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segunda-feira, novembro 20, 2006

RESENHA DE FILMES 12

VÔO 93
De Peter Markle
Com Brennan Elliott, Kendall Cross, Ty Olsson, Monnae Michaell, Laura Mennell, Jerry Wasserman
Drama

O dia 11 de setembro de 2001 ficou marcado no mundo todo como o dia em que a maior potência mundial, os EUA, sofreram o maior ataque em seu território de toda a história. Além da queda das torres gêmeas do World Trade Center, ainda foi atacado o Pentágono. Contudo, um outro avião também tinha um destino destrutivo, mas foi salvo pelos seus corajosos passageiros, que deram a vida para salvar outras vidas. Essa é a história do vôo 93, o que não atingiu nenhum dos alvos pretendidos pelos terroristas porque seus passageiros foram heróicos e interferiram na queda do avião.
A trama tem a desvantagem de ter que contar uma história real onde todos já sabem o final, mas o diretor tenta transformar tal fato em uma vantagem, mostrando a tentativa dos passageiros em salvar o avião. A carga dramática é bem dosada, mas certas atitudes tanto de passageiros quanto de terroristas se apresentaram de forma um pouco duvidosa. O grande número de personagens também atrapalhou o roteiro, não ficando suficientemente clara a personalidade e o histórico dos mesmos. Algo que é básico em um filme catástrofe. ótimo exemplo de filme que poderia ser melhor se não fosse baseado em fatos reais.
NOTA 5,0

TRANSAMERICA
De Duncan Tucker
Com Felicity Huffman, Kevin Zegers, Fionnula Flanagan, Graham Greene, Burt Young, Elizabeth Peña
Comédia / Drama

Bree (Felicity Huffman) é uma transsexual conservadora que, antes de mudar de sexo, fez um filho. O garoto, Toby (Kevin Zegers), é agora um adolescente percorrendo as ruas de Los Angeles, sonhando em encontrar o pai que nunca conheceu.
A trama se utiliza do formato comum de uma comédia dramática, onde torna-se engraçado em seu segundo ato, tendo fortes cargas dramáticas no primeiro (apresentação dos personagens e seus conflitos existenciais) e no último ato (definição do destino dos personagens). Temos ao longo do filme uma mostra de vários tipos que sofrem alguma forma de preconceito, seja o transexual, o índio, o judeu, o garoto de programa, o consumidor de drogas,etc. O mérito da história é contar como todos esses personagens colidem entre si, mas ao mesmo tempo, constituem um grupo que tem muito em comum. Mais um acerto do filme é não trazer os típicos discursos clichês de filmes do gênero. Muito mais que as palavras diretas sobre o assunto, temos as imagens e a própria história que são mais que suficientes para fazer o público refletir sobre seus atos. Uma trama ao mesmo tempo leve e pesada, que joga na cara do espectador que o diferente existe por mais que algumas pessoas desejem ignorá-lo.
NOTA 8,5

O ALBERGUE
De Eli Roth
Com Jay Hernandez, Derek Richardson, Eythor Gudjonsson, Barbara Nedeljakova, Jana Kaderabkova, Jan Vlasák, Jennifer Lim, Lubomir Silhavecky, Paula Wild, Lubomir Bukovy
Terror

Três mochileiros vão a uma cidade na Eslováquia pretendendo se divertir.Mas o que eles encontram é um pesadelo interminável.Produzido por Quentin Tarantino, a trama já é considerada uma das mais assustadoras já feitas para o cinema. A história, no entanto, é bastante simples.
Na primeira hora de filme, imagina-se que esteja passando na tela mais uma continuação de American Pie. Não há a mínima menção a algum mistério que justifique o gênero terror. Há apenas jovens viajando pela Europa atrás de garotas. Chegando à Eslováquia, o clima continua no estilo Barrados no Baile, até que um bando de garotos de rua chama a atenção do espectador pela primeira vez no sentido de que algo estranho pode estar rondando os protagonistas. E então somos transportados para um terror trash que só Eli Roth (de Cabana do Inferno) sabe fazer. O roteiro é o que menos importa nesse tipo de filme. Há cenas muito chocantes para nos preocuparmos com isso.
NOTA 7,5

NOVIDADES - NOVEMBRO

1-Christopher Walken vai interpretar Ozzy Osbourne na tela grande. O ator de Pulp Fiction foi escolhido para fazer uma participação no filme The Dirt, que contará a história do Mötley Crüe.
A notícia foi revelada a uma TV americana por Vince Neil, vocalista da banda. Baseado em uma autobiografia publicada no começo da década, o filme só deve ficar pronto em 2008. David Fincher (Clube da Luta, O Quarto do Pânico) chegou a ser sondado para a direção, mas disse não. Ainda segundo Neil, Val Kilmer, que ganhou fama ao incorporar Jim Morrison no cinema, também já aceitou um papel na produção: ele será Dave Lee Roth.
Fonte: IG Pop

2-Rodrigo Santoro vai estrelar mais uma produção estrangeira. O ator foi confirmado no papel do ícone do tango Carlos Gardel, no épico romântico Dare to Love Me, do mexicano Alfonso Arau. Santoro vai contracenar com a espanhola Paz Vega e com a cantora colombiana Shakira. Atualmente, Santoro faz parte do elenco da série de TV norte-americana Lost. O ator também terminou de filmar Os 300 de Esparta, em que vive o imperador Xerxes.
Fonte: Terra

3-A produtora Lions Gate confirmou a seqüência da saga Jogos Mortais. Com o sucesso do terceiro filme, que rendeu mais de U$ 34 milhões, o novo longa ganha força para estrear logo em 2007. Não foi confirmado se Darren Lynn Bousman retornará à direção. Ele teria à imprensa norte-americana que Jogos Mortais 3 seria o seu último filme do terror.
Tobin Bell é o único garantido para a continuação. O ator que interpreta o sádico assassino Jigsaw renovou seu contrato para estrelar mais dois filmes.A idéia da Lions Gate é lançar Jogos Mortais 4 no Halloween do ano que vem.
Fonte: Terra

4-Os Wachowski irão adaptar a série cult japonesa de quadrinhos Speed Racer, criada pelo pioneiro do anime Tatsuo Yoshida, sobre as aventuras de um jovem piloto e seu carro de corrida Mach 5.
A produção para Speed Racer deverá transcorrer no ano que vem e o filme tem estréia prevista para 2008, noticiou a revista Variety.
O lendário produtor Joel Silver também trabalhará com os irmãos Wachowski neste novo projeto, acrescentou a fonte.
Fonte: Terra

5-Depois de ter trocado a direção de X-Men: O Confronto Final pela de Superman – O Retorno, o cineasta Bryan Singer disse que gostaria de ler o roteiro de Wolverine, filme que, até o momento, está sem diretor .
Singer está envolvido na produção da continuação de Superman – O Retorno, previsto para estrear em 2009. Por essa razão, o cineasta recusou a proposta de dirigir X-Men 4.
Hugh Jackman, protagonista e produtor de Wolverine, afirmou que irá revelar o nome do diretor, em breve.
Fonte: Cineminha

terça-feira, novembro 14, 2006

LISTA - PIORES FILMES

Um site norte-americano especializado em "filmes ruins", chamado "The Stinkers" (algo como "Os Podres"), fez uma pesquisa entre seus visitantes para eleger os 100 piores filmes do século 20. Após três fases de votação, o longa A Reconquista (2001), protagonizado por John Travolta, levou o título de "pior filme do século 20".
Confira os dez primeiros colocados na pesquisa e dê sua opinião sobre qual é o pior filme que você já viu!

1°)A Reconquista, 2001
O filme de 2001, dirigido por Roger Christian e estrelado por John Travolta, se passa mil anos no futuro. Uma raça alienígena, os Psyclos, conquista a Terra e a transforma numa colônia. Diante dessa situação, um herói rebelde lidera uma revolta contra os extraterrestres. Travolta ganhou o Framboesa de Ouro por pior dupla.

2°)As Loucas Aventuras de James West, 1999
Na aventura de 1999 baseada em um seriado de TV, Will Smith e Kevin Kline vivem um herói de guerra e um inventor, respectivamente, chamados pelo presidente dos Estados Unidos para impedir os planos de do homem máquina Arliss Lovelss (Kenneth Branagh). Apesar de um grande elenco, o longa ganhou o Framboesa de Ouro de pior filme em 2000.

3°)Batman & Robin, 1997
O quarto filme da série do super-herói, dirigido por Joel Schumacher e com George Clooney no papel de homem-morcego, foi um fracasso de crítica e de bilheteria. O longa custou cerca de US$ 125 milhões e arrecadou apenas US$ 107 milhões nos EUA. A produção que conta com Chris O'Donnell como Robin e Alicia Silverstone como Batgirl foi indicado ao Framboesa de Ouro em 11 categorias.

4°)Howard, o Super-Herói, 1986
Mesmo sendo produzido por George Lucas, o longa com um pato como super-herói não vingou. O filme baseado no personagem de história em quadrinhos de mesmo nome, da Marvel Comics trazia Lea Thompson como atriz principal. Com inúmeras críticas negativas da imprensa, o filme ganhou o Framboesa de Ouro de pior filme em 1987.

5°)Spice World - O Mundo das Spice Girls, 1997
Indicadas ao Framboesa de Ouro de pior filme em 1999, as meninas do extinto Spice Girls não foram felizes em sua aventura na telona. O longa mostra as cantoras em sua turnê com sua equipe de produção que está gravando um documentário sobre as Spice Girls.

6°)Velocidade Máxima 2, 1997
Sandra Bullock volta aos cinemas como a personagem Annie do sucesso Velocidade Máxima (1994). No filme, Annie e seu novo namorado embarcam num cruzeiro de férias no Caribe, e acabam enfrentando terroristas que tomam conta do navio. Indicado ao Framboesa de Ouro em sete categorias, o longa ganhou o prêmio de pior seqüência ou remake.

7°)Isto é Pat, 1994
Julia Sweeney vive Pat, uma personagem ambígua, que ninguém sabe se é homem ou mulher. Essa dúvida atormenta os vizinhos, que para descobrirem a resposta, são capazes de tudo. A personagem foi tirada do seriado Saturday Night Live. O longa concorreu ao Framboesa de Ouro de pior filme em 1996, perdendo para Showgirls.

8°)Showgirls, 1995
Elizabeth Berkeley vive uma garota do interior dos EUA que decide tentar a sorte como dançarina em Las Vegas. O longa é, até hoje, o recordista em indicações e premiações na história do Framboesa de Ouro. A produção ganhou 6 Framboesas de Ouro: pior filme, pior diretor, pior atriz (Elizabeth Berkeley), pior revelação (Elizabeth Berkeley), pior roteiro e pior canção ("Walk Into the Wind").

9°)A Bruxa de Blair, 1999
Apesar de ser recordista nas bilheterias (o filme custou apenas US$ 50 mil e arrecadou, nas bilheterias mundias, cerca de US$ 20 milhões), o longa entrou na lista dos piores filmes. A produção foi indicada ao Framboesa de Ouro de pior filme e Heather Donahue ganhou o prêmio de pior atriz.

10°)Waterworld, O Segredo das Águas, 1995
Kevin Costner estrelou o filme que foi considerado o mais caro de todos os tempos, custando US$ 175 milhões para ser produzido. O longa mostra a Terra no futuro, quando as calotas polares derretem e os homens passam a viver num planeta aquático. Ganhou o Framboesa de Ouro de pior ator coadjuvante (Dennis Hopper), além de ter recebido outras três indicações.

sexta-feira, outubro 27, 2006

RESENHAS - FESTIVAL DO RIO PARTE 3

11.
DESTRICTED-7 VEZES EROTISMO
De Marina Abramovic, Matthew Barney, Marco Brambilla, Larry Clark, Gaspar Noé, Richard Prince, Sam Taylor-Wood
Erótico
Compilação de sete filmes de sexo explícito de artistas independentes. Balkan Erotic Epic retrata os mitos sobre a fertilidade e a virilidade nos Bálcãs. Hoist mostra o encontro entre um ser divino e uma motorista de caminhão no carnaval da Bahia. Sync reedita trechos de filmes pornô antigos. Impaled faz um retrato semidocumental de como a pornografia passou a determinar os desejos da geração dos anos 1980. We Fuck Alone traz imagens pulsantes sobre masturbação. House Call refilma clássicos do cinema pornô. E Death Valley mostra um astro pornô em uma apologia à masturbação.
Como são sete histórias independentes uma das outras,vamos dividir as avaliações:
1.Hoist - Uma da piores coisas que já foram filmadas! Extremamente chato, repetitivo, tosco e que não se justifica. NOTA 0,0 / 1,0
2.House Call - Chega a ser engraçado no começo, com imagens antigas,mas torna-se repetitivo e longo demais. NOTA 0,5 / 1,5
3.Sync - Extremamente rápido, com várias montagens de filmes pornôs. Inovador, mas extremamente vazio. NOTA 0,0 / 1,5
4.Impaled - O melhor filme dos sete, de autoria de Larry Clark, ao mesmo tempo em que mostra curiosidades sobre bastidores dos filmes pornôs, mostrando como é feita uma gravação do gênero, inova ao simular entrevistas de atores e atrizes que pretendem ingressar nesse circuito. NOTA 1,5 / 1,5
5.Death Valley - Outro filme que até chega a ser engraçado, mas é longo demais, tornando-se chato. Não poderia ser diferente a saga de um homem que não consegue atingir o ápice através da masturbação. NOTA 0,0/1,5
6.Balkan Erotic Epic - O segundo melhor filmes dos sete, e o mais engraçado. Mistura de filme com animação, mostra curiosidades relacionadas ao sexo nos Bacãs. - NOTA 1,5 / 1,5
7.We Fuck Alone - Filme de Gaspar Noe, tem sua inconfundível marca psicodélica, mostrando imagens de masturbações masculina e feminina, alternadas. Criativo, mas longo demais. NOTA 0,5 / 1,5
NOTA 4,0

12.
2H37
De Murali K. Thalluri
Com Teresa Palmer, Joel Mackenzie, Frank Sweet, Clementine Mellor, Charles Baird, Sam Harris
Drama
Numa escola secundarista na Austrália, um suicídio revela aos poucos faces obscuras das vidas dos alunos. Sexualidade, relações amorosas, drogas, abuso sexual, negligência familiar, doenças nervosas. O filme acompanha seis alunos até seu fim trágico. Todos eles tinham motivos para se suicidar. Mas de quem foi realmente o primeiro passo? Exibido na mostra Un Certain Regard do Festival de Cannes de 2006, trata-se de um filme inspirado em eventos da vida do seu jovem diretor estreante.
A trama, muito bem dirigida, é cheia de reviravoltas e eventos surpreendentes. Os conflitos existentes na vida dos seis personagens principais são tão envolventes que por momentos acaba-se esquecendo que um deles cometeria suicídio, mostrado logo na primeira cena do filme. O diferencial é que não sabemos qual dos seis cometeu o ato. Destaque para o roteiro e a montagem, em que acompanhamos as histórias paralelas dos adolescentes, que muitas vezes juntam-se em uma só, numa história inteligentemente não-linear.
NOTA 9,5

13.
THE HOST
De Bong Joon-ho
Com Byun Hee-bong, Song Kang-ho, Park Hae-il, Bae Doo-na, Ko A-sung
Aventura
Na beira do rio Han, moram Hee-bong e sua família, donos de uma barraquinha de comida no parque. Seu filho mais velho, Gang-du, tem 40 anos, mas é um tanto imaturo; a filha do meio é arqueira do time olímpico coreano; e o filho mais novo está desempregado. Todos cuidam da menina Hyun-seo, filha de Gang-du, cuja mãe saiu de casa há muito tempo. Um dia, surge um monstro no rio, causando terror nas margens e levando com ele a neta querida de Hee-bong. É a hora da verdade para cada membro da família, que decide enfrentar o monstro em busca da menina.
A trama surpreende por seus bons efeitos especiais, com boas sacadas de humor. Todos os personagens se destacam, cada um com suas características peculiares. Mas o roteiro apresenta alguns furos, com a não explicação de certas cenas como a do agente laranja em combate ao monstro. Mas a batalha contra a criatura marinha torna-se pano de fundo em meio às relações entre os membros da família de Hee-bong.
NOTA 8,0

14.
EL TOPO
De Alejandro Jodorowsky
Com Alejandro Jodorowsky, Brontis Jodorowsky, José Legarreta, Mara Lorenzio Faroeste/Aventura
O filme é um ícone do cinema trash da década de 70 e um dos precursores do fenômeno Midnight Movies. Um estranho pistoleiro viaja com seu filho pelo deserto, em direção a uma cidade, cujos habitantes estão sendo massacrados. Ele parte em busca dos bandidos e inicia-se uma odisséia.
A trama é recheada com os absurdos característicos de seu diretor, que discute novamente temas religiosos,psicológicos e filosóficos. O protagonista (o próprio Jodorowsky!) tem que se confrontar com seus maiores medos e derrotar quatro mestres. Há ainda o povo que mora há anos dentro de uma caverna, esperando alguém que os lidere para que o povo consiga sair para a cidade mais próxima. Cidade essa que se apresenta de forma mundana, alienada e caótica. Um filme denso, engraçado, que prende a atenção do começo ao fim. A interpretação de várias cenas fica a cargo do espectador, mas passam longe de serem desnecessárias.
NOTA 7,5

15.
A RAINHA
De Stephen Frears
Com Helen Mirren,Michael Sheen,James Cromwell,Helen McCrory
Drama
A notícia da morte da princesa Diana se espalha rapidamente pelo mundo. Incapaz de compreender a reação emocional do público britânico, a rainha Elizabeth II (Helen Mirren) se fecha com a família real no palácio Balmoral. Tony Blair (Michael Sheen), o recém-apontado primeiro-ministro britânico, percebe que os líderes do país precisam tomar medidas que os reaproximem da população e é com essa missão que ele procura rainha.
A trama acerta ao mostrar as pessoas mais influentes da realeza britânica com sentimentos, dilemas e situações problemáticas muito comuns ao povo aliado a carga extra das obrigações de serem poderosos. O diretor soube dosar a carga dramática ao discutir a morte de Diana e ao mesmo tempo acrescentar situações engraçadas como as reuniões entre Tony Blair e a rainha Elizabeth. Tais cenas conseguiram demonstrar duas forças a princípio antagônicas (o espírito renovador e moderno de Blair contra a tradição e nobreza da rainha) que se unem para o bem estar da Inglaterra. Destaque para Helen Mirren, no papel de Elizabeth, o que pode lhe valer uma indicação para o Oscar.
NOTA 8,5

domingo, outubro 22, 2006

RESENHAS - FESTIVAL DO RIO PARTE 2

6.
O PLANETA DAS MULHERES INVASORAS
De Alfredo B. Crevenna
Com Lorena Velásquez, Elizabeth Campbell, Maura Monti
Ficção
Continuação do filme Gigantes planetários. Aparentemente, os atores sequer souberam que estavam fazendo dois filmes em vez de um. Ao passear pelo parque de diversões da cidade, Marcos, o boxeador, Taquito, seu escudeiro, e a bela Sílvia embarcam num disco voador acreditando se tratar de um brinquedo. O disco levanta vôo e os leva para o planeta Sibila, governado pela rainha Adastrea. Os sibilianos pretendem usar transplantes de órgãos humanos para adaptar seus pulmões à atmosfera da Terra e então invadir o planeta.
A trama explora a luta livre, e heróis e bandidos juntos em uma situação contra um inimigo comum, no caso, as alienígenas do planeta Sibila. Logicamente,os bandidos têm que se aliar às forças do mal, além de uma das habitantes do planeta (no caso, irmã gêmea da rainha) ser favorável aos terráqueos. Mais uma vez efeitos especiais toscos, mas compensa por situações engraçadas. Mas torna-se um pouco chato em algumas cenas monótonas.
NOTA 5,0

7.
A MÚMIA ASTECA CONTRA O ROBÔ HUMANO
De Rafael Portillo
Com Rosita Arenas, Ramón Gay, Crox Alvarado, Luis Aceves Castañeda
Ficção
Terceira parte da trilogia da Múmia Asteca (que tem ainda A múmia asteca e A maldição da múmia asteca). Dr. Krupp hipnotiza Flor para que ela o leve ao túmulo de Popoca, a múmia asteca. Enquanto isso, Eduardo e Pinacate saem à caça do terrível doutor, mas sofrem uma emboscada e são capturados. Eles assistem indefesos ao Dr. Krupp dar vida a um enorme Robô Humano que ele planeja usar para destruir Popoca. As duas criaturas se enfrentam numa batalha eletrizante no cemitério.
Ponto alto da mostra mexicana, a trama de pouco menos de uma hora de duração faz com que muitas comédias de duas horas fiquem totalmente sem graça. Cenas como a da múmia Popoca despertando e bastando balançar os braços para assustar a todos é impagável! E ainda temos Flor hipnotizada por frases hilárias e o robô humano que mais parece um brinquedo da Estrela, que é guiado através de um controle remoto gigante que só tem uma alavanca tosca! Para finalizar, a imperdível batalha entre a Múmia e o Robô humano é uma das mais absurdas da história do cinema! Diversão garantida no melhor filme da mostra mexicana de sci-fi.
NOTA 8,0

8.
PROIBIDO PROIBIR
De Jorge Durán
Com Caio Blat, Maria Flor e Alexandre Rodrigues
Drama
Três amigos, estudantes universitários - Leon (Alexandre Rodrigues), estudante de sociologia, sua namorada Leticia (Maria Flor), estudante de arquitetura, que se apaixona pelo estudante de medicina Paulo (Caio Blat), melhor amigo de Leon, com quem divide apartamento – experimentam os conflitos morais e éticos que provocam um triângulo amoroso, ao mesmo tempo em que se confrontam com a violência da cidade.
O filme explora alguns clichês, mas de forma bastante original. O já batido mas sempre presente triângulo amoroso torna-se pano de fundo para as discussões sócio-econômicas presentes em toda a trama. Os três protagonistas, de classe média alta, conhecem um mundo totalmente novo, pessoas que sofrem com a impunidade de policiais corruptos. E por tentarem ajudar essas pessoas, se vêem na mesma situação que elas. Filme muito bem dirigido, com uma história que vai da tranqüilidade ao desespero, lembrando para o público que a violência vai muito mais além do que é comentado nas grandes cidades.
NOTA 8,5

9.
O SARCÓFAGO MACABRO
De Ivan CardosoCom Carlo Mossi, Tony Tornado, Wilson Grey, Luisa Mariani, Julio Medaglia, Felipe Falcão, Jane Silk, Orlando Drumond.
Comédia
Ao classificar os arquivos secretos da 2ª Guerra Mundial, o agente da CIA Ed Stone deparou-se com um estranho dossiê relacionando uma pobre múmia egípcia e um cientista louco brasileiro como membros de uma bem articulada rede de espiões nazistas responsáveis pela fuga tranqüila para a América Latina de vários carrascos do terceiro Reich: eles viajavam fantasiados de múmias a bordo de confortáveis sarcófagos.
A trama é uma homenagem aos seriados norte-americanos de espionagem da década de 50. Apesar de ser muito caricato, tem boas sacadas, como a de dividir a história em quatro partes e misturar os nazistas à investigação. Alguns personagens como o cientista louco se encaixaram perfeitamente na história, porém outros como o de Orlando Drumond (uma espécie de drag queen egípcia!) ficaram muito deslocados e desnecessários. Apesar de divertida, alguns momentos da trama soaram repetitivos, o que surpreende para um filme de pouco mais de cinquenta minutos.
NOTA 6,5

10.
FONTE DA VIDA
De Darren Aronofsky
Com Hugh Jackman, Rachel Weisz, Ellen Burstyn, Mark Margolis, Sean Gullette
Drama
Uma odisséia sobre amor, morte e espiritualidade, contada por meio de duas histórias paralelas em que sobressai a luta de um homem para salvar seu grande amor. Na Espanha do século 16, o navegador Tomas Creo parte para o Novo Mundo em busca da lendária Árvore da vida. Nos tempos atuais, a mulher do pesquisador Tommy Creo está morrendo de cancêr, mas ele busca desesperadamente a cura que pode salvá-la. Uma terceira história une as duas primeiras: No século 26, o astronauta Tom finalmente consegue a resposta para as questões fundamentais da existência.
O terceiro filme de Darren Aronófsky (Pi, Réquiem para um Sonho) tem algumas discrepâncias em relação aos dois anteriores. Pela primeira vez, o diretor contou com um orçamento astronômico, elenco de estrelas e o amparo de Hollywood na sua produção. Mas felizmente suas características únicas que tornaram suas histórias bastante cultuadas ainda permanecem. A trama é complicada de se entender, assim como uma de suas principais influências, 2001 Uma Odisséia no Espaço. Mas Darren certamente não criou uma história para ser comparada com um filme de tamanha importância para a ficção, como 2001. Até porque suas abordagens são diferentes. Enquanto o filme de Kubrick falava do confronto humano-máquina, Aronófsky mostra o poder do amor, que ultrapassa a barreira do tempo e do espaço. O acompanhamento dessa saga brilhantemente protagonizada por Hugh Jackman é mais importante que preencher algumas lacunas que a trama deixa de contar, propositadamente ou não. A ótima fotografia ajuda a fazer de Fonte da Vida um dos filmes mais belos dos últimos tempos, com uma mensagem que traz à tona discussões filosóficas, espirituais e psicológicas.
NOTA 9,0

terça-feira, outubro 17, 2006

RESENHAS - FESTIVAL DO RIO PARTE 1

1.
100 ESCOVADAS ANTES DE DORMIR
De Luca Guadagnino
Com Maria Valverde, Geraldine Chaplin, Fabrizia Sacchi, Primo Regiani, Letizia Ciampa, Nilo Mur
Drama
Melissa tem 16 anos, é doce e inocente. Seu pai está sempre viajando e sua mãe, mesmo em casa, é ausente.Na escola, ela está apaixonada há mais de um ano por Daniele, rapaz que nunca lhe deu muita atenção. Mas um dia, ela tem sua primeira relação sexual com ele. Apesar de ter sido com o menino que ama, a experiência revela-se brutal e humilhante. A partir daí, ela começa uma investigação sobre o sexo, conhecendo vários homens e registrando suas observações num diário, que acaba se tornando seu melhor amigo.
Baseado no romance de Melissa Panarello, o filme parece ser menos chocante que o livro (pois apesar de ainda não ter lido, várias declarações do romance não foram adaptadas para o cinema). Mas pelo menos, temos uma história sem furos, com boas interpretações (destaque para Maria Valverde e Geraldine Chaplin, como a avó Elvira). Apesar da simplicidade em contraste com cenas pseudo-fortes, a história prende a atenção até o final, que decepciona por não ter um desfecho mais criativo. O ritmo de diário não funcionou, mas também não desmerece a história, que poderia ser melhor se não fosse por demais pretensiosa.
NOTA 6,5

2.
DEITE COMIGO
De Clement Virgo
Com Lauren Lee Smith, Eric Balfour, Polly Shannon, Ron White, Kate Lynch
Drama
Leila é uma jovem extremamente sensual e que vive uma vida cheia de aventuras pela noite de Toronto. David é um homem honesto, mas ainda está incerto em relação às suas vontades e necessidades. Quando os dois se encontram, o resultado é uma relação marcada pelo sexo ousado e casual.Logo, porém, eles começam a lidar com a possibilidade do amor, e lutam contra as armadilhas das relações emocionais típicas da classe média.
O filme é bem dirigido, mas não conta com excelentes interpretações nem com um roteiro que alavanque a trama. As cenas ousadas acabam por chamar mais a atenção do público do que qualquer história que o filme tente contar. Ainda assim, tem boas cenas como as que aparecem o pai de um dos protagonistas. NOTA 6,0

3.
WOOD&STOCK - SEXO,ORÉGANO E ROCK'N ROLL
De Otto Guerra
Com Sepé Tiaraju, Zé Victor Castiel, Rita Lee, Tom Zé, Janaína Kremer, Julinho Andrade, Heinz Limaverde, Leo Machado
Animação
Em uma festa na virada para 1972 na casa de Cosmo estão os jovens Wood, Stock, Lady Jane, Rê Bordosa, Rampal, Nanico e Meiaoito, que vivem intensamente o vapor barato total do flower power brasileiro ao explodir dos fogos de ano novo. De repente, não mais que de repente, 30 anos se passam e nossos heróis, agora carecas e barrigudos, enfrentam as dificuldades de um mundo cada vez mais individual e consumista.O jeito é dar ouvidos à voz sábia de Raulzito e ressuscitar a velha banda de rock'n'roll.
Grande animação, que conta com ótimas sacadas que agradará a todos os amantes do rock. Além da diversão, há também espaço para críticas sociais, econômicas e políticas sem discursos chatos e monótonos. Destaque para o porco "roqueiro vocalista gritador" da banda, que assim que o som começa, se põe a guinchar feito um louco!
NOTA 8,5

4.
A MONTANHA SAGRADA
De Alejandro Jodorowsky
Com Alejandro Jodorowsky, Horácio Salinas, Zamira Saunders, Juan Ferrara, Adriana Page, Burt Kleiner, Valerie Jodorowsky, Nicky Nichols, Richard Rutowski, Luis Loveli, Ana De Sade
Ficção/Drama
Conto fantástico sobre os indivíduos mais poderosos do Sistema Solar, que estão prestes a se transformar em deuses para dominar o universo.
A trama poderia ser um blockbuster ou algum filme trash. Mas transcende os limites de quaisquer das duas especificações. E tudo pela direção e roteiro do diretor Alejandro Jodorowsky, que mais parece uma mistura de David Cronenberg com David Lynch, só que com uma marca própria. E é graças a essa marca que se vê algumas dezenas das cenas mais bizarras que já aconteceram nos cinemas. Para se ter uma idéia, temos um terráqueo (sugestivamente parecido com Cristo) perseguido por dezenas de crianças nuas (que aparecem mortas dentro de um caminhão), sendo apedrejado por elas, imitando um sapo depois da explosão do circo de sapos que imitam soldados maias. Tintas saindo das pessoas como se fossem sangue, máquinas tendo orgasmos, nádegas servindo como forma de pinturas, etc. Mas tais cenas não aparecem aleatoriamente. Há dezenas de questionamentos religiosos, filosóficos, psicológicos,existenciais, históricos,políticos e até sócio-ecônomicos. Um filme extremamente denso, chocante, engraçado e imperdível para quem curte o chamado cinema alternativo.
NOTA 9,5

5.
A NAVE DOS MONSTROS
De Rogelio A. González
Com Eulalio González "Piporro", Ana Bertha Lepe, Lorena Velázquez
Ficção
O último homem de Vênus morre deixando um planeta cheio de mulheres solitárias. A regente venusiana decide então mandar as belas Gamma e Beta numa missão: encontrar machos de qualidade em outros planetas. Em sua busca pelo universo, elas capturam vários espécimes, mas todos monstruosos.
A mostra de ficção científica mexicana demonstra a ingenuidade de um cinema, que contrasta com os milhões de dólares de Hollywood. A Nave dos Monstros caracteriza-se por ser engraçado pela sua inocência. O herói da trama é o mocinho típico do México, algo parecido com um cowboy norte-americano. Ninguém acredita nas proezas que ele conta, e logicamente quando a nave das duas venusianas aparece, ninguém liga para suas histórias, dessa vez verdadeiras. As duas se apaixonam por ele, só que uma delas é uma vampira que tenta dominar o mundo. Cabe ao mocinho enganá-la e derrotar todos os monstros que se aliam à vampira. O restante dá pra imaginar. Efeitos especiais toscos e história simplória, mas muito divertida.
NOTA 6,0

quinta-feira, outubro 12, 2006

FRASES CINEMA SETEMBRO

Selecionei dez frases de filmes que eu vi recentemente,em sua maioria. Peço a todos que votem, nos comentários, em uma das frases que acharem a melhor (seja porque é a mais engraçada, mais construtiva,etc) e em outra frase, que acharem a pior das dez. O resultado será conhecido no final do mês! Podem indicar as frases apenas pelo seu número correspondente e,se possível,dizer os motivos que o levaram às determinadas escolhas.

1-As pessoas não deviam temer seu governo. O governo é que devia temer seu povo.
V de Vingança, de James McTeigue

2-O mundo seria muito melhor se o alugássemos.
Obrigado por Fumar,de Jason Reitman

3-Você é igual à decadência refletida em tudo.Todos fazemos parte da mesma podridão. Somos o único lixo que canta e dança no mundo.
Clube da Luta, de David Fincher

4-Você conhece as pessoas pelos presentes que mandam.
Traffic, de Steven Soderbergh (Frase do juiz interpretado por Michael Douglas)

5-Nada é verdade, tudo é permitido.
Mistérios e Paixões, de David Cronenberg

6-A perfeição é um erro.
El Topo, de Alejandro Jodorowsky

7-Você é merda. Mas pode virar ouro.
A Montanha Sagrada, de Alejandro Jodorowsky

8- Para fazer o certo, às vezes temos de ser fortes e desistir daquilo que mais queremos. Até dos nosso sonhos.
O Homem-Aranha 2,de Sam Raimi

9-Ele está tão tranquilo que quando dorme são as ovelhas que o contam.
O Assalto,de David Mamet

10-As pessoas te dizem apenas aquilo que você precisa ouvir.
Matrix,dos Irmãos Wachowski