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Mostrando postagens com marcador -ROMANCE. Mostrar todas as postagens
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quinta-feira, fevereiro 18, 2016

BROOKLYN

(Brooklyn)
Reino Unido-Irlanda-Canadá/2015
De John Crowley (Dias Selvagens, Rapaz A, Circuito Fechado)
Com Saoirse Ronan, Jim Broadbent, Emory Cohen, Domhnall Gleeson, Julie Walters
Perfil no IMDB: http://www.imdb.com.br/title/tt2381111/?ref_=fn_al_tt_1
Romance

                Uma imigrante irlandesa viaja para o Brooklin com a intenção de mudar de vida. Chegando lá, inicia um romance correspondido, porém as circunstâncias fazem com que fique dividida entre os Estados Unidos e seu país de origem.

Confira abaixo o trailer do filme:


               Indicado a 3 Oscar, de Melhor Filme, Melhor Atriz para Saoirse Ronan e Melhor Roteiro Adaptado, o filme tem como pano de fundo a importante vinda de imigrantes para os Estados Unidos na década de 50 e através de uma ótima direção de arte e fotografia, o painel histórico se encaixa muito bem na história.










Desejo que nós reparemos nosso relacionamento!

               Quanto à história principal, temos um romance que não consegue escapar dos clichês, com exceção de que neste caso, o triângulo amoroso em que a protagonista se envolve é capaz de atravessar o oceano. Questões como a família e o trabalho são muito bem abordados e adicionam conflitos para a personagem de Saoirse Ronan, que interpreta bem, porém nada que merecesse uma indicação ao Oscar.
                O filme tem passagens importantes, sempre alternando cenas dramáticas com as românticas, porém sem muito alívio cômico. O elenco de apoio também se destaca, sobretudo Julie Walters, que interpreta a mãe da protagonista. Como todo bom filme inglês, temos ótimas interpretações.
                “Brooklin” cumpre o que promete, entrega um trabalho melhor que o outro romance do Oscar deste ano, “Carol”, e se não é uma história inesquecível, pelo menos é uma trama que não deixa de ser tocante para o espectador.

NOTA 7,5

sexta-feira, janeiro 29, 2016

CAROL

(Carol)
EUA-Reino Unido/2015
De Todd Haynes (Velvet Goldmine, Longe do Paraíso, Não Estou Lá)
Com Cate Blanchett, Rooney Mara, Kyle Chandler, Sarah Paulson
Perfil no IMDB: http://www.imdb.com.br/title/tt2402927/?ref_=fn_al_tt_1
Romance

                Uma aspirante à fotógrafa desenvolve um romance com uma mulher mais velha na década de 50.

Confira abaixo o trailer do filme:


             
                Indicado a 6 Oscar, incluindo Melhor Atriz para Cate Blanchett e Melhor Atriz Coadjuvante para Rooney Mara, o filme é um romance dirigido pelo cultuado Todd Haynes e que retrata um relacionamento polêmico para a época.
                Uma mulher de meia idade, Carol Aird, a beira do divórcio, conhece a tímida vendedora Therese Belivet. Ao esquecer as suas luvas na loja onde Therese trabalha, tem início uma paixão entre as duas cujas consequências podem ser drásticas para a separação de Carol.












Você sabe o que é uma elfa?

                A trama esmiúça o romance, o sentimento das duas e como cada uma começa a lidar com a situação. Carol, mais experiente, e querendo um pouco de felicidade perante a uma difícil separação que envolve a guarda da filha, e Therese, que passa a descobrir novos sentimentos dentro dela depois de conhecer a mulher mais velha, além de um novo mundo, de hotéis e restaurantes.

                Com uma ótima direção de arte, o filme retrata muito bem a década de 50, porém torna-se um pouco repetitivo, ainda mais com a condução lenta da trama. Há poucas reviravoltas e a impressão que se dá é que o filme poderia ter no mínimo uns vinte minutos a menos. As interpretações estão apenas razoáveis, não justificando as indicações de Cate Blanchett e Rooney Mara.
                “Carol” acaba por se tornar um filme razoável, porém muito aquém das expectativas. Poderia ter ousado mais e trabalhado uma dinâmica melhor no roteiro. Fora isso, a parte técnica é digna de elogios, assim como o elenco coadjuvante.

NOTA 6,5

sexta-feira, junho 12, 2015

A INCRÍVEL HISTÓRIA DE ADALINE

(The Age of Adaline)
EUA/2015
De Lee Toland Krieger (The Vicious Kind, Celeste e Jesse para Sempre)
Com Blake Lively, Michiel Huisman, Harrison Ford, Ellen Burstyn, Kathy Baker, Amanda Crew
Perfil no IMDB: http://www.imdb.com/title/tt1655441/?ref_=fn_al_tt_1
Romance

                Uma jovem mulher, que nasceu no início do século 20, sofre um acidente que faz com que ela não envelheça mais. No início do século 21, ela começa a se apaixonar e questionar sua vida.

Confira abaixo o trailer do filme:


           
              O filme tem uma premissa bastante interessante e que faz com que se abra inúmeras possibilidades criativas para um gênero acostumado com histórias clichês. O único problema é o espectador embarcar nos fatos inverossímeis que desencadeiam os acontecimentos da trama.













Onde está os seus dragões?

                Passando por esse obstáculo, o espectador pode curtir um filme que mostra um romance que não só discute o relacionamento em si, como a questão da solidão e falta de companheirismo que acompanham a protagonista, acentuados com cenas entre uma mãe jovem e uma filha octogenária, só para citar um dos exemplos.
                A história ainda guarda um trunfo: Harrison Ford faz o pai do pretendente da protagonista, que resgata alguns dos conflitos existentes na trama. O casal principal também tem boa química, e a atriz Blake Lively prova que foi uma boa escolha para o papel. O cineasta, Lee Toland Krieger, tem poucos títulos no currículo, mas já se mostrou ousado em filmar as cenas de flashback do modo como eram filmadas na época em que aconteceram.
                O romance com toque de ficção científica já tinha sido bem explorado em obras como ”Em Algum Lugar do Passado” e no mais recente “Questão de Tempo”. Em “A Incrível História de Adaline”, mantém o bom retrospecto e apresenta ao espectador um filme ao mesmo tempo tocante e divertido.

NOTA 8,5

terça-feira, março 03, 2015

CINQUENTA TONS DE CINZA

(Fifty Shades of Grey)
EUA/2015
De Sam-Taylor Johnson (Destricted, O Garoto de Liverpool)
Com Dakota Johnson, Jamie Dornan, Jennifer Ehle, Marcia Gay Harden
Perfil no IMDB: http://www.imdb.com/title/tt2322441/?ref_=fn_al_tt_1
Romance

                A estudante de literatura Anastasia Steele vê sua vida mudar depois que conhece o misterioso milionário Christian Grey.

Confira abaixo o trailer do filme:



               O filme seria só mais um romance (dessa vez sem ser comédia) se não fosse por duas características: ser baseado em uma das obras que mais venderam nos últimos anos, o livro homônimo de E.L. James e ter como tema o sadomasoquismo, algo incomum para filmes do gênero e até mesmo para os padrões hollywoodianos.
                O sucesso gigantesco do livro certamente catapultará o sucesso do filme, que parece pedir por mais sequências. A cineasta Sam Taylor-Johnson (responsável pelo curta “Love You More”, com temática sensual) dirige uma dupla de protagonistas desconhecidos,  algo acertado para uma trama onde o tema precisa ser mais importante que os personagens. Na história, temos uma jovem inexperiente se envolvendo com um homem mais velho que ela, mais rico que ela e certamente com desejos mais estranhos que ela.











Você consegue enxergar cinquenta tons ao meu redor?

               A trama acerta no tom, não deixa em nenhum momento a história caricata, mas esbarra em clichês de romance. Para muitos, não houve ousadia em ter cenas explícitas para não esbarrar na censura. O fato é que a diretora consegue imprimir na tela cenas altamente sensuais sem precisar mostrar o explícito. E mantém o espectador interessado até o final pela temática diferente e por acompanhar o casal protagonista e principalmente saber qual decisão será tomada por ela.
                “Cinquenta Tons de Cinza” pode não ser um filme sensacional, mas também não é um longa ruim como muitos parecem sair falando por aí. Apesar de todo preconceito dos críticos (talvez por ser baseado em obra popular tido como subliteratura), o filme surpreende em alguns momentos e deixa a tensão no ar até seu final.

NOTA 7,0

quarta-feira, dezembro 17, 2014

MESMO SE NADA DER CERTO

(Begin Again)
EUA/2013
De John Carney (Clube dos Suicidas, Apenas uma Vez, The Rafters)
Com Keira Knightley, Mark Ruffalo, Hailee Steinfeld, Catherine Keener, Adam Levine, James Corden
Perfil no IMDB: http://www.imdb.com/title/tt1980929/?ref_=fn_al_tt_1
Romance

                Um produtor musical viciado em álcool e desacreditado pelos colegas de profissão descobre uma promissora cantora em um bar e decide investir na carreira dela. Para isso, começam a gravar um álbum itinerante pelas ruas de Manhattan.

Confira abaixo o trailer do filme:


              O filme vai além de uma simples comédia romântica. É na verdade uma grande homenagem à indústria da música além de mostrar, sempre evitando os clichês, que todos podem recomeçar. A história já começa em um bar onde o personagem de Keira Knightley canta de forma espetacular, porém para um público que parece estar ali mais para beber do que ouvir música. Menos para um produtor com roupas esfarrapadas e não menos bêbado do que a maioria dos presentes. Só que ele começa a prestar atenção e vê naquela oportunidade uma oportunidade de retomar sua carreira e sua vida.













Canta aquela do Piratas do Caribe...

                A trama então volta no tempo para mostrar como os personagens de Keira e de Mark Ruffalo (o produtor) chegaram nesse ponto. E o encontro dos dois rende o início de uma saga musical por Manhattan, com cenas antológicas para um gênero que ficou acostumado com fórmulas repetitivas. A cena do produtor vislumbrando a cantora só com voz e violão e imaginando em cada parte da canção a entrada de outros instrumentos é simplesmente única no cinema e uma grande homenagem a quem trabalha com música.
                Na parte do romance, o filme novamente foge dos clichês, com o espectador se perguntando a todo momento se os protagonistas vão se render ao calor do momento. Acima de tudo é a redescoberta da esperança para cada um deles que realmente interessa e na qual a trama se apoia. E quem ganha é o espectador com uma trilha sonora sensacional e um dos melhores filmes do ano.

NOTA 9,5

quarta-feira, julho 02, 2014

A CULPA É DAS ESTRELAS

(The Fault in Our Stars)
EUA/2014
De Josh Boone (Ligados pelo Amor)
Com Shailene Woodley, Ansel Elgort, Nat Wolff, Laura Dern, Sam Trammell, Willem Dafoe
Perfil no IMDB: http://www.imdb.com/title/tt2582846/?ref_=fn_al_tt_1
Romance

                Hazel é uma adolescente em estado terminal que conhece Gus em um grupo jovem de suporte a pessoas com câncer. Os dois se apaixonam e vivem o amor sob quaisquer condições.

Confira abaixo o trailer do filme:


               Baseado na obra de John Green, a história poderia parecer um romance de adolescentes, porém revela-se com texturas mais profundas ao abordar elementos difíceis como a descoberta do amor adolescente em um estado terminal, contraste explorado muito bem pelo filme de Josh Boone.












Ninguém aqui é divergente!

                O filme traz dois protagonistas que contrastam entre si. Hazel, interpretada por Shailene Woodley (muito melhor aqui do que em Divergente), é uma garota que já aceitou seu estado e por conta disso parece ter uma visão mais negativa do que ocorre em seu redor. Já Gus, interpretado por Ansel Elgort, é um adolescente que sempre vê o melhor lado de tudo e com isso conquista Hazel por seu otimismo e irreverência.
                A trama ganha contornos maduros ao tratar de desilusão, sobrevivência e o que vale ou não a pena na vida. Os conflitos típicos da adolescência são levados mais ainda ao extremo pela condição dos dois jovens. E mesmo os vários alívios cômicos do filme não conseguem fazer com que a história seja menos triste, porém ainda assim muito bela.
                Recheado de uma ótima trilha sonora, “A Culpa é das Estrelas” emociona, faz refletir e mesmo sendo apelativo, torna-se um ótimo exemplar do gênero.

NOTA 8,5

sexta-feira, maio 30, 2014

O GRANDE GATSBY

(The Great Gatsby)
EUA-Austrália/2013
De Baz Luhrmann (Vem Dançar Comigo, Romeu + Julieta, Moulin Rouge: Amor em Vermelho, Austrália)
Com Leonardo DiCaprio, Tobey Maguire, Carey Mulligan, Joel Edgerton
Perfil no IMDB: http://www.imdb.com/title/tt1343092/?ref_=fn_al_tt_1
Romance

                Um sujeito começa a conhecer um novo estilo de vida, quando passa a acompanhar a vida de um milionário, Gatsby, um vizinho que costuma dar festas milionárias.

Confira abaixo o trailer do filme:


              Baseado na famosa obra de F.Scott Fitzgerald, o longa gira em torno da vida de Jay Gatsby, sob o ponto de vista de Nick Carraway,que acaba testemunhando as festas luxuosas, os romances e as tragédias de uma sociedade a qual não estava acostumado. A trama já foi adaptada para o cinema em 1974, estrelada por Robert Redford e Mia Farrow, com roteiro de Francis Ford Coppola.












Aprenda comigo como é se dar bem em Wall Street!

                O diretor Baz Luhrmann traz suas características para o romance, implementando cenários extremamente coloridos, objetos de cena exagerados, trilha sonora moderna em filme de época, ambientado em 1922 (tal como fez em Moulin Rouge), além de cenas rápidas e coreografadas, dando um tom de musical para a trama.
                O filme acaba ficando repetitivo e por vezes monótono, em suas mais de 2 horas de duração. A direção de arte, com tons exagerados e a trilha sonora, praticamente sendo uma antítese dos cenários mostrados, acabam por chamar mais a atenção do espectador que a história em si.
                “O Grande Gatsby” também tem suas qualidades, passando pelas atuações irrepreensíveis de Leonardo DiCaprio e Carey Mulligan, porém quis inovar demais, adaptando de forma irregular o romance de Fitzgerald.

NOTA 6,0


quarta-feira, abril 23, 2014

AZUL É A COR MAIS QUENTE

(La vie d’Adèle)
França-Bélgica-Espanha/2013
De Abdellatif Kechiche (Vênus Negra, O Segredo do Grão)
Com Léa Seydoux, Adèle Exarchopoulos, Jérémie Laheurte, Alma Jodorowsky
Perfil no IMDB: http://www.imdb.com/title/tt2278871/?ref_=fn_al_tt_1
Romance

                A vida da adolescente Adèle sofre uma grande mudança quando ela conhece Emma, uma jovem mulher de cabelo azul e mais velha que ela. As duas começam um tórrido romance na qual a vida de nenhuma das duas será a mesma.

Confira abaixo o trailer do filme:


               O diretor Abdellatif Kechiche é conhecido por esmiuçar detalhadamente o objeto principal de estudo de seus filmes. Foi assim com “Vênus Negra”, onde os espectadores acompanhavam em todos os detalhes a vida de uma mulher vendida para um circo. Em “Azul é a cor mais Quente” desta vez o cineasta propõe uma análise da descoberta sexual adolescente, mais especificamente do romance entre as protagonistas.












Posso te encontrar meia-noite em Paris?

                A trama envereda pela história de Adèle, que inicialmente tem um envolvimento com Thomas, porém ao não se sentir à vontade com o jovem e perceber a atração por uma colega da escola, Adèle passa a se transformar cada vez mais, até conhecer Emma. Em um nível altamente detalhado da história (mas nunca monótono), o romance entre as duas protagonistas só começa a acontecer na segunda hora de filme.
                O foco da história é mostrar o amor entre as duas jovens, por isso mesmo cenas típicas de filmes desse gênero, como os dramas ocorridos pela descoberta da sexualidade de Adèle pela família dela ou mesmo o romance anterior de Emma e seu desfecho são simplesmente ocultos do espectador, porém facilmente deduzíveis.
                Ao longo de suas três horas, o filme francês poderia facilmente ter sofrido uma edição mais enxuta, principalmente na segunda metade, onde o interesse do espectador já sofre alterações devido ao rumo que a história toma. Quanto às polêmicas cenas entre as duas atrizes, compõe bem a história e expõe sem medos e com extremo realismo o amor que as duas jovens tem uma pela outra. O vencedor de Cannes 2013 merecia muito mais sorte no Oscar (principalmente na atuação de Léa Seydoux e Adèle Exarchopoulos) e sem dúvida é o melhor filme estrangeiro de 2013, mesmo com bons filmes no ano, como “A Caça”.

NOTA 9,0

segunda-feira, fevereiro 24, 2014

ELA

(Her) 
EUA/2013 
De Spike Jonze (Adaptação, Quero ser John Malkovich) 
Com Joaquin Phoenix, Amy Adams, Scarlett Johansson, Rooney Mara, Chris Pratt 
Perfil no IMDB: http://www.imdb.com/title/tt1798709/?ref_=fn_al_tt_1 
Romance 

 Theodore é um sujeito que trabalha em uma empresa que faz cartas escritas à mão. Em um futuro desconhecido, as pessoas parecem estar mais conectadas vitualmente que na realidade. Nesse contexto, Theodore adquire um sistema operacional ultra inteligente e acaba se apaixonando pela voz feminina do sistema.

Confira abaixo o trailer do filme:


               Saído da mente do criador de Jackass e de filmes inusitados (e muito bons) como Adaptação (aquele que Nicolas Cage fazia dois irmãos gêmeos e o roteirista da trama era um dos personagens!) e “Quero Ser John Malkovich (do sujeito que consegue entrar na mente do famosos ator), era de se esperar mais um filme inventivo.

 








Você quer ouvir uma música do Johnny Cash?

                Com mais uma grande interpretação de Joaquin Phoenix, o filme apesar da condução meio lenta, é cercado por elementos bastante interessantes no qual o espectador mergulha. O mundo parece cada vez mais individualizado e o modo de conviver das pessoas é retratada da forma mais distante possível. Nesse painel, até mesmo o absurdo de se manter um relacionamento amoroso com a voz de um software é aceitável.
                Em tempos que as relações humanas cada vez mais estão virtualizadas, “Ela” ajuda ao espectador refletir sobre esses aspectos modernos da sociedade ao mesmo tempo que o protagonista descobre que mesmo em um relacionamento virtual pode existir conflitos de uma relação real.

NOTA 8,0

quarta-feira, outubro 09, 2013

ANTES DA MEIA-NOITE

(Before Midnight)
EUA/2013
De Richard Linklater (Antes do Amanhecer, Antes do Pôr do Sol, O Homem Duplo, Escola de Rock)
Com Ethan Hawke, Julie Delpy, Seamus Davey-Fitzpatrick
Perfil no IMDB: http://www.imdb.com/title/tt2209418/?ref_=fn_al_tt_1
Romance

Nove anos depois do encontro de Jesse e Celine na França, os dois agora estão casados passando as férias na Grécia, juntamente com as duas filhas gêmeas. Depois de deixar o filho que passara as duas últimas semanas com ele no aeroporto, Jesse enfrenta o conflito de ter deixado tudo para trás.

Confira abaixo o trailer do filme:


        No terceiro filme da saga, exatamente nove anos depois do segundo (que por sua vez se passara nove anos depois do primeiro), a trama de Linklater deixa um pouco de lado o ar de romance e aventura dos 20 anos e dos 30 anos de Jesse e Celine para contar a rotina e as crises dos 40 anos do casal.









"Já não fizemos isso antes?"

        Dessa vez, eles não são meros desconhecidos em uma noite mágica em Viena, ou estão vivendo um inesperado reencontro em Paris. Pelo contrário, estão vivendo enfim juntos e de férias juntamente com as filhas. Linklater muda de tom e conta os dilemas, as lembranças e os conflitos vividos pela dupla.
As recordações dos protagonistas se confundem com as do espectador que acompanhou essa trilogia em tempo real tal qual diretor e atores. Acompanhando Jesse e Celine andando e conversando com pano de fundo em uma cidade paradisíaca européia, o espectador continua não vendo a hora passar, em meio aos assuntos recorrentes sobre relacionamentos e comportamentos. Assuntos que não se esgotam em nenhuma época, seja 1995, 2004 ou mesmo 2013.

NOTA 9,0

sábado, junho 30, 2012

APENAS UMA NOITE

por Lu Azevedo
APENAS UMA NOITE 
(Last Night) 
EUA-França/2010 
De Massy Tadjedin 
Com Keira Knighley, Sam Worthington, Eva Mendes, Guillaume Canet 
Perfil no IMDB: http://www.imdb.com/title/tt1294688/ 
Romance 

 A história de um casal, Joanna e Michael. Ele precisa viajar a negócios e tenta resistir às investidas de Laura, sua colega de trabalho. Ela fica em casa e reencontra uma antiga paixão, Alex, tentando lutar para não se envolver novamente.

Confira abaixo o trailer do filme:



        Trair ou nao trair? Eis a questão em Apenas Uma Noite. Filme com atrizes e atores de peso, cada um representando um conflito em particular.
        Joanna, interpretada por Keira Knighley, vai numa festa do trabalho de seu marido Michael e conhece a nova parceira de trabalho dele, Laura. Diante de sua sensualidade mas principalmente do fato de o marido nunca ter falado dela, os ciúmes se tornam inevitáveis. Na manhã seguinte, seu marido viaja a trabalho e Laura estará junto. Joanna encontra um ex-amor, Alex, que está em Nova Iorque a trabalho por apenas mais essa noite.














Keira: "Preferia que fosse o Jung...ou até mesmo o Legolas!"


         Numa comédia romântica, na maioria das vezes, sabemos que os protagonistas vão ficar juntos no final mas queremos saber como e onde isso vai acontecer. Em Apenas uma noite não é assim; o filme se passa num clima de suspense e as indagações são outras.
         O filme nos leva a entender as motivações e conflitos de cada um dos personagens envolvidos enquanto tentamos imaginar a escolha final de cada um deles.
         A trilha sonora, os diálogos e as interpretações são bastantes envolventes com o excessão do ator Sam Worthington, que não está a altura dos demais, pois não consegue passar seus conflitos como os demais personagens.
         Com um final sugestivo, o filme surpreende e inova. Saímos julgando e compreendendo os comportamentos adotados. Internalizados e projetados, saímos nós mesmos imaginando o que faríamos nestas situações. E quem nunca passou por isso que atire a primeira pedra!

NOTA 8,0

Lu Azevedo é cinéfila do Unibanco Artplex no Rio de Janeiro, fã do Johnny Depp e de terceiras filas no cinema!

sexta-feira, fevereiro 24, 2012

O ARTISTA

O ARTISTA
(The Artist)
França/2011
De Michel Hazanavicius (Mes Amis, Agente 117, OSS 117: Rio ne répond plus, Les infidèles)
Com Jean Dujardin, Bérénice Bejo, John Goodman, Malcolm McDowell, James Cromwell
Perfil no IMDB: http://www.imdb.com/title/tt1655442/
Comédia / Romance

O astro do cinema mudo George Valentin conhece a aspirante à atriz Peppy Miller. Os dois começam a se apaixonar, porém ele é casado e a vida dos dois se separam. Quando o cinema falado começa a entrar em moda, ela é alçada à fama, enquanto ele se vê arruinado.

Confira abaixo o trailer do filme:




O filme mudo e em preto e branco surpreende e faz uma grande homenagem à primeira geração do cinema, onde os gestos e expressões eram mais importantes que palavras. Utilizando-se de metalinguagem, a trama conta a história da dupla de protagonistas que seguem lados diferentes, o cinema mudo e o falado.












"Ainda bem que tenho um cachorro, um papagaio nunca faria sucesso em um filme mudo!"

Apesar de diferentes e até mesmo antagônicos, nenhum dos dois caminhos é rebaixado. Michel Hazanavicius parece querer demonstrar que um filme preto e branco e mudo ainda pode ter lugar em meio a tantas produções cheias de efeitos especiais.

O elenco está sensacional, a trilha sonora conduz o filme, como tem que ser em um filme mudo, há cenas antológicas como a do som invadindo a vida de George Valentin no camarim. Além do espectador poder conferir alguns astros sumidos, como Malcolm McDowell (Laranja Mecânica). Uma bela homenagem e um dos melhores filmes de 2011, o que também não é tarefa nada difícil.

NOTA 9,0