball in the House)
Com Hugh Dancy, Maggie Gyllenhaal, Jonathan Pryce, Felicity Jones, Rupert Everett
Perfil no IMDB: http://www.imdb.com/title/tt1435513/?ref_=fn_al_tt_1
Comédia
Mortimer Granville é um promissor médico que começa a trabalhar com Dr. Robert Dalrymple no tratamento da histeria. Enquanto ele se envolve com as duas filhas de Robert, a recatada Charlotte e a moderna Emily, o jovem acaba sendo responsável pela invenção do vibrador.
Confira abaixo o trailer do filme:
A trama, tipicamente uma comédia inglesa, e por isso mesmo influenciada em alguns momentos por Monty Python, trata com leveza um tema no mínimo apimentado. Com a ajuda de uma ótima direção de arte que reconstruiu a Londres vitoriana onde as pessoas ainda eram ignorantes quanto a importância do saneamento, "Histeria" acerta a mão ao mostrar tais aspectos da população da época, chamando a atenção do espectador logo nos primeiros minutos.
"O que é isso? É um avião? Não, é um vibrador!"
O ótimo elenco dá também conta do recado, com aquele aspecto teatral que as comédias inglesas parecem aparentar. A história poderia ir para o lado sério, das descobertas científicas, ou para o lado da comédia, com a evidência da invenção do vibrador. Porém, o filme decide seguir para o lado do romance, em que o protagonista não sabe se fica no porto seguro que é a filha dedicada do Dr. Robert, ou se arrisca em perder tudo o que conquistou para ficar ao lado da rebelde Emily.
Apesar de alguns momentos exagerados, "Histeria" é ótimo exemplo de comédia família, com um tema nada família! Boa diversão para quem procura uma história interessante e leve ao mesmo tempo.
NOTA 8,0
(Hysteria)
Inglaterra-Alemanha-França-Luxemburgo/2011
De Tanya Wexler (Finding North, Ball in the House)
Com Hugh Dancy, Maggie Gyllenhaal, Jonathan Pryce, Felicity Jones, Rupert Everett
Perfil no IMDB: http://www.imdb.com/title/tt1435513/?ref_=fn_al_tt_1
Comédia
Mortimer Granville é um promissor médico que começa a trabalhar com Dr. Robert Dalrymple no tratamento da histeria. Enquanto ele se envolve com as duas filhas de Robert, a recatada Charlotte e a moderna Emily, o jovem acaba sendo responsável pela invenção do vibrador.
Confira abaixo o trailer do filme:
A trama, tipicamente uma comédia inglesa, e por isso mesmo influenciada em alguns momentos por Monty Python, trata com leveza um tema no mínimo apimentado. Com a ajuda de uma ótima direção de arte que reconstruiu a Londres vitoriana onde as pessoas ainda eram ignorantes quanto a importância do saneamento, "Histeria" acerta a mão ao mostrar tais aspectos da população da época, chamando a atenção do espectador logo nos primeiros minutos.
"O que é isso? É um avião? Não, é um vibrador!"
O ótimo elenco dá também conta do recado, com aquele aspecto teatral que as comédias inglesas parecem aparentar. A história poderia ir para o lado sério, das descobertas científicas, ou para o lado da comédia, com a evidência da invenção do vibrador. Porém, o filme decide seguir para o lado do romance, em que o protagonista não sabe se fica no porto seguro que é a filha dedicada do Dr. Robert, ou se arrisca em perder tudo o que conquistou para ficar ao lado da rebelde Emily.
Apesar de alguns momentos exagerados, "Histeria" é ótimo exemplo de comédia família, com um tema nada família! Boa diversão para quem procura uma história interessante e leve ao mesmo tempo.
NOTA 8,0
Marcadores:
-COMÉDIA,
2011,
CINEMA INGLÊS,
RESENHAS DE FILMES
quarta-feira, dezembro 19, 2012
E SE VIVÊSSEMOS TODOS JUNTOS?
E SE VIVÊSSEMOS TODOS JUNTOS
(Et si on vivait tous ensemble?)
França/2011
De Stéphane Robelin (Real Movie, Pile ou face, Rue des Morillons)
Com Guy Bedos, Daniel Brühl, Geraldine Chaplin, Jane Fonda, Claude Rich, Pierre Richard
Perfil no IMDB: http://www.imdb.com/title/tt1674057/
Comedia Dramática
Annie, Jean, Claude, Albert e Jeanne são amigos de longa data. Quando um deles corre o risco de ser internado pela família em um asilo, eles decidem morarem juntos, tentando superar os problemas que cada um enfrenta.
Confira abaixo o trailer do filme:
A trama consegue reunir um ótimo elenco veterano, incluindo Jane Fonda e Geraldine Chaplin, que coloca o filme no rumo certo, mesmo com cenas clichê em um gênero muito batido: a relação entre velhos amigos com o passar dos anos (vide As Invasões Bárbaras, de Denys Arcand, além do recente O Exótico Hotel Marigold).
"Vamos fundar o Clube dos Cinco?" "Acho que já inventaram isso na década de 80!"
O filme leva o tema com humor leve e descontraído, com algumas cenas dramáticas fazendo contraste. Ao longo da história, vários segredos do relacionamento da turma são descobertos e temas como traição e tolerância são discutidos. Além disso, temos a figura de um jovem que contrasta em idade e experiência com o grupo de protagonistas. A relação entre ele e o grupo se transformará em um grande aprendizado para ele.
“E Se Vivêssemos todos Juntos” traz uma onda nostálgica que agradará tanto as pessoas mais velhas, pelo saudosismo, quanto às mais novas, pela curiosidade e demonstração que a amizade pode ser mais forte que qualquer outra coisa.
NOTA 8,0
(Et si on vivait tous ensemble?)
França/2011
De Stéphane Robelin (Real Movie, Pile ou face, Rue des Morillons)
Com Guy Bedos, Daniel Brühl, Geraldine Chaplin, Jane Fonda, Claude Rich, Pierre Richard
Perfil no IMDB: http://www.imdb.com/title/tt1674057/
Comedia Dramática
Annie, Jean, Claude, Albert e Jeanne são amigos de longa data. Quando um deles corre o risco de ser internado pela família em um asilo, eles decidem morarem juntos, tentando superar os problemas que cada um enfrenta.
Confira abaixo o trailer do filme:
A trama consegue reunir um ótimo elenco veterano, incluindo Jane Fonda e Geraldine Chaplin, que coloca o filme no rumo certo, mesmo com cenas clichê em um gênero muito batido: a relação entre velhos amigos com o passar dos anos (vide As Invasões Bárbaras, de Denys Arcand, além do recente O Exótico Hotel Marigold).
"Vamos fundar o Clube dos Cinco?" "Acho que já inventaram isso na década de 80!"
O filme leva o tema com humor leve e descontraído, com algumas cenas dramáticas fazendo contraste. Ao longo da história, vários segredos do relacionamento da turma são descobertos e temas como traição e tolerância são discutidos. Além disso, temos a figura de um jovem que contrasta em idade e experiência com o grupo de protagonistas. A relação entre ele e o grupo se transformará em um grande aprendizado para ele.
“E Se Vivêssemos todos Juntos” traz uma onda nostálgica que agradará tanto as pessoas mais velhas, pelo saudosismo, quanto às mais novas, pela curiosidade e demonstração que a amizade pode ser mais forte que qualquer outra coisa.
NOTA 8,0
Marcadores:
-COMÉDIA,
2011,
CINEMA FRANCÊS,
RESENHAS DE FILMES
domingo, julho 29, 2012
A FEBRE DO RATO
A FEBRE DO RATO
(A Febre do Rato)
Brasil/2011
De Cláudio Assis (Amarelo-manga, Baixio das Bestas)
Com Irandhir Santos, Matheus Nachtergaele, Juliano Cazarré, Nanda Costa
Perfil no IMDB: http://www.imdb.com/title/tt2200908/
Drama
A história do poeta Zizo, que em meio aos prazeres do sexo e da bebida, perambula pelas ruas com seu discurso anarquista e libertário enquanto tenta conquistar uma jovem.
Confira abaixo o trailer do filme:
Confira abaixo duas visões diferentes (ou não) para o filme!
Texto por Lu Azevedo
O filme se passa em Recife e conta a história de um poeta idealista e revoltado com o sistema e com o moralismo atual. Ele faz uma produção artesanal de um folhetim chamado Febre do Rato onde apresenta para sociedade seu manifesto em forma de poesias, rimas e contos. A história se passa em volta de sua vida e da vida daqueles que com ele convivem. Um homem casado com um travesti, um grupo de amigos que moram juntos, duas senhoras vizinhas que frequentam o bar e sua mãe. Todos apoiam os ideais e convicções do poeta, convivendo na mesma liberdade sexual que ele. Até que surge Eneida e o poeta se interessa por ela, mas ela não se mostra disponível como suas outras parceiras. Isso vai mudar um pouco as coisas...
A nudez é retratada com enorme naturalidade e o sexo abordado de forma nada poética ou tampouco romantizado. Em alguns momentos as relações sexuais são apresentadas com tanto destaque que chegam ao ponto de se destacarem mais do que a própria história do filme. Com uma sucessão de cenas fortes, o telespectador nem percebe a hora passar. Mas o filme fala sobre o que mesmo? Sexo, eu responderia.
Não entendo de cinematografia e das belezas de um filme em preto e branco, na verdade, até me incomodam um pouco. Mas nesse filme existe um alívio por ele ser em preto e branco e tornar a exposição da nudez do ser humano um pouco mais leve de ser observado sem tantas cores e detalhes. Já a câmera é implacável não se desviando de nada. Ahh se aquela caixa d’agua falasse!
Nota 7,0
"Você também já ficou com o Capitão Nascimento?"
Texto por Warny Marçano
Cláudio Assis novamente faz um filme perturbador e chocante do ponto de vista libertino e anárquico. O protagonista é um poeta marginal que trafega entre bebidas de bar e noitadas de sexo com a terceira idade em um tanque. Seu melhor amigo, que é casado com um travesti, tem problemas de relacionamento. E para completar o grupo, várias senhoras loucas por sexo e uma mulher que tem três amigos de cama.
O cineasta, já conhecido por seu gosto pelo que há de mais instintivo no ser humano, mostra a princípio como esse grupo se relaciona para depois transportá-lo para o exterior, mostrando a visão da sociedade.
A trama dialoga propositadamente com os extremos sexuais, sem nenhum julgamento de narrativa, em uma adequada fotografia preto e branca. A história beira o lirismo, sem perder o humor, nas loucuras inebriantes ditas por Zizo, em alto e bom som, para quem quiser ouvir.
A inclusão da obsessão de Zizo por uma mulher mais jovem do que ele está acostumado a conquistar e que a princípio o rejeita, só acrescenta profundidade à história, que representa um salto de qualidade se comparado aos seus dois filmes anteriores.
(A Febre do Rato)
Brasil/2011
De Cláudio Assis (Amarelo-manga, Baixio das Bestas)
Com Irandhir Santos, Matheus Nachtergaele, Juliano Cazarré, Nanda Costa
Perfil no IMDB: http://www.imdb.com/title/tt2200908/
Drama
A história do poeta Zizo, que em meio aos prazeres do sexo e da bebida, perambula pelas ruas com seu discurso anarquista e libertário enquanto tenta conquistar uma jovem.
Confira abaixo o trailer do filme:
Confira abaixo duas visões diferentes (ou não) para o filme!
Texto por Lu Azevedo
O filme se passa em Recife e conta a história de um poeta idealista e revoltado com o sistema e com o moralismo atual. Ele faz uma produção artesanal de um folhetim chamado Febre do Rato onde apresenta para sociedade seu manifesto em forma de poesias, rimas e contos. A história se passa em volta de sua vida e da vida daqueles que com ele convivem. Um homem casado com um travesti, um grupo de amigos que moram juntos, duas senhoras vizinhas que frequentam o bar e sua mãe. Todos apoiam os ideais e convicções do poeta, convivendo na mesma liberdade sexual que ele. Até que surge Eneida e o poeta se interessa por ela, mas ela não se mostra disponível como suas outras parceiras. Isso vai mudar um pouco as coisas...
A nudez é retratada com enorme naturalidade e o sexo abordado de forma nada poética ou tampouco romantizado. Em alguns momentos as relações sexuais são apresentadas com tanto destaque que chegam ao ponto de se destacarem mais do que a própria história do filme. Com uma sucessão de cenas fortes, o telespectador nem percebe a hora passar. Mas o filme fala sobre o que mesmo? Sexo, eu responderia.
Não entendo de cinematografia e das belezas de um filme em preto e branco, na verdade, até me incomodam um pouco. Mas nesse filme existe um alívio por ele ser em preto e branco e tornar a exposição da nudez do ser humano um pouco mais leve de ser observado sem tantas cores e detalhes. Já a câmera é implacável não se desviando de nada. Ahh se aquela caixa d’agua falasse!
Nota 7,0
"Você também já ficou com o Capitão Nascimento?"
Texto por Warny Marçano
Cláudio Assis novamente faz um filme perturbador e chocante do ponto de vista libertino e anárquico. O protagonista é um poeta marginal que trafega entre bebidas de bar e noitadas de sexo com a terceira idade em um tanque. Seu melhor amigo, que é casado com um travesti, tem problemas de relacionamento. E para completar o grupo, várias senhoras loucas por sexo e uma mulher que tem três amigos de cama.
O cineasta, já conhecido por seu gosto pelo que há de mais instintivo no ser humano, mostra a princípio como esse grupo se relaciona para depois transportá-lo para o exterior, mostrando a visão da sociedade.
A trama dialoga propositadamente com os extremos sexuais, sem nenhum julgamento de narrativa, em uma adequada fotografia preto e branca. A história beira o lirismo, sem perder o humor, nas loucuras inebriantes ditas por Zizo, em alto e bom som, para quem quiser ouvir.
A inclusão da obsessão de Zizo por uma mulher mais jovem do que ele está acostumado a conquistar e que a princípio o rejeita, só acrescenta profundidade à história, que representa um salto de qualidade se comparado aos seus dois filmes anteriores.
NOTA 9,0
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-DRAMA,
2011,
CINEMA BRASILEIRO,
RESENHAS DE FILMES
sábado, junho 30, 2012
APENAS UMA NOITE
por Lu Azevedo
APENAS UMA NOITE
(Last Night)
EUA-França/2010
De Massy Tadjedin
Com Keira Knighley, Sam Worthington, Eva Mendes, Guillaume Canet
Perfil no IMDB: http://www.imdb.com/title/tt1294688/
Romance
A história de um casal, Joanna e Michael. Ele precisa viajar a negócios e tenta resistir às investidas de Laura, sua colega de trabalho. Ela fica em casa e reencontra uma antiga paixão, Alex, tentando lutar para não se envolver novamente.
Confira abaixo o trailer do filme:
Trair ou nao trair? Eis a questão em Apenas Uma Noite. Filme com atrizes e atores de peso, cada um representando um conflito em particular.
Joanna, interpretada por Keira Knighley, vai numa festa do trabalho de seu marido Michael e conhece a nova parceira de trabalho dele, Laura. Diante de sua sensualidade mas principalmente do fato de o marido nunca ter falado dela, os ciúmes se tornam inevitáveis. Na manhã seguinte, seu marido viaja a trabalho e Laura estará junto. Joanna encontra um ex-amor, Alex, que está em Nova Iorque a trabalho por apenas mais essa noite.
Keira: "Preferia que fosse o Jung...ou até mesmo o Legolas!"
Numa comédia romântica, na maioria das vezes, sabemos que os protagonistas vão ficar juntos no final mas queremos saber como e onde isso vai acontecer. Em Apenas uma noite não é assim; o filme se passa num clima de suspense e as indagações são outras.
O filme nos leva a entender as motivações e conflitos de cada um dos personagens envolvidos enquanto tentamos imaginar a escolha final de cada um deles.
A trilha sonora, os diálogos e as interpretações são bastantes envolventes com o excessão do ator Sam Worthington, que não está a altura dos demais, pois não consegue passar seus conflitos como os demais personagens.
Com um final sugestivo, o filme surpreende e inova. Saímos julgando e compreendendo os comportamentos adotados. Internalizados e projetados, saímos nós mesmos imaginando o que faríamos nestas situações. E quem nunca passou por isso que atire a primeira pedra!
NOTA 8,0
Lu Azevedo é cinéfila do Unibanco Artplex no Rio de Janeiro, fã do Johnny Depp e de terceiras filas no cinema!
APENAS UMA NOITE (Last Night)
EUA-França/2010
De Massy Tadjedin
Com Keira Knighley, Sam Worthington, Eva Mendes, Guillaume Canet
Perfil no IMDB: http://www.imdb.com/title/tt1294688/
Romance
A história de um casal, Joanna e Michael. Ele precisa viajar a negócios e tenta resistir às investidas de Laura, sua colega de trabalho. Ela fica em casa e reencontra uma antiga paixão, Alex, tentando lutar para não se envolver novamente.
Confira abaixo o trailer do filme:
Trair ou nao trair? Eis a questão em Apenas Uma Noite. Filme com atrizes e atores de peso, cada um representando um conflito em particular.
Joanna, interpretada por Keira Knighley, vai numa festa do trabalho de seu marido Michael e conhece a nova parceira de trabalho dele, Laura. Diante de sua sensualidade mas principalmente do fato de o marido nunca ter falado dela, os ciúmes se tornam inevitáveis. Na manhã seguinte, seu marido viaja a trabalho e Laura estará junto. Joanna encontra um ex-amor, Alex, que está em Nova Iorque a trabalho por apenas mais essa noite.
Keira: "Preferia que fosse o Jung...ou até mesmo o Legolas!"
Numa comédia romântica, na maioria das vezes, sabemos que os protagonistas vão ficar juntos no final mas queremos saber como e onde isso vai acontecer. Em Apenas uma noite não é assim; o filme se passa num clima de suspense e as indagações são outras.
O filme nos leva a entender as motivações e conflitos de cada um dos personagens envolvidos enquanto tentamos imaginar a escolha final de cada um deles.
A trilha sonora, os diálogos e as interpretações são bastantes envolventes com o excessão do ator Sam Worthington, que não está a altura dos demais, pois não consegue passar seus conflitos como os demais personagens.
Com um final sugestivo, o filme surpreende e inova. Saímos julgando e compreendendo os comportamentos adotados. Internalizados e projetados, saímos nós mesmos imaginando o que faríamos nestas situações. E quem nunca passou por isso que atire a primeira pedra!
NOTA 8,0
Lu Azevedo é cinéfila do Unibanco Artplex no Rio de Janeiro, fã do Johnny Depp e de terceiras filas no cinema!
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-ROMANCE,
2011,
CINEMA AMERICANO,
RESENHAS DE FILMES
quinta-feira, junho 21, 2012
AMOR IMPOSSÍVEL
por Lu Azevedo
(Salmon Fishing in the Yemen)
Reino Unido/2011
De Lasse Hallström (Gilbert Grape - Aprendiz de Sonhador, Regras da Vida, Chocolate, Querido John, Casanova)
Reino Unido/2011
De Lasse Hallström (Gilbert Grape - Aprendiz de Sonhador, Regras da Vida, Chocolate, Querido John, Casanova)
Com Amr Waked, Emily Blunt, Ewan McGregor, Kristin Scott Thomas
Perfil no IMDB:
http://www.imdb.com/title/tt1441952/
Comédia Dramática
Um britânico especialista em peixe e pesca Dr. Alfred Jones se vê diante de um projeto utópico sonhado por um xeique milionário do Iemen. O ilusionário xeique Muhammed, amante de pesca pretende tornar possível a pesca de salmão para seu povo yemenita. Para isso o xeique conta com muito dinheiro e uma determinada e eficiente assistente, Harriet. Ela pretende mobilizar grandes nomes da engenharia mundial para criar em pleno deserto do oriente medio um habitat para salmoes, mas isso parece uma tarefa mais facil do que conseguir fazer com que o pesquisador Dr. Jones dê algum credito a esse projeto. Entretanto, com interferência do governo britânico que apoiou o projeto porque viu nele potencial de marketing e publicidade positivos para amenizar os erros do governo cometidos no Afeganistão, o Dr. Jones acaba tendo que embarcar nesse empreitada mesmo contra suas convicções.
Confira abaixo o trailer do filme:
O filme nao se trata de uma comédia romântica por mais que a traducao "Amor Impossível" tente sugerir que sim. O romance em "Salmon Fishing in the Iemen", título original, fica no plano de fundo, praticamente inacabado. A classificação "comédia dramática" expressa exatamente a categoria do filme, que apresenta boas doses de humor e um apelo dramático meio exagerado.
"Este xeique é um Jedi?"
Perfil no IMDB:
http://www.imdb.com/title/tt1441952/
Comédia Dramática
Um britânico especialista em peixe e pesca Dr. Alfred Jones se vê diante de um projeto utópico sonhado por um xeique milionário do Iemen. O ilusionário xeique Muhammed, amante de pesca pretende tornar possível a pesca de salmão para seu povo yemenita. Para isso o xeique conta com muito dinheiro e uma determinada e eficiente assistente, Harriet. Ela pretende mobilizar grandes nomes da engenharia mundial para criar em pleno deserto do oriente medio um habitat para salmoes, mas isso parece uma tarefa mais facil do que conseguir fazer com que o pesquisador Dr. Jones dê algum credito a esse projeto. Entretanto, com interferência do governo britânico que apoiou o projeto porque viu nele potencial de marketing e publicidade positivos para amenizar os erros do governo cometidos no Afeganistão, o Dr. Jones acaba tendo que embarcar nesse empreitada mesmo contra suas convicções.
Confira abaixo o trailer do filme:
O filme nao se trata de uma comédia romântica por mais que a traducao "Amor Impossível" tente sugerir que sim. O romance em "Salmon Fishing in the Iemen", título original, fica no plano de fundo, praticamente inacabado. A classificação "comédia dramática" expressa exatamente a categoria do filme, que apresenta boas doses de humor e um apelo dramático meio exagerado.
"Não sei, mas pelo menos ele não veste prada!"
O filme apela para clichês como a mulher que se apaixona fácil e sofre destemperadamente, a velha dificuldade afetiva dos britânicos e sobre casamentos que perderam o sentindo e se prolongam por conformismo dos envolvidos. Apesar das mulheres serem apresentadas emocionalmente irracionais, o filme tenta se redimir apresentado-as também em plena ascensão profissional.
O charme do filme fica para o clima harmonioso e por fim descontraído criado no eixo entre o carismático xeique Muhammed, o Dr Jones agora simplesmente como Alfred, e Harriet. Com ótimas interpretações dos atores e excelentes paisagens, o filme distrai numa tarde de domingo. Mas poderia durar um pouquinho menos...pelo menos uns 15 minutos a menos...
Nota 7,0
Lu Azevedo é cinéfila do Unibanco Artplex no Rio de Janeiro, fã do Johnny Depp e de terceiras filas no cinema!
O filme apela para clichês como a mulher que se apaixona fácil e sofre destemperadamente, a velha dificuldade afetiva dos britânicos e sobre casamentos que perderam o sentindo e se prolongam por conformismo dos envolvidos. Apesar das mulheres serem apresentadas emocionalmente irracionais, o filme tenta se redimir apresentado-as também em plena ascensão profissional.
O charme do filme fica para o clima harmonioso e por fim descontraído criado no eixo entre o carismático xeique Muhammed, o Dr Jones agora simplesmente como Alfred, e Harriet. Com ótimas interpretações dos atores e excelentes paisagens, o filme distrai numa tarde de domingo. Mas poderia durar um pouquinho menos...pelo menos uns 15 minutos a menos...
Nota 7,0
Lu Azevedo é cinéfila do Unibanco Artplex no Rio de Janeiro, fã do Johnny Depp e de terceiras filas no cinema!
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-COMÉDIA,
2011,
CINEMA INGLÊS,
RESENHAS DE FILMES
terça-feira, junho 12, 2012
DEUS DA CARNIFICINA
DEUS DA CARNIFICINA
(Carnage)
França-Alemanha-Polônia-Espanha/2011
De Roman Polanski
Com Jodie Foster, Kate Winslet, Christoph Waltz, John C.Reilly
Perfil no IMDB: http://www.imdb.com/title/tt1692486/
Comédia
O filho do casal Penelope e Michael é agredido pelo filho do casal Nancy e Alan. Os dois casais se encontram na casa de Penelope para discutir a melhor forma de lidar com essa situação. Porém, aos poucos, o clima amistoso dá lugar ao caos e ao desespero, saindo totalmente do controle.
Confira abaixo o trailer do filme:
Polanski, depois do ótimo "O Escritor Fantasma", apresenta mais uma de suas obras primas. Munido de quatro excelentes personagens conduzidos por um brilhante elenco, Polanski discursa sempre de forma sarcástica sobre o jeito politicamente correto dos dias atuais, dos discursos humanitários que soam vazios e clichês, da violência que está no íntimo de todo ser humano e pode vir à tona até mesmo em uma situação do cotidiano como a apresentada na premissa do filme.
"Não é porque vocês ficam nesse silêncio dos inocentes que nós não seremos bastardos inglórios!"
Utilizando-se ainda do paradigma das pessoas que não conseguem sair de dentro de uma casa, pois estão presas por suas próprias atitudes, curiosidades e direitos de resposta, Polanski estabelece uma analogia com sua própria vida. Afinal, os dois casais encontram-se naquele momento incapazes de sair daquela casa para o exterior, no caso Nova Iorque, algo que o próprio diretor não pode desfrutar, já que se encontra exilado há anos na Europa.
Com personagens de personalidade forte, como uma exímia defensora dos direitos humanos (Jodie Foster), um sujeito simplório e bruto (John C.Reilly), um advogado ocupado (Christoph Waltz) e uma mulher neurótica e descontrolada (Kate Winslet), os momentos de brilho se alternam entre eles. A calmaria dos primeiros momentos mostra o quanto há pessoas que vivem de aparências. Quando a impaciência e as situações de descontrole acontecem, a verdade surge e com ela as emoções entram em descompasso. "Deus da Carnificina" mostra que um único cenário e quatro excelentes atores em um roteiro genial compensa qualquer efeito especial, direção de arte, efeitos sonoros ou qualquer outra modernidade tecnológica que os blockbusters sempre perseguem.
NOTA 9,5
(Carnage)
França-Alemanha-Polônia-Espanha/2011
De Roman Polanski
Com Jodie Foster, Kate Winslet, Christoph Waltz, John C.Reilly
Perfil no IMDB: http://www.imdb.com/title/tt1692486/
Comédia
O filho do casal Penelope e Michael é agredido pelo filho do casal Nancy e Alan. Os dois casais se encontram na casa de Penelope para discutir a melhor forma de lidar com essa situação. Porém, aos poucos, o clima amistoso dá lugar ao caos e ao desespero, saindo totalmente do controle.
Confira abaixo o trailer do filme:
Polanski, depois do ótimo "O Escritor Fantasma", apresenta mais uma de suas obras primas. Munido de quatro excelentes personagens conduzidos por um brilhante elenco, Polanski discursa sempre de forma sarcástica sobre o jeito politicamente correto dos dias atuais, dos discursos humanitários que soam vazios e clichês, da violência que está no íntimo de todo ser humano e pode vir à tona até mesmo em uma situação do cotidiano como a apresentada na premissa do filme.
"Não é porque vocês ficam nesse silêncio dos inocentes que nós não seremos bastardos inglórios!"
Utilizando-se ainda do paradigma das pessoas que não conseguem sair de dentro de uma casa, pois estão presas por suas próprias atitudes, curiosidades e direitos de resposta, Polanski estabelece uma analogia com sua própria vida. Afinal, os dois casais encontram-se naquele momento incapazes de sair daquela casa para o exterior, no caso Nova Iorque, algo que o próprio diretor não pode desfrutar, já que se encontra exilado há anos na Europa.
Com personagens de personalidade forte, como uma exímia defensora dos direitos humanos (Jodie Foster), um sujeito simplório e bruto (John C.Reilly), um advogado ocupado (Christoph Waltz) e uma mulher neurótica e descontrolada (Kate Winslet), os momentos de brilho se alternam entre eles. A calmaria dos primeiros momentos mostra o quanto há pessoas que vivem de aparências. Quando a impaciência e as situações de descontrole acontecem, a verdade surge e com ela as emoções entram em descompasso. "Deus da Carnificina" mostra que um único cenário e quatro excelentes atores em um roteiro genial compensa qualquer efeito especial, direção de arte, efeitos sonoros ou qualquer outra modernidade tecnológica que os blockbusters sempre perseguem.
NOTA 9,5
Marcadores:
-COMÉDIA,
2011,
CINEMA FRANCÊS,
RESENHAS DE FILMES
segunda-feira, abril 23, 2012
SHAME
SHAME
(Shame)
Reino Unido/2011
De Steve McQueen (Hunger)
Com Michael Fassbender, Carey Mulligan, James Badge Dale, Nicole Beharie
Perfil no IMDB: http://www.imdb.com/title/tt1723811/
Drama
Na cidade de Nova York, um sujeito vive atormentado por colocar sua vida sexual em primeiro plano. Quando sua irmã chega para conviver no mesmo ambiente que ele, sua vida passa a ficar mais atormentada.
Confira abaixo o trailer do filme:
O filme do artista plástico Steve McQueen é mais um retrato de um personagem que uma história. Tudo, a princípio, gira em torno de Brandon Sullivan e seu vício. A relação com a irmã, com seu trabalho, sua vida social, os lugares em que frequenta ou é levado a eles por simples instinto.
"Tenha educação! Você está falando com o Magneto!"
A trama segue pelos caminhos tortuosos de Brandon, mostrando o misto de desespero e inércia do personagem aos seus instintos. Nesse ponto, há um estudo profundo do personagem, do ponto de vista psicológico e sociológico. A chegada de sua irmã, Sissy, no ambiente em que estava acostumado a ser senhor absoluto e ao mesmo tempo um refúgio para os seus incontroláveis hábitos, faz com que sua rotina seja interrompida.
A partir de então, o filme passa curiosamente pelos problemas da irmã do protagonista, mas sempre relacionados aos de Brandon. E o grande trunfo do filme mostra mesm oser as brilhantes interpretações de Michael Fassbender (que merecia pelo menos uma indicação ao Oscar desse ano) e Carey Mulligan (que em "Educação" já mostrou seu talento).
Steve McQueen consegue passar sentimentos, reflexões e desejos dos personagens, porém o que parece faltar em "Shame" é o modo como contar uma história, um jeito de filmar que motive o espectador a acompanhar atenciosamente, não importando qual é o tema. Nesse caso, o distúrbio estudado parece chamar mais a atenção do que outros aspectos. De qualquer forma, é o suficiente para que mais essa incursão de McQueen no cinema seja recomendada.
NOTA 7,0
(Shame)
Reino Unido/2011
De Steve McQueen (Hunger)
Com Michael Fassbender, Carey Mulligan, James Badge Dale, Nicole Beharie
Perfil no IMDB: http://www.imdb.com/title/tt1723811/
Drama
Na cidade de Nova York, um sujeito vive atormentado por colocar sua vida sexual em primeiro plano. Quando sua irmã chega para conviver no mesmo ambiente que ele, sua vida passa a ficar mais atormentada.
Confira abaixo o trailer do filme:
O filme do artista plástico Steve McQueen é mais um retrato de um personagem que uma história. Tudo, a princípio, gira em torno de Brandon Sullivan e seu vício. A relação com a irmã, com seu trabalho, sua vida social, os lugares em que frequenta ou é levado a eles por simples instinto.
"Tenha educação! Você está falando com o Magneto!"
A trama segue pelos caminhos tortuosos de Brandon, mostrando o misto de desespero e inércia do personagem aos seus instintos. Nesse ponto, há um estudo profundo do personagem, do ponto de vista psicológico e sociológico. A chegada de sua irmã, Sissy, no ambiente em que estava acostumado a ser senhor absoluto e ao mesmo tempo um refúgio para os seus incontroláveis hábitos, faz com que sua rotina seja interrompida.
A partir de então, o filme passa curiosamente pelos problemas da irmã do protagonista, mas sempre relacionados aos de Brandon. E o grande trunfo do filme mostra mesm oser as brilhantes interpretações de Michael Fassbender (que merecia pelo menos uma indicação ao Oscar desse ano) e Carey Mulligan (que em "Educação" já mostrou seu talento).
Steve McQueen consegue passar sentimentos, reflexões e desejos dos personagens, porém o que parece faltar em "Shame" é o modo como contar uma história, um jeito de filmar que motive o espectador a acompanhar atenciosamente, não importando qual é o tema. Nesse caso, o distúrbio estudado parece chamar mais a atenção do que outros aspectos. De qualquer forma, é o suficiente para que mais essa incursão de McQueen no cinema seja recomendada.
NOTA 7,0
Marcadores:
-DRAMA,
2011,
CINEMA INGLÊS,
RESENHAS DE FILMES
sexta-feira, abril 06, 2012
UM MÉTODO PERIGOSO
UM MÉTODO PERIGOSO
(A Dangerous Method)
EUA/2011
De David Cronenberg (Scanners - Sua Mente Pode Destruir, A Mosca, Videodrome, Marcas da Violência, Senhores do Crime)
Com Keira Knightley, Michael Fassbender, Viggo Mortensen, Vincent Cassel
Perfil no IMDB: http://www.imdb.com/title/tt1571222/
Drama
A história da relação entre o psiquiatra Carl Jung e uma de sua pacientes, Sabina Spielrein, tendo Sigmund Freud como parte envolvida da trama, na época em que começava a desenvolver a psicanálise.
Confira abaixo o trailer do filme:
Cronenberg sempre foi um diretor adorador dos instintos humanos. Em seus filmes mais viscerais, nota-se claramente tal característica, seja no aspecto da violência (Marcas da Violência), sexual (Videodrome) ou animalesco (A Mosca). Mesmo em filmes mais "calmos", como "M.Butterfly" ou "Spider - Desafie Sua Mente", o estudo do instinto humano está presente. Nesse "Um Método Perigoso", também não é diferente.
Os personagens, sejam psiquiatras ou pacientes, se misturam e confundem, tornando-se ora o sujeito que estuda ora o foco de estudo. Torna-se evidente quando a paciente em crise Sabina Spielrein revela seu sonho de se tornar psiquiatra. Outra cenário importante é o paciente de Jung, Otto Gross, que acaba por fazer as vezes de psicólogo do próprio Carl Jung.
"Por que você saiu da Terra-Média?"
"Queria estudar mutantes..."
Logicamente tendo Jung e Freud envolvidos no tratamento de Sabina, há espaço também para a abordagem do começo de desenvolvimento da psicanálise. Vemos Freud acreditar que Jung pode ser seu sucessor, aquele que conseguirá difundir suas ideias. Em contrapartida, ele também acredita que tais ideias continuarão sendo questionadas durante muito tempo.
O novo filme de Cronenberg pode não agradar a todos, mas tem vários trunfos. Consegue ser ao mesmo tempo biográfico e profundo em sua investigação dos personagens. E ainda tem a interpretação arrebatadora de seus quatro protagonistas, com destaque para o otto Gross de Vincent Cassel.
NOTA 9,0
Marcadores:
-DRAMA,
2011,
CINEMA AMERICANO,
RESENHAS DE FILMES
quarta-feira, abril 04, 2012
HELENO
(Heleno)
Brasil/2011
De José Henrique Fonseca (O Homem do Ano)
Com Rodrigo Santoro, Aline Moraes, Herson Capri, Othon Bastos
Perfil no IMDB: http://www.imdb.com/title/tt1720114/
Drama
A história de Heleno de Freitas, um dos maiores jogadores do Botafogo, que tinha um perfil polêmico dentro e fora do campo, com sua personalidade agressiva e controvertida.
Confira abaixo o trailer do filme:
Com roteiro não linear e bela fotografia em preto e branco, "Heleno" é uma das grandes surpresas do cinema brasileiro atual, com atuação arrebatadora de Rodrigo Santoro, algo que não se via desde os tempos de "Bicho de Sete Cabeças".
Aproveitando a conturbada história do craque, o cineasta José Henrique Fonseca coloca em primeiro plano a personalidade de Heleno e não somente a carreira como jogador de futebol, exemplificado na frase repetida por Heleno: "Não sou um jogador de futebol, sou um jogador do Botafogo". O Heleno que se encontra internado em um sanatório, completamente afastado da mídia, contrasta de forma impactante com o Heleno famoso, que saía diariamente nos jornais tanto por seus gols como por suas polêmicas. Santoro consegue passar para o espectador todas as angústias e características do personagem em ambas as fases.

"Será que o Botafogo dessa vez vai ser campeão?"
A trama apresenta cenas que adquirem uma realidade impressionante que demonstra os defeitos (toda a arrogância e agressividade do megalomaníaco Heleno) e as qualidades (sua paixão pelo Botafogo e por jogar futebol não pelo dinheiro mas sim em busca da glória e satisfação pessoal) do protagonista.
"Heleno" é mais que uma biografia, é um filme sobre a obsessão de um personagem, os caminhos por onde ele percorre e as conseqüências de seus atos impensados. Do modo como foi roteirizado e com uma trilha sonora bastante adequada, a história é contada de forma quase poética, tornando-se obrigatório em meio a tantas comédias televisivas e sem profundidade que se vê no cinema brasileiro atual.
NOTA 9,0
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