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quarta-feira, abril 27, 2016

SENTIMENTOS QUE CURAM

(Infinitely Polar Bear)
EUA/2014
De Maya Forbes
Com Mark Ruffalo, Zoe Saldana, Imogene Wolodarsky, Ashley Aufderheide
Perfil no IMDB: http://www.imdb.com/title/tt1969062/?ref_=fn_al_tt_1
Comédia

                Cam Stuart é um sujeito bipolar, pai de duas filhas, que tenta reconquistar o amor e a confiança de sua esposa, assumindo a responsabilidade de cuidar das filhas na ausência da mãe.

Confira abaixo o trailer do filme:


             O filme apresenta uma história comovente entre um pai e suas filhas, apostando na comédia dramática. A condição bipolar do protagonista é caracterizada por todo o filme e acaba virando um trampolim para o ator Mark Ruffalo novamente roubar a cena, tanto que lhe valeu uma indicação ao Globo de Ouro.











Vamos visitar o Homem de Ferro!

                No entanto, a história não se sustenta por falta de dilemas maiores ou algumas reviravoltas. O que se vê durante todo o tempo é a tentativa do protagonista adquirir a confiança de sua família apesar de seu estado psicológico. Porém, em nenhum momento, o filme se aprofunda nesse conflito e apenas mostra situações superficiais, recheadas de bom humor, causadas pelas condições do personagem.
                Com a trama inteira mostrando apenas a família do protagonista, as cenas acabam ficando repetitivas e monótonas para o espectador. Não há algo a se pensar, ou simplesmente alguns caminhos para o espectador tentar adivinhar por onde a história pode passar.
                “Sentimentos que Curam” pelo menos acerta na duração do filme, pouco menos de uma hora e meia. E acaba valendo apenas por mais uma brilhante interpretação de Mark Ruffalo, um dos grandes atores da atualidade.

NOTA 6,0

quarta-feira, abril 13, 2016

BATMAN VS SUPERMAN: A ORIGEM DA JUSTIÇA

(Batman v Superman: Dawn of Justice)
EUA/2016
De Zack Snyder (Madrugada dos Mortos, 300, Watchmen: o Filme, Sucker Punch: Mundo Surreal, O Homem de Aço)
Com Ben Affleck, Henry Cavill, Amy Adams, Jesse Eisenberg, Diane Lane, Laurence Fishburne, Jeremy Irons, Holly Hunter, Gal Gadot, Michael Shannon, Kevin Costner
Perfil no IMDB: http://www.imdb.com/title/tt2975590/
Aventura

                Logo após os acontecimentos de “O Homem de Aço”, Batman se posiciona contra o Superman, alegando que ele mais destrói do que salva a população.

Confira abaixo o trailer do filme:


                 
                  O filme, que ao mesmo tempo bateu recorde de bilheteria na estreia e uma queda vertiginosa a partir da segunda semana de exibição, tem um objetivo bastante ambicioso. Em meio ao enorme sucesso do universo Marvel nos cinemas, a Warner planeja construir também um universo cinematográfico com os personagens da DC Comics. Para isso, recruta novamente Zack Snider (diretor de “O Homem de Aço”) e introduz um novo Batman, desta vez com Ben Affleck no lugar de Christian Bale.











Vocês não são mais acionários do Facebook...

                Existem muitos trunfos no filme de Snyder. A continuação de um mundo sombrio contrasta com os filmes da Marvel, bem mais leves, e não se tornando caricato pode funcionar como uma atmosfera diferenciada para filmes de super-herói e não mera cópia do que já está sendo utilizado. Os dilemas dos personagens também são mais maduros e cria um clima menos fantasioso por incrível que pareça.
                O problema é que defeitos também existem e não são poucos. O personagem de Jesse Eisenberg é muito interessante, bem interpretado, porém não se poderia dar o nome de Lex Luthor, descaracterizando um dos maiores vilões da DC. Outro personagem irreconhecível é Alfred. O mordomo de Batman, brilhantemente interpretado por Michael Caine na trilogia Nolan, agora com Jeremy Irons mais parece um rebelde que instiga Bruce Wayne.
                Os dois protagonistas não comprometem, mas acabam não sendo muito carismáticos. O roteiro demasiadamente longo e com muitas sub-tramas e personagens acaba distraindo o espectador e tornando tudo muito monótono. A impressão é que não há um foco, seja na apresentação do Batman, como no dilema vivido pelo Superman, no desentendimento entre os dois, nas intenções de Lex Luthor e de outros conflitos que aparecem e não são bem explorados justamente pela grande quantidade de histórias paralelas.
                Batman vs Superman acaba ficando no mesmo nível de “O Homem de Aço”. Um filme sombrio, com temas amadurecidos, mas personagens que pouco acrescentam e que não causam empatia com o espectador. O resultado fica muito aquém da expectativa para uma franquia que planeja filmes solo de “Mulher Maravilha”, “Aquaman” e “Flash” e a própria “Liga da Justiça” nos próximos anos.

NOTA 7,5

terça-feira, abril 12, 2016

O PESO DO SILÊNCIO

(The Look of Silence)
EUA-Dinamarca-Indonésia-Finlândia-Noruega-Reino Unido-Israel-França-Alemanha-Holanda/2014
De Joshua Oppeinheimer (O Ato de Matar)
Com Adi Rukun, M.Y.Basrun, Amir Hasan, Joshua Oppenheimer
Perfil no IMDB:  http://www.imdb.com/title/tt3521134/?ref_=fn_al_tt_1
Documentário

                Adi Rukun é membro de uma família que sobreviveu ao genocídio ocorrido na Indonésia e confronta o homem que matou um de seus irmãos.

Confira abaixo o trailer do filme:


           
             Indicado ao Oscar de Melhor Documentário, o filme já mostra em sua primeira cena a justificativa pelo título (tanto na tradução, quanto no original, “O Olhar do Silêncio”).  O indonésio Adi Rukun assiste, sempre em silêncio, com um olhar focado, um vídeo que mostra o responsável por várias mortes que ocorreram num passado sangrento na Indonésia, incluindo a morte de seu irmão.










Não dá pra mudar de canal?

                O filme passa então a mostrar a trajetória de Rukun entrevistando várias pessoas ligadas ao genocídio para tentar descobrir detalhes sobre a morte do irmão. Em cada entrevista, vemos os dois lados da moeda, vítimas e assassinos, e a desconcertante ingenuidade destes últimos, que mesmo depois de tantos anos, ainda acreditam ter feito a coisa certa em suas mentes.
                Joshua Oppenheimer, que já tinha sido indicado ao Oscar, por “Ato de Matar”, foca sua câmera no olhar e com isso vai mostrando que o episódio sangrento ainda deixa marcas na população e consequências preocupantes, inclusive sobre o ponto de vista ensiando pelos professores nos colégios sobre esse momento histórico.
                “O Peso do Silêncio” consegue ser um filme absurdamente revelador e chocante, que mostra dois lados de um mesmo momento histórico, em uma investigação que tem direito até a surpresas como se fosse um filme de ficção. Porém, a realidade parece ser ainda mais assustadora.

NOTA 8,5

sexta-feira, abril 08, 2016

PEGANDO FOGO

(Burnt)
EUA/2015
De John Wells (A Grande Virada, Álbum de Família)
Com Bradley Cooper, Sienna Miller, Daniel Brühl, Omar Sy, Emma Thompson, Uma Thurman, Alicia Vikander
Perfil no IMDB: http://www.imdb.com/title/tt2503944/?ref_=fn_al_tt_1
Comédia

                Adam Jones é um chef que destruiu sua carreira com drogas e comportamento explosivo. Ele se restabelece e retorna a Londres, onde passa a comandar um restaurante que pode ganhar três estrelas Michelin.

Confira abaixo o trailer do filme:


           
               O filme é uma comédia dramática que embarca na moda dos reality shows de culinária para contar a vida de um chef que tenta se redimir em sua profissão. Comandado por Bradley Cooper, que desta vez não se destaca, o filme mostra o dia a dia de chefs, cozinheiros, maitres, já bastante conhecido pelos fãs de Masterchefs e Hell’s Kitchens pelo mundo.










Venha para o lado bom da vida!

                 A trama segue o protagonista na sua tentativa de redenção, buscando uma equipe que o ajude a se reerguer. Nessa etapa, ele conhece Helene, uma cozinheira com comportamento tão difícil quanto ele. Não demora para que ele queira de qualquer jeito os serviços dela na sua cozinha.
                A história é interessante pelo pano de fundo de restaurante em um filme desse gênero e sobretudo pela atuação irrepreensível de Daniel Brühl como o maitre do restaurante. A química entre o elenco funciona e o filme segue com uma despretensão leve tão grande que contrasta com o filme anterior de John Wells, o melancólico Álbum de Família.
                 “Pegando Fogo” é divertido, conta com bons atores no elenco coadjuvante, inclusive a mais recente ganhadora do Oscar Alicia Vikander, e certamente agrada aos espectadores, no entanto sem ser muito memorável.

NOTA 7,5

terça-feira, abril 05, 2016

O ANO MAIS VIOLENTO

(A Most Violent Year)
EUA-Emirados Árabes/2014
De J.C.Chandor (Margin Call - O Dia Antes do Fim, Até o Fim)
Com Oscar Isaac, Jessica Chastain, Albert Brooks, David Oyelowo
Perfil no IMDB: http://www.imdb.com/title/tt2937898/?ref_=fn_al_tt_1
Drama

                Em 1981, na cidade de Nova York, um imigrante tenta defender seu negócio e sua família no ano mais violento da história da cidade.

Confira abaixo o trailer do filme:


               
                O filme traz Oscar Isaac, bastante requisitado nos últimos tempos, em uma melancólica e segura atuação em um filme de máfia que trata mais do medo da violência, do que propriamente de atos violentos. Abel Morales é um imigrante que adquire do sogro mafioso uma empresa de transporte de combustíveis. Cabe a ele fazer o negócio crescer mediante a vários fatores de risco na época, seja a violência ou mesmo a concorrência.











E foi assim que eu desci naquele planeta desértico!

                A trama segue os passos de Abel, porém o tema fala mais forte e o que se vê são os obstáculos que aparecem a cada momento. O protagonista acaba sendo levado por esses acontecimentos. A atuação contida de Oscar Isaac cai bem para o personagem porém quem brilha é Jessica Chastain, indicada ao Globo de Ouro de atriz coadjuvante pelo papel.
                A história, apesar de interessante, acaba sendo conduzida de forma exageradamente lenta e o tema proposto acaba tornando-se repetitivo e monótono. Ainda assim, ficam evidentes os conceitos discutidos sobre individualismo e ambição delineando uma sociedade cada vez mais capitalista.
                "O Ano Mais Violento" é um trabalho que não entrega respostas facilmente, mas que faz o espectador com mais paciência refletir sobre um determinado recorte da época que moldou o mundo até hoje. Porém, as mesmas mensagens poderiam ter sido passadas em uma trama mais amigável e ainda assim igualmente elaborada.

NOTA 6,0

terça-feira, março 29, 2016

EXPRESSO DO AMANHÃ

(Snowpiercer)
EUA-Coréia do Sul-República Tcheca-França/2013
De Joon Ho Bong (Memórias de um Assassino, O Hospedeiro, Mother: A Busca pela Verdade)
Com Chris Evans, Ed Harris, John Hurt, Tilda Swinton, Jamie Bell, Octavia Spencer
Perfil no IMDB: http://www.imdb.com/title/tt1706620/?ref_=fn_al_tt_1
Ficção Científica

                Quando um experimento para impedir o aquecimento global falha, o mundo entra em uma nova era do gelo. Agora, os sobreviventes estão em um trem intitulado Expresso do Amanhã, que circula sem paradas e divide a população sobrevivente em classes sociais.

Confira abaixo o trailer do filme:


              O filme tem uma das melhores premissas dos últimos tempos, e fala sobre temas como desigualdades sociais, intransigência, ambição e segredos do poder. Tudo em uma metáfora que insere o espectador em um meio de transporte claustrofóbico e sem esperança de chegar a algum lugar.













Precisamos falar com Capitão América!

                Ao longo do filme, o espectador descobre o que tem a cada novo vagão, chegando cada vez mais próximo à locomotiva. De início, no final do trem, vemos as classes menos abastadas, e o protagonista é um deles. Junto com um grupo, ele consegue acesso aos vagões mais ricos.
                A ideia do filme é bastante interessante porém se perde em cenas cada vez mais filosóficas, perdendo o foco em sua crítica inicial. De uma ótima aventura com grande poder reflexivo, o longa cai em uma espiral de cenas absurdas, beirando o ridículo.
                "Expresso do Amanhã" depois de sua meia hora inicial sólida, acaba afastando cada vez mais os espectadores com diálogos sem sentido e cenas que aprecem saídas de um filme de Godard. Poderia ter sido menos subjetivo, e ainda assim sem perder sua capacidade metafórica e reflexiva.

NOTA 5,0

segunda-feira, março 28, 2016

BEASTS OF NO NATION

(Beasts of No Nation)
EUA/2015
De Cary Joji Fukunaga (Jane Eyre, True Detective - série)
Com Abraham Attah, Emmanuel Affadzi, Ricky Adelayitor, Idris Elba
Perfil no IMDB: http://www.imdb.com/title/tt1365050/?ref_=fn_al_tt_1
Drama

                Um drama baseado nas experiências de Agu, um menino soldado que luta em uma guerra civil na África.

Confira abaixo o trailer do filme:


             
             O filme da NETFLIX sem dúvida é um dos maiores injustiçados do ano passado nas premiações, sobretudo no Oscar, que poderia ter indicado Idris Elba como melhor ator coadjuvante. O filme tem todos os ingredientes que a academia gosta e muitos consideram que o fato de ser uma produção de um canal sob demanda pode ter prejudicado nos prêmios.












Vamos lutar pelo Oscar!

                A trama é um importante filme-denúncia, que acompanha o atque à cidade de Agu, um menino que vê sua família ser dividida e vai parar no meio da floresta, onde é escalado para ser membro de um grupo rebelde no meio de uma guerra civil.
                A partir de então, o espectador vê os treinamentos, as angústias, os perigos e medos que cada personagem vivencia, sobretudo o jovem Agu e o comandante vivido por Idris Elba. O que se vê é um problema que se arrasta por muito tempo e em meio à fome e violência, os heróis e vilões se misturam.
                "Beasts of No Nation" é um filme de guerra bastante atual e importante, com cenas que farão o espectador quase não acreditar que tais fatos acontecem na vida real. Um ótimo exemplo de filme que diverte e faz refletir sobre as injustiças que ocorrem no mundo.

NOTA 9,0

quarta-feira, março 23, 2016

UM SENHOR ESTAGIÁRIO

(The Intern)
EUA/2015
De Nancy Meyers (Do que as Mulheres Gostam, Alguém Tem que Ceder, O Amor não Tira Férias, Simplesmente Complicado)
Com Robert de Niro, Anne Hathaway, Rene Russo, Anders Holm
Perfil no IMDB: http://www.imdb.com.br/title/tt2361509/?ref_=fn_al_tt_1
Comédia

                Ben Whittaker é um septuagenário que se inscreve em uma vaga de estagiário sênior na empresa de moda fashion, fundada por Jules Ostin.

Confira abaixo o trailer do filme:


              Os filmes de Nancy Meyers sempre permeiam a comédia romântica mais adulta e amadurecida, como o espectador pode comprovar em “Alguém Tem que Ceder” e “Simplesmente Complicado”. Desta vez, as características principais continuam, porém a inovação se dá pela inexistência de romance dentre os protagonistas e sim a construção de uma improvável amizade.










Pena que isso aqui não é um táxi...

                Contando com uma bela interpretação de Robert De Niro, temos um senhor aposentado querendo voltar à ativa, uma vez que ele sente que ainda pode contribuir para o sucesso de uma empresa. Ele então consegue vaga numa empresa jovem, com estilo diferente do que ele se acostumou em sua vida.
                O estilo diferente entre ele e a fundadora do estabelecimento produz certas desconfianças no início. Ela é uma jovem que ganhou muito dinheiro em pouco tempo e agora precisa administrar seu tempo entre sua família e o crescimento desenfreado de sua empresa. Aos poucos, a amizade entre eles rende frutos tanto para sua vida pessoal quanto profissional.
                Sem abusar dos clichês do gênero e contando com boas interpretações e comédia sutil na medida certa, “Um Senhor Estagiário” é prova que o gênero pode fazer sucesso sem apelar para as baboseiras pastelões de Adam Sandler e cia.

NOTA 9,0

terça-feira, março 22, 2016

DEADPOOL

(Deadpool)
EUA-Canadá/2016
De Tim Miller
Com Ryan Reynolds, Morena Baccarin, T.J.Miller, Ed Skrein, Karan Soni
Perfil no IMDB: http://www.imdb.com.br/title/tt1431045/
Aventura

                Um mercenário chamado Wade  é submetido a experimentos que aumentam suas habilidades, criando poderes curativos, surgindo assim Deadpool.

Confira abaixo o trailer do filme:


                   
                O protagonista, interpretado por Ryan Reynolds, é um super-herói desbocado, que frequentemente quebra a chamada quarta parede do cinema, ou seja, fala com o próprio público, mecanismo já visto em filmes como “Curtindo a Vida Adoidado” e séries como “House of Cards”. Além disso, ainda brinca com os outros super-heróis do universo Marvel, ou melhor, dos X-Men, uma vez que a produção é da Fox e não da Walt Disney. Como seu humor não tem limites, existem menções até aos atores e não só aos personagens interpretados por eles.










O que vocês desse blog estão olhando?

                O filme mostra a origem de Deadpool, seu romance com Vanessa, muito bem interpretada pela brasileira Morena Baccarin, e sua obsessão em encontrar Ajax, o vilão da história. A pegada da trama é bem parecida com a de Kick-Ass no que se refere à sátira e a violência das cenas.
                O tipo de humor do filme segue bastante o que Deadpool é nos quadrinhos, onde o personagem tem noção de que é um super-herói. O problema é a falta de equilíbrio entre o tipo de narrativa que exagera na quebra de paradigmas e com isso, o roteiro fica um pouco prejudicado, acabando por ser uma história bastante comum. No final, Deadpool é um filme onde o estilo se sobrepõe ao roteiro, o que poderia sem dúvida ter sido pensado melhor.

NOTA 7,0

terça-feira, março 15, 2016

FÉRIAS FRUSTRADAS

(Vacation)
EUA/2015
De John Francis Daley e Jonathan M. Goldstein
Com Ed Helms, Christina Applegate, Skyler Gisondo, Chris Hemsworth, Beverly D’Angelo, Chevy Chase
Perfil no IMDB: http://www.imdb.com.br/title/tt1524930/?ref_=fn_al_tt_1
Comédia

                Rusty Griswold viaja com sua família rumo ao Walley World com o objetivo de se aproximar mais da esposa e dos filhos.

Confira abaixo o trailer do filme:


              Esta refilmagem é na verdade uma sequência dos eventos que ocorreram no filme original de 1983. Desta vez, o filho dos Griswold está crescido e com sua própria família. Tal qual o pai, resolve embarcar numa viagem com a família para o parque de diversões que marcou sua infância.













Já te avisei que se beber, não case!

                A trama tem a estrutura de um road movie, com os protagonistas sempre se deparando com situações hilárias nos lugares por onde passam e encontrando ou visitando personagens que dão graça à história. O destaque vai mais para os coadjuvantes do que para os principais, com direito até à participação do casal original, vividos pelos atores Chevy Chase e Beverly D’Angelo.
                A história consegue ser superior às comédias atuais, com o jeito de trama dos anos 80, recheada de humor negro e piadas politicamente incorretas. Ed Helms (da franquia Se Beber, Não Case) está bem à vontade no papel, mas a trama poderia ser melhor se não caísse várias vezes nos clichês pastelões que se assemelham aos filmes de Adam Sandler.
                Tirando isso, “Férias Frustradas” diverte e causa nostalgia ao espectador que virou fã dessa saga onde a família passa por altas aventuras que toda Sessão da Tarde dá direito, mas que também precisa resolver questões familiares que dá o tom mais maduro para a produção.

NOTA 8,0

sexta-feira, março 11, 2016

WHAT'S HAPPENED, MISS SIMONE?

(What Happened, Miss Simone?)
EUA/2015
De Liz Garbus (Girlhood, Bobby Fischer Against the World, Com Amor Marylin)
Com Nina Simone, James Baldwin, Stokely Carmichael, Walter Cronkite
Perfil no IMDB: http://www.imdb.com.br/title/tt4284010/?ref_=fn_al_tt_1
Documentário

                A história da vida e da carreira de Nina Simone, cantora e pianista americana que virou ativista lutando pelos direitos civis durante as décadas de 60 e 70.

Confira abaixo o trailer do filme:


           
               O filme indicado ao Oscar de Melhor Documentário traz um grande acervo de entrevistas, bastidores e shows da cantora Nina Simone, tentando compreender os fatores que levaram à ascensão , queda e redenção da pianista.











Agora vou falar sobre o NETFLIX!

                O espectador acompanha os primeiros passos para a fama, em meio à entrevista com produtores da época e com membros da sua própria família. Nina tinha um transtorno que prejudicava seu trato com a família e com os próprios colegas de trabalho, o que acabou por contrastar com suas lindas músicas e seu ativismo numa época que Martin Luther King estava na ativa contra o preconceito racial.
                A trama busca mostrar nas letras da cantora um espelho para o seu comportamento e pensamentos diante de um período conturbado do ponto de vista social, onde uma mulher negra sofria para conseguir s sobressair em qualquer trabalho. A forma de expressar de Nina Simone é bastante contundente e que certamente levantou uma bandeira importante até hoje e que muitos artistas acabam optando por não se envolver.
                “What Happened, Miss Simone?” é mais do que um documentário biográfico, e sim um painel dos movimentos artísticos e sociais durante os anos sessenta e setenta, na qual a situação era muito mais difícil que qualquer disputa entre Beatles e Rolling Stones.

NOTA 7,5

quarta-feira, março 09, 2016

A VISITA

(The Visit)
EUA/2015
De M. Night Shyamalan (O Sexto Sentido, Corpo Fechado, Sinais, A Vila, A Dama na Água)
Com Olivia DeJonge, Ed Oxenbould, Kathryn Hahn, Deanna Dunagan, Peter McRobbie
Perfil no IMDB: http://www.imdb.com.br/title/tt3567288/?ref_=fn_al_tt_1
Suspense

                Dois irmãos, um garoto e uma garota, vão passar uma semana na casa dos avós pela primeira vez na vida, uma vez que os avós cortaram a relação com a mãe deles antes de nascerem.

Confira abaixo o trailer do filme:


                Quando se vê um filme de M. Night Shyamalan, logo se pensa em um plot twist, ou seja, em uma grande reviravolta no final. E esse não é diferente, guardando algumas surpresas interessantes. “A Visita” foi o retorno de Shyamalan a um grande lucro, depois de amargar fracassos de público e crítica com superproduções como “Depois da Terra” e “O Último Mestre do Ar”. Desta vez, ele volta às produções de baixo orçamento, pela Blumhouse, produtora responsável por sucessos como “Atividade Paranormal”.











Pode ficar tranquilo que não vai ter reviravolta no final...

                O filme tem grandes referências ao célebre conto de João e Maria e conta a história de uma família que não se perdoou. Depois de anos, dois irmãos pré-adolescentes vão conhecer finalmente seus avós. Porém, ao chegar na casa deles, o casal começa a ter comportamentos estranhos, que serão alvo da investigação das crianças.
                A atmosfera de mistério está presente em toda a trama, além do humor peculiar de Shyamalan e a utilização de câmera se mexendo ao estilo “Atividade Paranormal” e “Cloverfield”. Tal artifício traz certa repetição, porém é justificado pela trama do filme de forma aceitável. O ponto fraco na verdade encontra-se nas atuações.
                “A Visita” acaba sendo um bom mistério, que lembra os clássicos de Shyamalan, que começou a se perder após “A Vila”. Não chega a ser memorável, mas é um exemplar de um gênero há muito tempo perdido entre suspenses batidos e terrores clichês.


NOTA 7,5

segunda-feira, março 07, 2016

JOGOS VORAZES: A ESPERANÇA - O FINAL

(The Hunger Games: Mockingjay – Part 2)
EUA-Alemanha/2015
De Francis Lawrence (Constantine, Eu Sou a Lenda, Água para Elefantes, Jogos Vorazes: Em Chamas, Jogos Vorazes: A Esperança – Parte 1)
Com Jennifer Lawrence, Josh Hutcherson, Liam Hemsworth, Woody Harrelson, Donald Sutherland, Philip Seymour Hoffman, Julianne Moore, Stanley Tucci
Perfil no IMDB: http://www.imdb.com.br/title/tt1951266/?ref_=fn_al_tt_2
Ficção Científica

                Em continuação à guerra que está destruindo todos os distritos de Panem, a líder da rebelião Katniss Everdeen tenta unir todos contra o presidente Snow.

Confira abaixo o trailer do filme:


             
                  Esta é a parte final da milionária franquia Jogos Vorazes, sem dúvida o maior sucesso dentre os filmes sobre futuros de distopia, bebendo na fonte de tramas como “Admirável Mundo Novo” e “1984”. O sucesso foi tanto que houve a já famosa divisão do capítulo final do livro em duas partes, tal qual Harry Potter fez, e como a série Divergente está fazendo também.












Este é o inverno da alma!

                O espectador continua acompanhando a frente organizada por Katniss para conseguir tirar o presidente Snow do poder. Porém, a trama não é tão simples assim, afinal quem pode assegurar que o poder vai estar nas mãos certas depois que Snow se for? Enquanto isso, a heroína ainda se encontra dividida amorosamente.
                Com mais cenas de ação e confirmando sua trama de intrigas que o torna mais adulto que a maioria dos filmes deste subgênero que virou moda, a trama consegue entregar decisões difíceis e reviravoltas. A protagonista precisa encontrar sua força, deixando de ser relutante em diversos momentos, e ainda não confiar cegamente em ninguém, afinal junto com uma tomada de poder, vem a ambição de outras pessoas.
                “Jogos Vorazes: A Esperança – O Final” conclui a saga de forma satisfatória, porém poderia ser menos melodramática e mais madura, como se apresentou em grande parte da franquia. A trama ainda tem o gosto de despedida para o espectador de Philip Seymour Hoffman. A decisão de se escrever uma carta ao invés de reproduzir cenas computadorizadas foi bastante acertada e emocionante. Já a cena final é bastante questionável.

NOTA 8,0

sexta-feira, fevereiro 26, 2016

ANOMALISA

(Anomalisa)
EUA/2015
De Duke Johnson e Charlie Kaufman (Sinédoque Nova York)
Com David Thewlis, Jennifer Jason Leigh, Tom Noonan
Perfil no IMDB: http://www.imdb.com.br/title/tt2401878/?ref_=fn_al_tt_1
Animação

                Michael Stone, um autor especializado em serviços de telecomunicações, é um sujeito com dificuldades de se relacionar profundamente com as pessoas. Ele viaja a negócios e no hotel onde está hospedado, conhece uma mulher que pode ser a grande diferença na vida dele.

Confira abaixo o trailer do filme:


                Charlie Kaufman ficou famoso por ser o roteirista de filmes excêntricos e geniais, como “Quero Ser John Malkovich”, “Adaptação” e “Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças”. Dessa vez, graças a um site de financiamento coletivo, conseguiu rodar junto com Duke Johnson esta animação surpreendente e uma das mais belas dos últimos tempos.











Vou contar da época que eu era professor de bruxaria...

               O filme mostra a solidão em que se encontra o protagonista, que está viajando para dar uma palestra para dezenas de pessoas. O cineasta já demostra sua excentricidade na história: todas as pessoas que interagem com Michael Stone tem a mesma voz, sejam homens ou mulheres. A única que foge a esta condição é Lisa Hesselman, por quem Michael logo se apaixona logicamente.
                Lotado de referências psicológicas e sociais (o nome do hotel é de uma síndrome onde a pessoa tem a sensação de que todo mundo é o mesmo indivíduo), a trama ainda se destaca pelas belas cenas românticas, inclusive com uma cena de sexo entre os protagonistas que já é antológica na história da animação.
                “Anomalisa” discute conceitos como solidão, esperança e personalidades incompreendidas de uma forma onde o formato da trama consegue facilitar a compreensão do que o diretor pretendia passar para o espectador. Um belo filme que está merecidamente indicado ao Oscar de Melhor Animação.

NOTA 9,0

quinta-feira, fevereiro 25, 2016

TRUMBO: LISTA NEGRA

(Trumbo)
EUA/2015
De Jay Roach (Austin Powers: 000 Um Agente Nada Secreto, Entrando numa Fria, Um Jantar para Idiotas, Os Candidatos)
Com Bryan Cranston, Michael Stuhlbarg, Diane Lane, Helen Mirren
Perfil no IMDB: http://www.imdb.com.br/title/tt3203606/?ref_=nv_sr_1
Drama

                Em 1947, Dalton Trumbo foi um dos roteiristas mais requisitados de Hollywood, até que ele e alguns colegas são presos e fichados na lista negra por suas crenças políticas.

Confira abaixo o trailer do filme:


               
             O filme, indicado ao Oscar de Melhor Ator para Bryan Cranston, narra um difícil e importante período  em Hollywood, através da história de um dos maiores roteiristas dos Estados Unidos. Além disso, a história baseada em fatos reais pode ser encarada como a tentativa de um competente sujeito continuar seu trabalho, independente do que acredita no campo político.











Você entende de química?

               O Dalton Trumbo de Bryan Cranston (o inesquecível Walter White de Breaking Bad) é um roteirista que parece não ter medo de tentar propagar suas ideias e enfrentar uma máquina de perseguição que é muito maior que ele e da qual estão inclusive vários de seus colegas. Uma de suas maiores perseguidores é Hedda Hopper, colunista interpretada brilhantemente por Helen Mirren, que merecia uma indicação a atriz coadjuvante (ou por esse papel, ou pelo menos pelo outro ótimo filme “A Dama Dourada”).
                Em meio à história sobre os trunfos conseguidos por Trumbo, que conseguia driblar seus opositores, sua estada difícil na prisão e sua conduta controversa com sua própria família, acompanhamos ainda vários personagens importantes na história de Hollywood desfilarem pela tela, como John Wayne.
                A sátira de “Trumbo” acaba mostrando uma Hollywood que ainda tenta continuar sua força comercial, nem que para isso precise se utilizar de artifícios para esconder seus apoiadores por causa de conflitos políticos. E nessa curiosa história, nem o Oscar escapou de ser comentado. Uma história que por suas dezenas de curiosidades e informações pertinentes, além de ótimas interpretações, vale muito a pena de ser acompanhado.

NOTA 9,0

quarta-feira, fevereiro 24, 2016

CREED: NASCIDO PARA LUTAR

(Creed)
EUA/2015
De Ryan Coogler (Fruitvale Station: A Última Parada)
Com Michael B. Jordan, Sylvester Stallone, Tessa Thompson, Phylicia Rashad
Perfil no IMDB: http://www.imdb.com.br/title/tt3076658/?ref_=nv_sr_1
Drama

                O campeão Rocky Balboa torna-se mentor de um jovem, Adonis Johnson, que é filho do seu maior amigo e adversário, Apollo Creed.

Confira abaixo o trailer do filme:


               
               O filme, indicado ao Oscar de melhor ator coadjuvante para Sylvester Stallone, mostra o astro interpretando novamente o icônico personagem Rocky Balboa, responsável por alavancar a sua carreira. Desta vez, porém, sua participação é coadjuvante, e acaba tornando-se a melhor de Stallone, em uma atuação bem mais humana e emocionante. Não à toa, o astro já arrecadou o Globo de Ouro pelo papel.











Ninguém aqui é mercenário!

                A história segue o filho de Apolo Creed, que deseja ser lutador que nem o pai, porém rejeita o sobrenome famoso, pois quer fazer carreira com os próprios méritos. Para isso, tenta convencer Rocky a ser seu treinador, enfrentando certa resistência inicial tanto do veterano lutador quanto da sua própria mãe.
                A trama alterna entre momentos dramáticos, outros tipicamente esportivos, e várias cenas de alívio cômico, principalmente com piadas que explicitam a velhice de Rocky e sua falta de enquadramento no mundo atual. Outro destaque são as lutas de boxe, que mesmo depois de tantas continuações, traz novo vigor ao público e certa apreensão ao espectador do que vai ocorrer ao final das disputas. Afinal, é sempre bom lembrar que a franquia sempre tentou escapar aos clichês do protagonista sair sempre vitorioso ao final.
                “Creed: Nascido para Lutar” acerta ao não ser uma espécie de Rocky 7, e sim a história de um jovem perseguindo seu sonho e enfrentando os mais variados tipos de obstáculos, algo que cativa o famoso veterano. Uma bela surpresa em um gênero que parecia desgastado no cinema.

NOTA 8,5

terça-feira, fevereiro 23, 2016

OS OITO ODIADOS

(The Hateful Eight)
EUA/2015
De Quentin Tarantino (Pulp Fiction: Tempo de Violência, Kill Bill, Cães de Aluguel, Bastardos Inglórios, Django Livre)
Com Samuel L. Jackson, Kurt Russell, Jennifer Jason Leigh, Demián Bichir, Tim Roth, Michael Madsen, Bruce Dern, Channing Tatum
Perfil no IMDB: http://www.imdb.com.br/title/tt3460252/?ref_=fn_al_tt_1
Drama

                O caçador de recompensas John Ruth está se dirigindo para Red Rock para levar uma criminosa para a forca. No caminho, porém, enfrenta uma nevasca na qual precisa dar carona a outros dois sujeitos. Todos eles acabam tendo que passar a noite em um hotel onde encontram um misterioso grupo, no qual não se pode confiar em ninguém.

Confira abaixo o trailer do filme:


               O oitavo filme de Quentin Tarantino (é assim que os créditos apresentam o título), indicado a 3 Oscar, mostra o cineasta cada vez mais fiel ao seu estilo. Neste épico, ele ainda acrescenta um ótimo teor de mistério, no estilo Agatha Christie, que mantém o espectador grudado na tela para saber o desenrolar dos acontecimentos.













Ela está fugindo de Nova York!

                O filme, apesar de ter quase três horas de duração, ter condução mais lenta que os outros filmes de Tarantino e ainda ter um único cenário em mais da metade da história, consegue ganhar o público pela história e logicamente pelos personagens peculiares e com forte personalidade que o cineasta sempre gostou de criar.
                Temos aqui os oito odiados do título do filme tendo que conviver em um hotel de beira de estrada por causa do tempo ruim. Só que o clima pesado está na verdade do lado de dentro, onde John Ruth, interpretado por Kurt Russell, precisa se proteger de um possível emboscador que pode lhe retirar sua prisioneira. No hotel, temos um general vivido por Bruce Dern (Nebraska), o carrasco interpretado por Tim Roth do jeito que Christoph Waltz interpretaria se fosse escalado para o papel, um caubói vivido por Michael Madsen (Cães de Aluguel), um outro caçador de recompensas interpretado por Samuel L. Jackson, além do responsável pela hospedaria, o motorista da carroça e o novo xerife de Red Rock. E quem mais brilha é a prisioneira vivida por Jennifer Jason Leigh, indicada ao Oscar de melhor atriz coadjuvante.
                A história mostra todos esses personagens, símbolos de sua época, nos Estados Unidos pós-Guerra de Secessão. A tensão entre eles é evidente pelos diálogos inflamados pela situação de desconfiança, motivada por diversos fatores, inclusive preconceito racial. Tarantino expõe toda uma parte da história americana em um filme que é digno de estar entre os maiores de sua carreira.

NOTA 9,5

sexta-feira, fevereiro 19, 2016

CARTEL LAND

(Cartel Land)
EUA-México/2015
De Matthew Heineman (Our Time, Escape Fire: The Fight to Rescue American Healthcare)
Com José Manuel “El Doctor” Mireles
Perfil no IMDB: http://www.imdb.com.br/title/tt4126304/?ref_=fn_al_tt_1
Documentário

                Em uma cidade do México, Michoacán, dominada por narcotraficantes, um médico decide liderar um movimento armado, porém com pessoas civis, contra os criminosos.

Confira abaixo o trailer do filme:


                O filme, indicado ao Oscar de Melhor Documentário, traz à tona uma história complexa de uma cidade tomada por bandidos, que além de sua ação criminosa no tráfico de drogas, ainda intimida o povo local, com agressões violentas e cultura do medo. Neste contexto, um médico decide não assistir passivamente a esse quadro e reúne várias pessoas em prol do enfrentamento ao crime.













Agora é se defender!

                A trama consegue imagens chocantes, de extrema violência, além de entrevistas exclusivas com produtores de metanfetamina, inclusive no local onde produzem a droga. O espectador começa então a acompanhar a formação do grupo de civis que por conta própria reúnem uma equipe e combatentes, alegando que o governo, além de não fazer nada, ainda estaria envolvido com os traficantes.
                O documentário segue o crescimento desse grupo e os conflitos existentes tanto dentro da organização como contra os traficantes. A vida do líder, José Manuel “El Doctor” Mireles, é posta a perigo diversas vezes. Tal qual um filme de ficção, o espectador acompanha apreensivo o desenrolar dos acontecimentos.
                “Cartel Land” é daqueles “filmes-denúncia” muito importante para mostrar ao público até onde pode ir uma organização criminosa e como as pessoas lidam com este tipo de situação. Sem dúvida um dos melhores documentários do ano.

NOTA 9,0

segunda-feira, fevereiro 15, 2016

STEVE JOBS

(Steve Jobs)
EUA-Reino Unido/2015
De Danny Boyle (Trainspotting: Sem Limites, Extermínio, A Praia, Quem Quer ser um Milionário?, 127 Horas)
Com Michael Fassbender, Kate Winslet, Seth Rogen, Jeff Daniels, Michael Stuhlbarg
Perfil no IMDB: http://www.imdb.com.br/title/tt2080374/?ref_=fn_al_tt_1
Drama

                A história de Steve Jobs desde os anos 80 até 1998, época do IMac, passando por fatos pessoais e profissionais.

Confira abaixo o trailer do filme:


               
                Indicado a 2 Oscar, sendo Melhor Ator para Michael Fassbender e Melhor Atriz Coadjuvante para Kate Winslet, o filme conta com duas magistrais interpretações em três épocas distintas da vida de Steve Jobs. Estes três momentos são trazidos para o espectador sempre nos bastidores de discursos importantes de Jobs.











Não sou uma vergonha pra você!

               O filme aborda principalmente o relacionamento conturbado do milionário com seus colegas e as dificuldades com sua filha, na qual demorou a assumir a paternidade. O comportamento beirando o egocentrismo, no qual fazia o personagem se sentir cada vez mais solitário, além da personalidade agressiva e irônica ao mesmo tempo foram bastante criticadas pela família.
                A trama segue praticamente de forma teatralizada, com personagens saindo e entrando pelos estúdios, com um ou dois cenários no máximo, e interpretações inspiradas de Michael Fassbender e Kate Winslet, que faz sua assistente durante toda a época em que passa o filme. Entre os três atos, notícias que inserem o espectador no contexto da história.
                “Steve Jobs” tem em seus grandes trunfos a estrutura criativa e o poderoso elenco, mas ao mesmo tempo deixa de apresentar fatos biográficos interessantes para focar na personalidade do biografado. No final, rende um bom filme que prende o público durante todo o tempo.

NOTA 8,5

quinta-feira, fevereiro 11, 2016

O REGRESSO

(The Revenant)
EUA/2015
De Alejandro G. Iñarritu (Amores Brutos, 21 Gramas, Babel, Biutiful, Birdman ou a Inesperada Virtude da Ignorância)
Com Leonardo DiCaprio, Tom Hardy, Domhnall Gleeson, Will Poulter, Forrest Goodluck
Perfil no IMDB: http://www.imdb.com.br/title/tt1663202/?ref_=fn_al_tt_1
Aventura

                O membro de uma expedição, Hugh Glass, sobrevive a um ataque de um urso, porém é abandonado à beira da morte pelos demais membros de sua equipe.

Confira abaixo o trailer do filme:


              O filme, indicado a 12 Oscar, incluindo Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator para Leonardo DiCaprio e Melhor Ator Coadjuvante para Tom Hardy, é sem dúvida uma das sagas mais impressionantes que se viu nos últimos tempos, dentro ou fora da tela.











Prenda-me se for capaz!

                O cineasta mexicano Alejandro Inãrritu abusou das filmagens em plano sequência no seu longa anterior, Birdman, ganhando o Oscar de Melhor Filme. Desta vez, pontuou bem o uso do recurso, trazendo para o espectador cenas de batalha absurdamente realistas, levando o público pra dentro da disputa e não apenas sendo um observador do ponto de vista macro.
                A batalha inicial demorou meses para ser filmada e os minutos em que vemos a cena se desenrolar vale a pena durante cada segundo. A outra cena bastante polêmica e comentada é a do urso que se põe em batalha contra o personagem de Leonardo DiCaprio. O diretor fez mistério sobre como as cenas foram gravadas, mas já se sabe que foi através da famosa captura de movimentos e que também durou bastante tempo até ter o realismo exigido por Iñarritu.
                O roteiro é desenrolado de forma um pouco mais lenta do que poderia ser, mas que não atrapalha em nada, tendo em vista a grande quantidade de cenas inovadoras, técnicas de filmagem, fotografia primorosa, onde cada cenário parece uma pintura. E ainda temos uma atuação irrepreensível de Leonardo DiCaprio, que se não ganhar o Oscar desta vez, vai parecer de uma vez por todas que a Academia tem algo contra ele.
                O filme ainda chama a atenção pelas particularidades das filmagens. O orçamento praticamente dobrou, as condições da equipe eram dificultadas pelo frio intenso de mais de 30 graus negativos, uma avalanche foi criada de verdade, Leonardo DiCaprio teve que cruzar rios congelados com pele de urso e ainda fez exceção ao fato de ser vegetariano, comendo carne crua.
                “O Regresso” é daqueles épicos que já faz história sem precisar nem ganhar os prêmios principais do cinema. Ao mesmo tempo, são épicos assim que fazem por merecer ganhar todos os prêmios a que são indicados.

NOTA 9,5