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terça-feira, outubro 20, 2015

A COLINA ESCARLATE

(Crimson Peak)
EUA/2015
De Guillermo Del Toro (Mutação, Blade II: O Caçador de Vampiros, Hellboy, O Labirinto do Fauno, Hellboy II: O Exército Dourado, Círculo de Fogo)
Com Mia Wasikowska, Tom Hiddleston, Jessica Chastain, Charlie Hunnam, Jim Beaver
Perfil no IMDB: http://www.imdb.com.br/title/tt2554274/?ref_=fn_al_tt_1
Terror

                Edith Cushing, uma aspirante a escritora no início do século XX, fica dividida entre o amor de um amigo dela e a aventura misteriosa com Thomas Sharpe, um forasteiro.  Tentando escapar de fantasmas do passado, ela se muda para uma mansão que parece ser assombrada.

Confira abaixo o trailer do filme:


             
                O novo filme de Guillermo Del Toro mostra o que ele sabe fazer muito bem: uma história de terror com alto orçamento, elenco estelar que rende boa interpretações e um trabalho de fotografia e direção de arte impecável.
                Ambientado como uma trama de época, os detalhes são muito importantes e a história segue um diferencial para os demais do gênero não só pelas características já citadas mas como também por apresentar um roteiro de mistério, com bastante drama e romance, sem apelar para os sustos banais e clichês do terror.











O Thor poderia vir para esta colina!

               A história de Edith, antes de qualquer menção à Colina Escarlate, é contada sem pressa, gerando uma maior profundidade à trama. A presença de Tom Hiddleston (o Loki, de Thor) como um sujeito de personalidade dúbia, e de Jessica Chastain, como a misteriosa irmã dele, só dá maior dimensão a uma história que transcende os limites do gênero.
                Há de fato uma maior preocupação em mostrar um suspense real, deixando o sobrenatural em segundo plano, e por isso mesmo acarretando em uma esfera maior de terror. Isso aliado aos belos cenários externos, que causam um contraste com as cenas de pavor cada vez mais crescentes e que rodeiam a personagem de Mia Wasikowska.
                “A Colina Escarlate” é um dos mais belos exemplares do cinema de terror por mostrar que ainda é possível fazer boas histórias tendo direção e elenco certos, e uma produção que acredita no produto que tem em mãos.

NOTA 9,0

sexta-feira, agosto 21, 2015

THE BABADOOK

(The Babadook)
Austrália-Canadá/2014
De Jennifer Kent
Com Essie Davis, Noah Wiseman, Daniel Henshall, Barbara West
Perfil no IMDB: http://www.imdb.com/title/tt2321549/?ref_=fn_al_tt_1
Terror

                Uma mãe solteira, que perdeu o marido de forma tragicamente violenta, luta contra o medo do filho de uma criatura saída de um livro misterioso e que atende pelo nome de Babadook.

Confira abaixo o trailer do filme:



             O filme da novata cineasta Jennifer Kent foi sensação no gênero de terror no ano passado. Porém, salvo as brilhantes interpretações (algo louvável em um filme de terror independente), a trama se mostra um tanto repetitiva e caminhando de forma muito lenta e gradativa.












E o que aconteceu com o exorcista, mãe?

               A trama acerta quando foca na relação entre a mãe e seu filho. Ela tenta criar ele de uma forma com que ele não se sinta diferente, apesar de todas as pessoas ao redor começarem a sentir que ele não está normal. Ela demora a acreditar que o filho está passando por algum problema sobrenatural até que ela mesma comece a se envolver na situação.
                O fato é que a história parece não se desenvolver com curiosidade suficiente para o espectador acompanhar atentamente até o final. A criatura sobrenatural está ali porque sim e essa premissa rasa parece não segurar muito o roteiro. O que salva novamente são os protagonistas.
                “The Babadook” pelo menos não cai no terrir, como muitos do gênero, conseguindo segurar um suspense sério, porém enfadonho. Pelo menos não se agarrou muito nos clichês e tentou dar alguma criatividade a algumas cenas e diálogos.

NOTA 5,5

quarta-feira, outubro 22, 2014

ANNABELLE

(Annabelle)
EUA/2014
De John R. Leonetti (Mortal Kombat: A Aniquilação, Efeito Borboleta 2)
Com Annabelle Wallis, Ward Horton, Tony Amendola, Alfre Woodard
Perfil no IMDB: http://www.imdb.com/title/tt3322940/?ref_=fn_al_tt_1
Terror

                Um casal se envolve em uma experiência assustadora depois que trazem uma boneca misteriosa para dentro de casa e sofrem um ataque de uma seita.

Confira abaixo o trailer do filme:


                Depois do sucesso de “Invocação do Mal”, no qual o casal Warren investiga ocorrências sobrenaturais em uma casa mal assombrada, é chegada a vez de contar a história de um dos artefatos mais famosos presentes no museu do casal: a boneca Annabelle.
                O filme começa promissor, incrementando primeiro a história do casal protagonista, suas esperanças, medos e personalidades. O sobrenatural vai ocorrendo aos poucos na história, o que é um grande acerto para filmes de terror. E além disso, há várias referências aos costumes da década de 70, bem como notícias da época nas menções à família Manson, e o uso de objetos de época em favor do gênero (como as cenas envolvendo a máquina de costura).









Sou mais bonita que a noiva de Chucky!

                No entanto, a trama acaba descambando para os mesmos clichês de inúmeros filmes esquecíveis de terror. O uso exagerado de recurso sonoro para assustar o espectador já é extremamente batido, assim como algumas cenas inverossímeis de comportamento. Até mesmo os personagens caem no lugar comum: a mulher assustada, o marido cético, o padre que vai tentar salvar a situação, a vizinha misteriosa que sabe tudo e está ali somente porque o roteirista quer que seja assim, dentre outros fatores.
                O que sobra para o espectador é tentar curtir uma trama com ótima ambientação e uma premissa interessante para o gênero. Porém, fica a sensação de que o material poderia ter sido melhor aproveitado, assim como foi o ótimo “Invocação do Mal”. Talvez a trama merecesse ter sido dirigida por James Wan, ao invés de John R. Leonetti (dos esquecíveis Mortal Kombat: A Aniquilação e Efeito Borboleta 2).

NOTA 6,5


terça-feira, junho 24, 2014

SOBRENATURAL

(Insidious) 
EUA-Canadá/2010 
De James Wan (Jogos Mortais, Invocação do Mal, Sobrenatural: Capítulo 2) 
Com Patrick Wilson, Rose Byrne, Lin Shaye, Barbara Hershey 
Perfil no IMDB: http://www.imdb.com/title/tt1591095/?ref_=fn_al_tt_1 
Terror 

 Um casal se muda para uma casa e logo começa a notar barulhos estranhos. Depois que seu filho fica totalmente paralisado, eles descobrem que precisam deter criaturas do além que passam a assombrá-los.

Confira abaixo o trailer do filme:


                 James Wan é quase um novo mestre do terror, alcunha dada a Wes Craven (“A Hora do Pesadelo”, “Pânico”). Tratando-se do diretor de “Jogos Mortais” e do recente “A Invocação do Mal”, não é de se estranhar. Neste primeiro capítulo de “Sobrenatural”, o cineasta entrega mais uma boa história, permeada de reviravoltas e com ótima atuação do elenco encabeçado por Patrick Wilson e Rose Byrne.

 









Eu acho que ele é o Coruja!

                A história vai muito além da simples e clichê trama de casal mal assombrada. O espectador acompanha a vida dos protagonistas na nova casa e aos poucos entram no horror causado por simples eventos que podem parecer irrisórios, mas que se demonstram aterrorizantes a medida que as verdades por trás da família assombrada vão se revelando. O que o diretor poderia ter tomado cuidado é no exagero em que apresenta monstros, saindo da sutileza inicial, passando pela linha tênue do terror para o “terrir”.
                O final inconclusivo abre espaço para o capítulo 2, filmado três anos depois. Com “Sobrenatural”, James Wan prova que as histórias de terror ainda podem ser criativas, mesmo que para isso se utilizem de uma premissa tão clichê quanto as famosas histórias de casa mal assombrada.

NOTA 7,0

sexta-feira, novembro 08, 2013

GUERRA MUNDIAL Z

(World War Z)
EUA/2013
De Marc Forster (A Última Ceia, Em Busca da Terra do Nunca, Mais Estranho que a Ficção, O Caçador de Pipas)
Com Brad Pitt, Mireille Enos, Daniella Kertesz, James Badge Dale
Perfil no IMDB: http://www.imdb.com/title/tt0816711/?ref_=fn_al_tt_1
Terror

 O funcionário da ONU, Gerry Lane, precisa pewrcorrer vários países para encontrar uma solução que interrompa a epidemia que faz com que as pessoas tornem-se zumbis em todo o mundo. Caso não consiga, sua família pode ser deportada da área de proteção.

Confira abaixo o trailer do filme:


        A trama se diferencia de outras do gênero em vários aspectos: desta vez, os zumbis são velozes, mais insanos e não perdem tempo comendo as suas vítimas e sim apenas mordendo e fazendo com que elas tornem-se outro zumbi em poucos minutos.
A atmosfera de catástrofe é maior ainda porque a história não se limita apenas aos EUA e sim ao redor do mundo. Poderia ter sido mais ousada e não se limitar a poucos países, mas ainda assim a ideia é válida.











Pode deixar que eu vou evitar essa epidemia de bastardos inglórios!

        O filme apresenta uma premissa bastante inovadora, mas roteiro que beira o tradicional, não escapando de alguns clichês do gênero que podem tornar algumas cenas repetitivas, ainda mais para suas duas longas horas. O que ajuda é a boa interpretação do elenco, encabeçado por Brad Pitt e contando até mesmo com uma ponta de Matthew Fox (o Jack, de "Lost"). Não é imperdível, mas é uma boa opção para quem curte filme de zumbis.

NOTA 7,0

quarta-feira, setembro 25, 2013

INVOCAÇÃO DO MAL

(The Conjuring)
EUA/2013
De James Wan (Jogos Mortais, Sobrenatural, Gritos Mortais, Sobrenatural: Capítulo 2)
Com Patrick Wilson, Vera Farmiga, Ron Livingston, Lili Taylor
Perfil no IMDB: http://www.imdb.com/title/tt1457767/?ref_=fn_al_tt_1
Terror

 Os investigadores de casos paranormais Ed e Lorraine Warren decidem ajudar um casal que se mudou recentemente com as cinco filhas para uma casa que se revela mal assombrada.

Confira abaixo o trailer do filme:


        O novo filme do diretor de "Jogos Mortais" é uma boa aula de como se fazer um filme de terror. James Wan pega todos os clichês das tramas de casa mal assombrada e os aplica da melhor forma possível, sem trilha sonora exagerada ou efeitos sonoros que destoam das cenas. Soma-se uma bela fotografia e direção de arte, além de um competente e experiente elenco, surge o que de longe é o melhor filme de terror do ano.











"O Comediante pode estar assombrando esta casa!"

        O filme tem certas características similares a outro clássico do genero, "Terror em Amityville". Não à toa, os dois filmes são baseados em casos reais investigados pelo casal Warren. Em "Invocação do Mal", a boneca Annabelle (um dos casos mais famoso do casal) é mostrada em tom de lembrança, para então surgir a história principal.
A casa é um destaque à parte, onde cada canto parece ter um detalhe assustador. Os efeitos sobrenaturais vão ocorrendo aos poucos, em meros detalhes, até que se acumulam de forma arrebatadora para o espectador. Somente a conclusão um tanto simples que ficou um pouco abaixo do alto nível da trama. De qualquer forma, é uma ótima opção para quem já estava com saudades de um bom exemplar do gênero.

NOTA 9,0

quarta-feira, abril 24, 2013

MAMA


(Mama) 
Espanha-Canadá/2013 
De Andrés Muschietti 
Com Jessica Chastain, Nikolaj Coster-Waldau, Megan Charpentier 
Perfil no IMDB: http://www.imdb.com/title/tt2023587/?ref_=fn_al_tt_1 
Terror 

 Um sujeito tem um surto, matando várias pessoas e sequestrando as duas filhas. Ele as leva para uma cabana no meio do mato, prestes a mata-las, quando uma criatura não deixa que isso ocorra. A tal criatura passa a criar as duas meninas e anos depois, quando as garotas são resgatadas e passam a ser criadas pelo tio e a mulher dele, a criatura resolve ir atrás de suas crias.

Confira abaixo o trailer do filme:



        Produzido por Guillermo Del Toro, o filme tem forte inspiração na obra do diretor de “O Labirinto do Fauno”, a começar pela atmosfera sombria, trilha sonora sempre presente e a constatação da crueldade através de olhos infantis.
A diferença dos filmes de terror “estilo Del Toro” é que o espectador não aprecia somente os sustos habituais do gênero em depreciação da história. Pelo contrário, a trama tem fortes doses dramáticas, com ótimas interpretações de Nikolaj Coster-Waldau (o Jaime Lannister, de “Game of Thrones”) e Jessica Chastain (com interpretação melhor que na sua indicação ao Oscar em “A Hora Mais Escura”). Nikolaj interpreta os dois irmãos gêmeos, no qual um é o pai que tenta matar sua própria filha e o outro é o tio que se propõe a criá-las. Jessica faz a mulher deste último, uma punk que abandona sua banda pra investir na criação das crianças, que nem estavam em seus planos, como ela sempre faz questão de repetir.












"Essa é minha hora mais escura, Regicida!"


        Nessa atmosfera de dúvidas e culpas, a única que parece ter seus objetivos bem claros é justamente a Mama. Ela só quer suas “filhas adotivas” de volta e vai fazer de tudo para conseguir. O segredo pode estar em descobrir seu passado e suas motivações, algo que o psicólogo encarregado de examinar as crianças tentará fazer.
“Mama” consegue fazer com que o espectador mergulhe na atmosfera sombria que permeia a trama, justamente por causa da profundidade de sua história. Prova que mais vale uma boa história de terror mesmo com poucos (mas ótimos) efeitos do que uma história rasa recheada de “efeitos especiais”.

NOTA 8,5

terça-feira, março 12, 2013

TWIXT

TWIXT
(Twixt)
EUA/2011
De Francis Ford Coppola (O Poderoso Chefão, Peggy Sue - Seu Passado a Espera, Drácula de Bram Stoker, O Homem que Fazia Chover, Apocalipse Now)
Com Val Kilmer, Bruce Dern, Elle Fanning, Ben Chaplin
Perfil no IMDB: http://www.imdb.com/title/tt1756851/?ref_=fn_al_tt_1
Terror

Um escritor em declínio de carreira chega em uma cidade pequena para divulgação de seu livro e se se vê em uma misteriosa trama envolvendo uma jovem garota.

Confira abaixo o trailer do filme:


        Nessa tentativa do renomado diretor de clássicos como "O Poderoso Chefão" e "Apocalipse Now" de rodar um filme de terror, parece que a ideia não deu certo. Pelo contrário, um filme desse porte mancha a carreira de um dos maiores cineastas da história do cinema.











"Por que não fui convidado para Os Mercenários?"


        A trama parece querer homenagear as clássicas histórias de terror, ao apresentar um sujeito fracassado às voltas com um fantasma em uma cidade do interior. Porém, parece não haver desenvolvimento com a história, o que acaba por não contagiar o espectador, com um roteiro totalmente confuso.
Para piorar, o filme é em um péssimo preto-e-branco e se vende como 3D, quando na verdade tem apenas uma única cena de menos de cinco minutos em 3D. Um filme para se esquecer e lembrar que até os grandes mestres às vezes cometem erros incríveis.

NOTA 2,0

terça-feira, março 13, 2012

A MULHER DE PRETO

A MULHER DE PRETO
(The Woman in Black)
EUA/2012
De James Watkins (Sem Saída)
Com Daniel Radcliffe, Janet McTeer, Ciarán Hinds
Perfil no IMDB: http://www.imdb.com/title/tt1596365/
Terror

Um jovem advogado viaja para uma pequena cidade a fim de resolver pendências de uma mansão. Chegando ao local, descobre que um fantasma aterroriza a população, causando a morte de várias crianças.

Confira abaixo o trailer do filme:




        O filme produzido pela clássica Hammer (produtora de filmes de terror da década de 60) é um bom exemplo de mistério à moda antiga: um pequeno vilarejo supersticioso, um advogado destemido e forasteiro, foco do suspense nas crianças da cidade, etc.
A atmosfera criada por James Watkins funciona, seja nos personagens desconfiados e misteriosos e até mesmo no protagonista (interpretado por Daniel Radcliffe, nada menos que o Harry Potter). Aqui, ele enfrenta o mistério de uma forma contida, intrigante e sem os modismos das histórias de terror atuais.














"Acho que poderia ser melhor com uma varinha ao invés do machado!"

        "A Mulher de Preto" é um filme de terror que utiliza poucas cenas apelativas (os sustos convencionais que utilizam bastante efeitos sonoros) para focar na própria ambientação e em detalhes no fundo das cenas. Ponto para a direção de arte, algo que parece ter sido esquecida pelos diretores modernos de filmes desse gênero. Porém, apesar de todo o esmero da produção, o roteiro poderia ter um pouco mais de pretensão.


NOTA 7,5

terça-feira, novembro 29, 2011

11-11-11

11-11-11
(11-11-11)
EUA/2011
De Darren Lynn Bousman (Jogos Mortais 2, Jogos Mortais 3, Jogos Mortais 4)
Com Timothy Gibbs, Michael Landes, Wendy Glenn, Denis Rafter
Perfil no IMDB: http://www.imdb.com/title/tt1712159/
Terror


Depois da morte da esposa e do filho, um famoso autor viaja pra Espanha para visitar o irmão,que é padre, e o pai. Logo ele percebe que sua vida está ligada a estranhos acontecimentos que envolvem o número 11. Ele então tenta se preparar para o que quer que aconteça em 11/11/11.

Confira abaixo o trailer do filme:




          A trama dessa besteira que quer ser um filme é tão fraca que nem pra rir ela serve. Em nenhum momento há uma história que prenda a atenção do espectador. Os personagens não tem personalidade alguma e mesmo as cenas de terror, que são poucas, soam aleatórias e ridículas.
















"Estou procurando uma boa história!"

        O filme até esboça uma tentativa de consertar as coisas no final, com um desfecho a la Jogos Mortais (o cineasta é envolvido com três filmes da série, inclusive com o bom Jogos Mortais 2). Porém, quando o espectador vê as partes de flashback com diálogos que "esclarecem" a trama, percebe que esses mesmos diálogos não ajudam a construir ou descobrir o final. São apenas falas soltas que tem um pouco a ver com a conclusão, mas que poderiam ter se encaixado com quase qualquer coisa, tamanha a artificialidade do roteiro.

O novo filme de Darren Lynn Bousman parece ser apenas oportunista e provavelmente deve ter sido feito às pressas para que o lançamento mundial fosse na data do título do filme. Porque se não fosse, perderia a única razão pela qual existe.

NOTA 2,0


terça-feira, junho 28, 2011

A CASA

A CASA
(La Casa Muda)
Uruguai/2010
De Gustavo Hernández
Com Florencia Colucci, Abel Tripaldi, Gustavo Alonso
Perfil no IMDB: http://www.imdb.com/title/tt1646973/
Terror

Baseado em fatos reais, o filme conta a história de uma garota que se muda com o pai para uma misteriosa casa situada em um vilarejo do Uruguai nos anos 40. Estranhos sussurros e acontecimentos sobrenaturais assombram a garota, que tenta escapar da casa a qualquer custo.

Confira abaixo o trailer do filme:



Esse terror que segue os moldes de "Atividade Paranormal" até tem seus méritos. Logo na primeira cena, nota-se que não é um filme com padrões hollywoodianos. A câmera acompanha os passos da protagonista rumo à casa assombrada, de forma que fica uma incômoda sensação de alguém estar atrás dela o tempo todo. Os movimentos de câmera lembram clássicos trash como "Uma Noite Alucinante", de Sam Raimi.













"Será que a casa tem atividade paranormal?"

O experimentalismo de Hernández agrada do ponto de vista técnico, mas o fato é que demora demais para algo de relevante acontecer na trama. Os personagens principais, apenas três, não são apresentados de forma contundente, ainda mais para um filme com elenco reduzido. As cenas se desenrolam de forma interessante, como a que vemos imagens através de um espelho e até mesmo pela luz de uma câmera fotográfica.
Caso o filme tivesse aprofundado melhor seus personagens, bem como suas características e personalidades, poderia fazer com que a parte mais interessante, próximo ao seu final, fosse surpreendente. Se a trama consegue uma reviravolta razoável de um lado, não consegue fazer com que o espectador se envolva o bastante para aproveitar essa conclusão. Um outro detalhe curioso é que o file continua depois dos créditos finais! E com uma cena relevante para a trama.

NOTA 5,0

terça-feira, outubro 26, 2010

PIRANHA 3D

PIRANHA 3D
(Piranha)
EUA/2010
De Alexandre Aja (Espelhos do Medo, Viagem Maldita)
Com Elizabeth Shue, Ving Rhames, Jerry O'Connell, Christopher Lloyd, Richard Dreyfuss, Eli Roth, Steven R.McQueen
Perfil no IMDB: http://www.imdb.com/title/tt0464154/
Terror/Comédia

Um tremor subaquático libera centenas de peixes pré-históricos, verdadeiras piranhas assassinas. Elas começam a atacar banhistas em um lugar paradisíaco onde vários grupos de jovens estão desembarcando para curtir as férias. Ao mesmo tempo, um cineasta tenta terminar seu filme pornô.

Confira o trailer do filme abaixo:



Já se passaram décadas do primeiro "Piranha", que tentava embarcar na onda de sucesso de Tubarão. E também de "Piranha 2", inacreditavelmente do consagrado James Cameron. Dessa vez, os peixes assassinos atacam em 3D. E mesmo com a alcunha de "clássicos do trash", este terceiro filme se transforma na melhor produção de todas.
Richard Dreyfuss, do clássico Tubarão, dessa vez não escapa das perigosas criaturas e se transforma na primeira vítima. Só esta abertura já faz valer a trama. Só que o filme parece não querer parar de fazer outras homenagens. Eli Roth, diretor de "O Albergue", marca presença. O eterno cientista de "De Volta para o Futuro" Christopher Lloyd aparece como...cientista! Ou pelo menos um pesquisador que ajuda os protagonistas. E falando nisso, o herói da trama é Jake Forester, cujo maior objetivo é se divertir! Para isso, deixa os irmãos menores sozinhos se aventurando nos lagos e embarca no navio de um diretor de filmes pornôs para ajudá-lo na sua mais nova produção.

Corra que a piranha vem aí 3D

Não se sabe o que é maior: o banho de sangue protagonizado pelas piranhas ou o tamanho dos peitos das garotas do balneário! O filme é permeado basicamente por esses dois fatores, não necessariamente nessa ordem. E às vezes, esses dois fatores se combinam! Para quem pensava que não poderia existir filmes trash como na década de 80, "Piranha 3D" prova o contrário! Aliando as duas maiores características do gênero, erotismo e violência, o filme já pode se considerar um verdadeiro clássico!
Para o que se propõe a ser, a trama apresenta tudo aquilo que o espectador espera: atuações pífias e exageradas (a cena de um figurante se desequilibrando é hilária!), belas mulheres, violência ao extremo e até mesmo cenas originais. A mistura de horror com comédia funciona, fazendo de "Piranha 3D" algo imperdível. Afinal, há cenas em 3d que nem "Avatar" conseguiu (ou se permitiu) mostrar!

NOTA 8,0

domingo, outubro 03, 2010

RESIDENT EVIL: RECOMEÇO

RESIDENT EVIL 4: RECOMEÇO
(Resident Evil: Afterlife)
EUA/2010
De Paul W.S.Anderson (Mortal Kombat, O Enigma do Horizonte, Resident Evil, Corrida Mortal)
Com Mila Jovovich, Ali Larter, Shawn Roberts, Kim Coates
Perfil no IMDB: http://www.imdb.com/title/tt1220634/
Terror


Neste quarto filme da franquia, Alice continua lutando contra a Umbrella Corporation em um mundo dominado por zumbis. Ela encontra um grupo de sobreviventes e juntos eles tentam alcançar um lugar que supostamente oferece segurança e proteção, denominado Arcadia.

Confira o trailer do filme abaixo:



O grande trunfo do diretor Paul W.S.Anderson nesta continuação do sucesso dos video-games é realmente a esposa, Mila Jovovich. A bela Ali Larter (Heroes), interpretando Claire Redfield, também empolga. No entanto, a história em si não traz mais nada de novidade e é completamente dispensável. Mesmo as locações, além da tecnologia 3d em voga no momento, não acrescentam certa complexidade, sarcasmo, metáforas ou algum outro elemento interessante, presente em filmes modernos de terror como o ótimo sueco "Deixa Ela Entrar".















Alice e os Redfield: prontos para detonar os zumbis!

A busca por um porto seguro em meio a milhares de zumbis é lugar comum nas histórias de terror. Uma franquia como Resident Evil deveria buscar saídas criativas para a continuação de suas histórias. Ou então pelo menos aprofundar a personalidade de seus personagens para que o espectador tenha para quem torcer e para quem ficar com raiva. O ótimo Kim Coates até consegue se sobressair em meio ao marasmo de interpretações no piloto automático.
As cenas de ação são razoáveis, mas se esperava mais do 3d, até pela informação de que se utilizaram câmeras do filme "Avatar". Mas o resultado fica aquém do esperado, com raras exceções, como as cenas em que armas e facas são apontadas para a platéia.
Anderson, famoso por ser um dos únicos diretores a conseguir adaptações razoáveis de jogos de video-game, como Mortal Kombat e o primeiro Resident Evil, parece que se acostumou com o óbvio e o fácil. Pelo menos, sua capacidade de fazer superproduções com o mínimo de orçamento continua inabalável. Sorte para os produtores, mas indiferente para os espectadores.

NOTA 3,0

terça-feira, fevereiro 09, 2010

ZUMBILÂNDIA

ZUMBILÂNDIA
EUA/2009
De Ruben Fleischer
Com Woody Harrelson, Jesse Eisenberg, Emma Stone. Abigail Breslin, Bill Murray
Perfil no IMDB: http://www.imdb.com/title/tt1156398/
Terror / Comédia

Um jovem nerd pensa que é o único sobrevivente em um mundo dominado pelos zumbis. Até que ele encontra um "caubói" que odeia zumbis e juntos, partem na esperança de encontrar algum lugar que não tenha sido ainda dominado pelas criaturas. No caminho, ainda encontram duas irmãs golpistas e até mesmo o ator Bill Murray.
Zumbilândia é um grande exemplo de filme de terror feito para se divertir. Apesar de ter vários clichês do gênero, sua estética tem toques de originalidade, como a enumeração de regras estabelecidas para sobreviver em um mundo cheio de zumbis. O tom despreocupado e sem pretensões faz com que o filme seja apenas leve diversão sem nenhuma profundidade. E nesse ponto, o filme acerta a mão.


















A volta dos mortos-vivos!















E não é do filme Palhaços Assassinos!

Woody Harrelson é o grande destaque, ofuscando até mesmo o protagonista interpretado por Jesse Eisenberg, que tem atuação apenas razoável. Harrelson interpreta aquele típico sujeito durão de filmes de faroeste. Destaque também para Bill Murrat interpretando ele mesmo! Suas cenas são de longe as melhores do filme, em uma interpretação carismática e cheia de sacadas hilárias. E de quebra, podemos ver o amadurecimento da "Pequena Miss Sunshine" Abigail Breslin.
Zumbilândia não é um filme trash de Sam Reimi, mas diverte tanto como se fosse.

NOTA 7,0

terça-feira, setembro 22, 2009

ANTICRISTO

ANTICRISTO
Dinamarca - Alemanha - França - Suécia - Itália - Polônia / 2009
De Lars Von Trier (Dogville, Dançando no Escuro, Os Idiotas, Manderlay)
Com Willem Dafoe, Charlotte Gainsbourg
Perfil no IMDB: http://www.imdb.com/title/tt0870984/
Terror

Lars Von Trier afimou que enfrentou uma depressão no período em que viu a consolidação do fracasso de Manderlay (continuação de Dogville) e a confirmação de que o terceiro filme da Trilogia dos EUA poderia não se concretizar tão cedo. Foi neste período que o controverso criador do Dogma 95 filmou Anticristo. O cineasta ainda falou que filmou com 50% de sua capacidade.













Willem Dafoe (ele) e Charlotte Gainsbourg(ela): entrega total em uma trama sem propósito

Tendo em vista obras magníficas como Dogville, Lars Von Trier deve ter filmado com 10% de sua capacidade. E boa parte desses 10% estão em cenas emblemáticas como a inicial, em que o casal vivido por Willem Dafoe e Charlotte Gainsbourg (vencedora do prêmio de melhor atriz em Cannes) estão fazendo sexo ao mesmo tempo em que o filho deles cai da janela. Esta premissa faz com que o espectador consiga ter certa curiosidade com o drama vivido por eles no restante do filme, dividido em capítulos, um mais pretensioso que o outro.
Depois da tragédia, o casal se isola em busca de reflexão e recuperação. Dafoe, como terapeuta, torna-se o homem que cuida do comportamento depressivo da mulher, cada vez mais se aprofundando na mente perturbada e desesperada da esposa. A culpa pela morte do filho vai deteriorando a vida do casal, até estrapolar qualquer limite imaginado.













Visões de um diretor que ultrapassou os limites da pretensão

É neste caos psicológico que reside o terror instaurado pelo cineasta. Repleto de agonias profundas simbolizadas por cenas gratuitamente chocantes e beirando a falta de sentido, a trama se esvai na falta de uma história. Pelo que se nota, parece a eterna repetição de uma idéia baseado na premissa já citada anteriormente. Não há causas nem conseqüências, apenas cenas que batem a mesma tecla, instituindo uma apresentação monótona e sem perspectiva alguma.
Em meio ao horror das cenas, vemos pelo menos que Trier não perdeu a mão para a direção de atores. Seus dois protagonistas se entregam aos papéis que lhe foram incumbidos. Pena que tais interpretações façam parte de uma história que não leva ninguém a parte alguma. A sensação é de que, nesse caso, a pretensão foi maior do que a criatividade.

NOTA 3,0